Relatório final da CPI pede indiciamento de 66 pessoas, entre elas Jair Bolsonaro

O documento de mais de mil páginas também aponta o nome de ministros, ex-ministros e os filhos do presidente
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Relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai ler o relatório final nesta quarta-feira, 20
Relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai ler o relatório final nesta quarta-feira, 20 | Reprodução: CNN Brasil

Depois de quase seis meses, a CPI da Covid se reúne nesta quarta-feira, 20, para fazer a leitura do relatório final.

O documento, elaborado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), tem 1.180 páginas e pedido de indiciamento para 66 pessoas, entre elas o presidente Jair Bolsonaro e duas empresas por 29 tipos penais diferentes.

Leia o relatório na íntegra aqui.

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Na versão final, o relator retirou o pedido de indiciamento de Bolsonaro pelo crime de genocídio contra povos indígenas. A decisão partiu do G7, grupo majoritário da CPI.

O presidente Jair Bolsonaro tem o pedido de indiciamento pelos crimes de epidemia com resultado morte, infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação e crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, violação de direito social, incompatibilidade com dignidade, honra.

Ainda aparecem na lista: os ministros Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Trabalho), Walter Braga Neto (Defesa), Wagner Rosario (Controladoria-Geral da União) e os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

O relator sugeriu também o indiciamento dos filhos do presidente Jair Bolsonaro: o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro. Na lista aparecem os deputados Osmar Terra, Bia Kicis e Carla Zambelli, além dos empresários Luciano Hang, Otávio Fakhoury e Carlos Wizard.

A partir do relatório, órgãos fiscalizadores serão acionados para dar continuidade às investigações.

“Esta Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia colheu elementos de prova que demonstraram sobejamente que o governo federal foi omisso e optou por agir de forma não técnica e desidiosa no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, expondo deliberadamente a população a risco concreto de infecção em massa. Comprovaram-se a existência de um gabinete paralelo, a intenção de imunizar a população por meio da contaminação natural, a priorização de um tratamento precoce sem amparo científico de eficácia, o desestímulo ao uso de medidas não farmacológicas. Paralelamente, houve deliberado atraso na aquisição de imunizantes, em evidente descaso com a vida das pessoas. Com esse comportamento o governo federal, que tinha o dever legal de agir, assentiu com a morte de brasileiras e brasileiros”, informou um trecho do relatório.

Relatórios paralelos

Na próxima terça-feira, 26, os senadores voltam a se reunir para votar o parecer de Renan Calheiros. Na mesma sessão, serão apresentados os relatórios paralelos. Já revelaram que vão apresentar textos complementares os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO).

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9 comentários Ver comentários

  1. Como eles mesmos descreveram: “As provas PRODUZIDAS por esta Comissão Parlamentar de Inquérito, em especial as oitivas coletadas”. pág 32 já seria motivo para arquivamento.
    Parece mais um roteiro de novela, sem contar a coleta de narrativas produzidas pela mídia.
    outra parte na pág 298: “Esta Comissão nunca teve acesso à versão final do contrato firmado
    entre a Bharat Biotech e a Precisa, embora tenha solicitado reiteradamente por
    ofícios e nos depoimentos dos envolvidos”. entao como apontar crime se não há a prova?
    Será mais um desperdício de dinheiro ter que rebater linha por linha desse roteiro de novela.

  2. Quem deveria ir para o chilindró e passar o resto da vida lá, é este cangaceiro sem-vergonha travestido de senador. Bandido safado, sem caráter.

  3. Quem diria hein?! O renan calheiros mandando prender pessoas, até seis meses atrás esse sujeito rastejava por Brasília, se escondendo nos cantos para ñ ser visto, e agora, indicia e achaca médicas e pessoas que buscavam alternativas contra a gripe chinesa. É realmente inacreditável!

    1. Depois de editorial do jornal O Globo, que condena a menção à genocídio no relatório, e a sua retirada, não resta dúvida que a globo ajudou na confecção do relatório, o tempo dirá.

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