Renan Calheiros quer anistiar ‘hackers’ da Lava Jato

Crítico da operação, senador apresenta projeto em favor dos criminosos virtuais
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O senador Renan Calheiros
O senador Renan Calheiros | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

No que depender do senador Renan Calheiros (MDB-AL), os seis hackers denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Spoofing serão anistiados. O sexteto de criminosos virtuais esteve envolvido na violação de celulares de autoridades da Lava Jato e, agora, conta com a simpatia do parlamentar alagoano, que apresentou projeto de lei (PL) em favor do grupo.

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Crítico público da Lava Jato, operação anticorrupção responsável por levar para a prisão políticos e empresários, Calheiros não dá destaque ao fato de os hackers terem sido responsáveis por crimes cibernéticos, roubando mensagens trocadas pelo ex-juiz Sergio Moro com Deltan Dallagnol e demais procuradores de Curitiba. Inicialmente, parte do conteúdo roubado foi entregue a um blog.

Segundo justifica o senador, o crime virtual resultou em pontos positivos. “[As mensagens roubadas apresentam] confissões inequívocas de perseguição política; da tentativa descarada de influenciar o processo político-eleitoral; de desprezo pelos direitos fundamentais das pessoas acusadas; de violação do dever de imparcialidade do juiz; de quebra do dever de impessoalidade dos membros do Ministério  Público; da condução de tratativas internacionais fora dos canais diplomáticos; da promoção de estranhas investigações contra autoridades detentoras de foro especial por prerrogativa de função; de vazamento de informações sigilosas à imprensa, além de outras ilegalidades cometidas por aqueles que deveriam, em tese, zelar pela Constituição”, afirma Calheiros em trecho do texto do projeto, informa a Agência Senado.

“Exposição midiática”

Ciente de que os hackers cometeram crime, Renan Calheiros pontua que seu PL não tem como intuito dar salvo-conduto ao grupo. Ele entende que os seis denunciados na Operação Spoofing já foram punidos. “[Foram] submetidos a medidas restritivas de liberdade, além de degradante exposição midiática”, alega o senador do MDB.

“Exumou-se um valhacouto, um sindicato de transgressões”

“Os seis denunciados praticaram um ilícito. Mas, nessa ação, e graças a ela, exumou-se um valhacouto, um sindicato de transgressões. Ao acessarem os telefones da Lava Jato, os denunciados descobriram que o Ministério Público e o juiz Sergio Moro, para combater eventuais crimes, cometeram uma enxurrada de outros delitos”, acusa Calheiros. Ele não mencionou, contudo, quais crimes teriam sido cometidos pelas autoridades da Lava Jato que trocaram mensagens — em cunho privado — por meio do aplicativo Telegram.

Leia também: “O fim da Lava Jato”, matéria do editor-executivo Silvio Navarro publicada na edição 46 da Revista Oeste.

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