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Salles vê participação da iniciativa privada na Amazônia como fundamental

Ministro do Meio Ambiente ressaltou que quem se beneficia da região deveria "partilhar parte de sua receita com exportações" para ajudar na preservação.
Para o ministro Ricardo Salles, iniciativa privada pode explorar, mas deve ajudar a preservar a Amazônia também | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para o ministro Ricardo Salles, iniciativa privada pode explorar, mas deve ajudar a preservar a Amazônia também | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | ricardo salles, amazônia, iniciativa privada, agronegócio

Ministro do Meio Ambiente ressaltou que quem se beneficia da região deveria “partilhar parte de sua receita com exportações” para ajudar na preservação

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Para o ministro Ricardo Salles, iniciativa privada pode explorar, mas deve ajudar a preservar a Amazônia também | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nessa terça-feira, 25, ser fundamental a participação da iniciativa privada na conservação da Amazônia.

Em videoconferência da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), Salles ressaltou que o agronegócio exportador, que recebe benefícios da Amazônia e quer preservar sua imagem de sustentabilidade no mundo, deveria “partilhar parte de sua receita com exportações” para ajudar na preservação da região.

De acordo com o ministro, o proprietário de terras na Amazônia pode explorar economicamente apenas 20% de sua área, o que, em muitos casos, torna inviável sua sobrevivência.

Para manter intacta a floresta, a iniciativa privada deveria colaborar. E não só o setor agropecuário, segundo Salles. “Quem não vive na Amazônia mas dela se beneficia deveria colaborar com essa preservação”, destacou.

Ele também enfatizou que o sistema até então vigente na região, de verbas estatais e do terceiro setor, “claramente não deu certo e não reduziu a pobreza na região”. “Muita gente fez palestra, viajou (em função das ações na Amazônia), mas a região continuou pobre.”

Dessa forma, para Salles, qualquer plano que se fizer sobre a Amazônia, deve levar em conta o reconhecimento do papel da iniciativa privada no desenvolvimento e na conservação da Amazônia.

“Vivemos muitos anos com visão de planejamento estatal e destinação de recursos estatais ou de captação internacional (como o Fundo Amazônia) mas, mesmo assim, geridos por governos”, recordou. “E houve uma espécie de desconsideração, na prática, do papel do setor privado na Amazônia.”

Ainda segundo ele, para atrair o capital privado à região, é necessário garantir inicialmente a segurança jurídica quanto à questão fundiária da região, com a regularização da posse de terra.

“Em segundo lugar, deve-se remunerar a reserva legal por meio do pagamento por serviços ambientais, e isso está num programa recentemente lançado pelo governo, o Floresta Mais”, disse, e reforçou que quem se beneficia do bioma sem nele residir, deve contribuir. “Se o Brasil como um todo e o resto do mundo se beneficiam da Amazônia, nada mais natural do que pagar por isso; porque estão usufruindo”, completou.

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