Senadores criticam perguntas repetitivas e afirmam que tempo de Queiroga é precioso

Eduardo Girão e Roberto Rocha se posicionaram contra reconvocação do ministro da Saúde
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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga | 
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Senadores criticaram nesta terça-feira, 8, a decisão de reconvocar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para depor na CPI da Covid. Eles afirmaram que, em vez de ficar cerca de oito horas respondendo a perguntas repetitivas, o titular da Saúde poderia estar tomando medidas de enfrentamento da pandemia.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) lembrou que o ministro foi tirado do front novamente. “Quanto é que representa um dia de trabalho do ministro da Saúde no momento grave, gravíssimo, que a gente vive, podendo ampliar a campanha de vacinação, podendo visitar Estados e municípios junto com a equipe? O senhor simplesmente vem aqui mais uma vez para esclarecer coisas que já tinha esclarecido, mas a Copa América te trouxe aqui”, afirmou.

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O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) destacou que neste momento de crise sanitária o tempo do ministro é precioso. Segundo ele, os membros da comissão “deveriam refletir melhor, antes de convocar pessoas como o ministro Marcelo Queiroga, cujo tempo é precioso nesta guerra contra esse inimigo invisível e letal”.

— Se não tivesse comparecido a esta CPI hoje, ministro, desde as 9 horas da manhã, e no último dia 6 de maio, quando falou por mais de oito horas, e hoje já vão quase dez horas, o senhor estaria trabalhando para garantir o recebimento e a distribuição de mais vacinas contra a covid nos Estados e municípios? — indagou Roberto Rocha.

— Bom, estaria, mas o compromisso aqui da CPI é um compromisso… — pontuou Queiroga.

— Não, tudo bem; sim ou não. Agora, eu quero perguntar ao ministro: estaria monitorando a situação da covid pelo Brasil, a fim de assegurar amplo apoio do governo federal para continuar salvando vidas? Sim ou não?

— Sim. Sim, senador.

— Estaria atendendo às demandas daqueles prefeitos, governadores, deputados e senadores que verdadeiramente desejam contribuir para a superação da pandemia? — continuou Roberto Rocha.

— Sim.

— Para encerrar, estaria cuidando de todas as outras políticas públicas de saúde, que continuam sendo fundamentais para nosso país?

— Sim — finalizou Queiroga.

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