Servidores analisam entrar com ação civil pública contra Maia por não fechar a Câmara

Justificativa de tamanha insatisfação de colaboradores é que presidente da Câmara demorou a tomar uma decisão em relação às atividades na Casa. Medidas adotadas são classificadas com incertezas e desagradam
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Os servidores e demais colaboradores da Câmara mais preocupados com a propagação do coronavírus pelo país estão revoltados com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os mais exaltados cogitam até mesmo ingressar em juízo com uma ação civil pública contra o demista e o Diretor-Geral, Sérgio Sampaio. 

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A análise é de que a Câmara levou tempo demais para adotar medidas de proteção a servidores efetivos e comissionados. Outros, acham que as regras expedidas ainda são pouco flexíveis. “Eles têm os melhores planos de saúde e os melhores hospitais e têm gente que vai ficar à sorte de hospital público”, criticou um servidor. 

A gota d’água foi quando Maia disse, na última terça, que “o Congresso brasileiro fechou só na ditadura e não vai fechar mais”. Entre grupos de WhatsApp e os poucos colaboradores que ainda conversam pessoalmente, o entendimento é de que faltou sensibilidade no discurso. 

Insatisfação

A insatisfação é maior entre servidores da Casa, não os comissionados que trabalham nos gabinetes. A maioria dos deputados liberou seus assessores para ficarem em casa. A esses, foi instituído o regime de teletrabalho. 

O teletrabalho para servidores e demais colaboradores da Casa foi permitido pela portaria 70/2020 a pais de recém-nascidos, a pessoas a partir de 60 anos, a quem tenha tido contato direto com pessoa diagnosticada com o covid-19 e quem tenha viajado para países onde houve transmissão local do vírus.

Incertezas

O entendimento é que as regras não deixam claro se todos os servidores, mesmo os com idade inferior a 60 anos, podem pedir o regime de teletrabalho à chefia imediata, uma vez que muitos em todo o Congresso estiveram expostos nas últimas duas semanas. 

Os casos do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), são alguns dos citados.

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1 comentário Ver comentários

  1. Principalmente os terceirizados são tratados como se fossem imunes ao vírus ou como se fossem animais. Vejo os terceirizados da área de segurança que não foram liberados , pessoal da limpeza que não possuem EPIs , ascensoristas presos em elevadores. Como foi dito , parlamentares e servidores da casa possuem os melhores planos de saúde , e os demais? Complicado. Do que adianta manter a casa aberta sendo q não está sendo realizado nenhum trabalho, só correndo risco de propagar aínda mais a doença.diminuiram o num de pessoas de 15 mil pessoas por dia p 6 mil RS. Não resolve nada

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