Se STF revir marco temporal, será um ‘duro golpe’ no agronegócio, afirma Bolsonaro

Segundo o presidente, as repercussões internas serão 'quase catastróficas'
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Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira,15, que, se o Supremo Tribunal Federal revir o entendimento sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas, será “um duro golpe” para o agronegócio.

“Nós estamos exatamente no caminho contrário daqueles que querem o novo marco temporal.” Segundo o mandatário, as repercussões internas serão “quase catastróficas.”

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“A gente pede a Deus que logo mais o nosso Supremo Tribunal Federal não altere o marco temporal. Há uma pressão externa muito grande, mas o pessoal lá de fora não sabe as consequências disso daí”, afirmou Bolsonaro.

“Se o Brasil tiver de demarcar novas reservas indígenas, conforme previsão do Ministério da Agricultura, o equivalente a mais 14% do território nacional, que seria equivalente aos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais, isso equivale a uma Alemanha e uma Espanha juntas. O preço de alimentos vai disparar e não só isso, podemos ter, no mundo, desabastecimento.”

Indígenas

“Nós queremos que nossos irmãos indígenas passem, cada vez mais, a ser tratados, a ser pessoas exatamente iguais a nós. Uma parte considerável dos indígenas quer produzir, quer trabalhar, e nós sabemos que isso realmente fará com que, no Brasil, tenhamos um só país, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e não uma colcha de retalhos, como alguns querem fazer do nosso país”, afirmou o presidente.

MST

Bolsonaro também disse que seu governo investe na entrega de títulos de propriedades rurais. “A gente tira das mãos do MST essas pessoas”, afirmou.

Marco temporal

O chamado “marco temporal” está na pauta do Supremo. Segundo a tese, indígenas só têm direito à terra se conseguirem comprovar que ocupavam a área pretendida no momento da promulgação da Constituição, em outubro de 1988, ou que foram removidos à força, sob resistência.

Bolsonaro defende que quem estava fora da área naquela data ou chegou depois desse dia não tenha direito a pedir sua demarcação.

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