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Política

Servidor da PRF não confirma retenção de eleitores durante operações em 2022

'Houve abordagem a um ou outro ônibus, mas, logo em seguida, foram liberados', afirmou Adiel Alcântara em audiência no STF

Silvinei Vasques
O ex-diretor Silvinei Vasques, da PRF, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro - 20/6/2023 | Foto: Reprodução/Twitter/X

Ex-diretor de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Adiel Alcântara disse, nesta segunda-feira, 14, que não pode confirmar que houve retenção de eleitores durante as operações da PRF em rodovias do Nordeste durante a disputa de 2022.

A Justiça usou os atos da PRF conduzidos por seu então diretor, Silvinei Vasques, para embasar a suposta tentativa de golpe de Estado. Isso porque Vasques teria instrumentalizado a PRF a fim de favorecer Bolsonaro, em vez de Lula.

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“Houve abordagem a um ou outro ônibus, mas, logo em seguida, foram liberados”, disse Alcântara, em oitiva no Supremo Tribunal Federal (STF), que faz parte da retomada de sessões da ação penal que apura o que seria um plano de ruptura institucional. “Retenção de eleitor não foi confirmada.” O STF ouve testemunhas dos núcloes 2, 3 e 4.

Conforme Alcântara, ele teve a impressão de que havia direcionamento das operações a ônibus e vans que partiam de cidades de alguns Estados rumo ao Nordeste. “Foram orientações gerais, mas para Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a fiscalização foi mais intensificada”, declarou. “O serviço de inteligência, do qual eu fazia parte, ficou responsável por monitorar manifestações e crimes eleitorais. Cada Estado tinha um agente focal, que precisava acompanhar as ocorrências 24 horas, sete dias por semana. A PRF também era responsável por receber informações.”

Declaração de Moraes favorece Silvinei Vasques

moraes
O então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, pouco antes de iniciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro – 30/6/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral em 2022, o ministro Alexandre de Moraes declarou que as operações da PRF não impediram eleitores de votarem.

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“As operações, inúmeras, foram, segundo o diretor-geral da PRF, que veio ao TSE explicar a questão, realizadas com base no código de trânsito brasileiro, ou seja, um ônibus com pneu careca, por exemplo, era abordado”, disse Moraes, em uma coletiva pós-eleição. “Isso retardou a chegada dos eleitores aos seus pontos eleitorais, mas em nenhum caso impediu os eleitores de chegarem aos destinos.”

Leia também: “Um policial esquecido na cadeia”, reportagem publicada na Edição 220 da Revista Oeste

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