Rogério Marinho critica ‘exploração política’ das enchentes na Bahia

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, 'nenhum lugar do mundo aguenta essa intensidade' de chuvas
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Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, participou do <i>Jornal da Manhã</i>, da Jovem Pan
Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, participou do Jornal da Manhã, da Jovem Pan | Foto: Reprodução/YouTube

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, criticou o uso político da tragédia das enchentes que vêm castigando os Estados da Bahia e de Minas Gerais.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 14, Marinho se referiu, mais enfaticamente, à situação da Bahia, Estado governado pelo petista Rui Costa, adversário do presidente Jair Bolsonaro.

“Temos a consciência de que uma tragédia como essa não pode ter uma exploração política. Estamos vendo um embate desnecessário e desproposital”, criticou Marinho.

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O ministro reconheceu a gravidade da situação e defendeu as ações tomadas pelo governo federal.

“Desde o dia 29 de novembro, instalamos uma central de operações na Bahia com o nosso pessoal da Defesa Civil e começamos a fazer o trabalho de auxiliar as vítimas da tragédia”, disse Marinho.

De acordo com o ministro, “nenhum lugar do mundo aguenta essa intensidade de precipitação pluviométrica”.

“Estamos trabalhando com o Dnit, que está desobstruindo as principais rodovias da Bahia que foram acometidas pelo problema”, explicou Marinho. “A terceira etapa é a reconstrução da infraestrutura que porventura tenha sido afetada.”

Ainda segundo Rogério Marinho, cabe aos municípios apresentarem seus “planos de trabalho” para que o governo disponibilize os recursos.

“À medida que os planos de trabalho são oferecidos pelos municípios, nós os analisamos em menos de 24 horas e estamos liberando recursos” diz. “O município é que define qual a necessidade específica, e nós provemos esses recursos.”

Calamidade

Como noticiado por Oeste, as fortes chuvas que vêm castigando a Bahia nos últimos dias deixaram 11 mortos até aqui, segundo dados divulgados pela Defesa Civil.

De acordo com informações do governo estadual, pelo menos 220 mil pessoas foram afetadas diretamente pelas enchentes. Ao menos uma está desaparecida.

Apenas na última noite, segundo o boletim atualizado pela Defesa Civil, mais de 260 pessoas ficaram feridas e cerca de 21 mil tiveram de deixar suas casas. Na segunda-feira 13, o número de municípios baianos em situação de emergência chegou a 51.

No fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro sobrevoou municípios do sul da Bahia afetados pelas chuvas.

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