RJ: Lava Jato denuncia Mário Peixoto e mais 16 por desvio de R$ 500 milhões na saúde

Procuradores apontaram que a organização criminosa tinha quatro núcleos: econômico, administrativo, financeiro-operacional e político
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Foto: Paulo Vitor/Governo do Rio de Janeiro
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Procuradores apontaram quatro núcleos da organização criminosa: econômico, administrativo, financeiro-operacional e político

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A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro denunciou na manhã desta sexta-feita, 19, o empresário Mário Peixoto e mais 16 pessoas.

Eles são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, pertinência a organização criminosa e obstrução à investigação, no âmbito da Operação Favorito.

Segundo a Procuradoria, Mário Peixoto comandou, desde 2012, um “esquema complexo de uma rede de corrupção” que provocou danos que superam meio bilhão de reais na Saúde do Rio.

Operação Favorito

A Operação Favorito foi aberta no último dia 14 de maio para cumprir cinco mandados de prisão preventiva, 42 ordens de busca e apreensão em 38 endereços e 11 intimações para prestar depoimento.

Na ocasião, o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto foram presos.

A ofensiva estava autorizada desde fevereiro, mas havia sido adiada por causa do novo coronavírus.

No entanto, a interceptação telefônica mostrou que o grupo criminoso se valeu da situação de calamidade relacionada à pandemia para obter contratos de forma ilícita com o poder público. Além disso, vinha destruindo provas sobre o esquema e realizando ações de contrainteligência.

Segundo a procuradoria, Mário Peixoto comandava, por meio de terceiros, a contratação de organizações sociais e pessoas jurídicas por ele controladas pelo Estado do Rio de Janeiro.

O MPF do Rio viu, por exemplo, indícios de participação ou influência do empresário Mário Peixoto sobre a organização social Iabas, contratada pelo Estado do Rio de Janeiro para a implantação de hospitais de campanha destinados ao tratamento de pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

O Ministério Público Federal do Rio informou ainda que requereu o “reforço da prisão preventiva” de Mário Peixoto e de Alessandro Duarte, apontado como o principal operador do empresário.

Há informações de que a dupla soube da operação na véspera da deflagração e avisou aos demais investigados, conforme diálogos identificados em celular apreendido.

Com informações do Estadão Conteúdo

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