O Congresso Nacional numa sinuca de bico

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é o alvo da vez
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Os chefes do Congresso Nacional, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre | Foto: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Os chefes do Congresso Nacional, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre | Foto: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é o alvo da vez

Os chefes do Congresso Nacional, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre | Foto: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO

Depois de Rodrigo Maia levar uma surra de críticas nas redes sociais, o alvo dos internautas neste sábado, 18, é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Desde ontem à noite, o demista vem sendo criticado pela aprovação de medidas anti-povo. Não só, diversas vezes tem contrariado o Planalto (recentemente deu ao PT a relatoria de um projeto de interesse do governo federal).

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Neste momento, está na mesa de Alcolumbre o recém-aprovado pacote de socorro financeiro aos governadores e prefeitos. Muitos desses chefes de Executivo decretaram medidas de isolamento social restritivas e, com isso, perderam dinheiro em impostos. Portanto, o Congresso Nacional está na iminência de forçar o presidente da República, Jair Bolsonaro, a pagar toda essa conta.

A segunda ofensiva de apoiadores do presidente Bolsonaro demonstra a insatisfação com a postura do poder Legislativo. O movimento Nas Ruas, por exemplo, está se organizando para promover carreatas pelo Brasil. O objetivo é evitar que os deputados e os senadores, incluindo membros da oposição liderada pelo PT, continuem impondo barreiras às medidas do Executivo.

Enquanto o exército à disposição do Palácio do Planalto se movimenta nas redes — e nas ruas — para ajudar o presidente, o governo federal se articula no centro do poder para dividir o Centrão (bloco fisiológico que reúne PP, MDB, PSD e DEM), conforme noticiou Oeste. Assim, enfraquecerá tanto Rodrigo Maia, como Davi Alcolumbre, que exercem muita influência sobre esses parlamentares.

Monitoramento Oeste

Com a ofensiva bem-sucedida contra Maia, os internautas levantaram ontem à noite a hashtag “ForaAlcolumbre”, que vem ganhando musculatura — levou cerca de uma hora e meia para alcançar os trending topics desde que surgiu. Nas primeiras horas desta manhã, oscilou entre a quarta e a terceira posição. Contudo, por volta das 10h00, conseguiu alcançar o topo e lá ficou até às 14h00.

https://twitter.com/EDERSONMAIA5/status/1251615297842425856

https://twitter.com/BettaBrasil/status/1251615279949455360

Embora tenha perdido vigor no Twitter enquanto esta reportagem é redigida, somou 314 mil engajamentos naquela rede social. No Facebook, a quantidade de pessoas que aderiram à hashtag também foi substantiva, sendo o deputado federal Marco Feliciano (sem partido) o principal impulsionador das críticas. Uma postagem dele sobre Alcolumbre teve 3,5 mil curtidas, 1,1 mil comentários e 600 compartilhamentos.

A hashtag pegou no Instagram, ao obter 28 mil engajamentos. Apesar de a força da investida nessa rede social ter sido menor que ontem, ainda superou a campanha pelo impeachment do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), quando mobilizou apenas 500 publicações. Desta forma, os resultados significam que os apoiadores do presidente Bolsonaro cada vez mais aperfeiçoam suas técnicas “instagrámicas”.

No Google, os termos mais pesquisados sobre Davi Alcolumbre foram “davi alcolumbre” e “quem é davi alcolumbre”. Enquanto isso, os Estados que apresentaram maior interesse são (na sequência): Amapá e Distrito Federal. A explicação se sustenta porque o primeiro ente federativo é a terra natal do senador e, o segundo, onde o parlamentar vive atualmente e, também, exerce suas funções.

Repercussão na mídia

Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

Veículos com perfil de direita se sobressaíram, ao focalizar esforços em publicar informações acerca da temperatura nas redes sociais. Neste momento, a página que capitaneia as projeções futuras positivas sobre o tema é o site Terça Livre. Já a imprensa tradicional ainda está repercutindo a derrota de Maia para Bolsonaro nas redes sociais, que ocorreu ontem.

Em suma: se impõe cada vez mais no debate público a insatisfação das pessoas com figuras do Legislativo, sobretudo quando o assunto se trata de estratégias para o combate ao coronavírus. Não só, nota-se que o maior engajamento se dá em páginas alternativas porque elas ecoam a revolta de parte dos brasileiros, ao oferecer-lhes outros pontos de vista.

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