Repasse milionário de Covas a blocos e escolas de samba entra na mira do MP

Em ano sem folia de carnaval, prefeitura de São Paulo manteve custos com entidades do setor
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Mesmo sem festas, carnaval teve custo milionário em São Paulo
Mesmo sem festas, carnaval teve custo milionário em São Paulo | Foto: Reprodução/Facebook/Liga SP

A decisão da prefeitura de São Paulo em manter em 2021 o repasse de R$ 31 milhões para entidades que representam blocos carnavalescos e escolas de samba e entrou oficialmente na mira do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Nesta semana, o órgão instaurou procedimento de investigação para analisar o caso em ano que o próprio Executivo paulistano cancelou as festividades de carnaval devido à pandemia de covid-19.

Leia mais: “Durante a pandemia, ‘Carnaval da China’ movimenta U$S 46,7 bilhões”

Responsável pelo procedimento no MP-SP, o promotor Christiano Jorge Santos sinaliza que o prefeito Bruno Covas (PSDB) e demais integrantes da prefeitura poderão ser punidos por causa do repasse milionário. “Ante ao noticiado, pode haver indícios de improbidade administrativa”, afirma Santos, segundo divulgado pelo portal G1. Com isso, o promotor vê a investigação como meio necessário para analisar “eventuais irregularidades no repasse” a associações envolvidas com o carnaval na cidade de São Paulo.

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Conforme registrado por Oeste no início da semana, a Associação das Bandas, Blocos e Cordões Carnavalescos de São Paulo, a Associação de Bandas Carnavalescas de São Paulo e União das Escolas de Samba Paulistanas foram três das quatro entidades beneficiadas com o repasse milionário deste ano. Responsável por organizar os desfiles das principais escolas de samba do município, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo foi agraciada com o maior montante: mais de R$ 27 milhões.

O outro lado

Em nota, a prefeitura de São Paulo limitou-se a informar que ainda não havia sido notificada da ação por parte do MP-SP e que “quando o for prestará todos os esclarecimentos”. Anteriormente, o órgão comandado por Bruno Covas defendeu publicamente o valor gasto com o repasse milionário às entidades carnavalescas, mesmo em ano sem comemoração do carnaval na cidade. Nesse sentido, defendeu que o valor seria relativo a 2020 e que, diante de tal situação, “estão sendo estudadas alternativas para aplicação nos desfiles de 2022.”

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3 comentários

  1. R$ 31 milhões sem ter Carnaval, proporcionalmente, deve ser mais grave do que xingar a mãe de algum capa preta. Xilindró, não há outra opção. Tem truta aí!

  2. Impeachment é pouco! Tem que ser cadeia sem fiança! Já que só falar é… Roubar do pagador de impostos, deveria ser cadeira elétrica!

  3. Infelizmente, os eleitores de São Paulo não poderão reclamar muito pelo que estão passando. Afinal, ajudaram a reeleger esse filhote de corrupto! Pra completar, só faltam reeleger o João Agripino pra governador, ou ajudar a elegê-lo presidente. Deus nos livre!

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