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Sinovac quer usar Butantan para se expandir na América Latina

Documentos revelam que entidade paulistana celebrou parceria sem direito à propriedade intelectual da CoronaVac
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Documentos revelam que entidade paulistana celebrou parceria sem direito à propriedade intelectual da CoronaVac

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Governador de São Paulo, João Doria é entusiasta do imunizante chinês | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O laboratório chinês Sinovac pretende utilizar a parceria com o Instituto Butantan para expandir negócios na América Latina, sobretudo a venda da CoronaVac (conhecida na internet como “vachina”). É o que revelaram documentos obtidos pela CNN Brasil. “Será concedida ao Butantan prioridade quando a Sinovac considerar parceiros de negócios para cooperação e comercialização da vacina em tais territórios adicionais dentro da América Latina”, informa trecho do contrato firmado entre a empresa e a entidade paulistana. “A Sinovac e o Butantan poderão celebrar outro acordo para estender os direitos de comercialização do Butantan para outros países da América Latina”, destaca um parágrafo do texto. Além disso, o contrato não assegura ao Butantan o direito à propriedade intelectual do protótipo de vacina.

“O Butantan compreende plenamente que a vacina é desenvolvida pela Sinovac e que a Sinovac é a proprietária de todos os Direitos de Propriedade Intelectual”, informa o documento. Na papelada, não há menções a preços ou à quantidade de doses que devem ser produzidas. As menções a esses dois componentes aparecem de maneira superficial. Em nota, o instituto se defende e garante que o texto não é um contrato mas sim um acordo. A página 5 do “Acordo de Colaboração” destaca que “ambas as partes têm o objetivo de definir um preço de mercado razoável para o fornecimento da vacina importada assim que possível. E celebrar um acordo para o registro do produto, uso de emergência e fornecimento da vacina importada no Brasil”. Portanto, o preço dos 6 milhões de doses que chegarão da China deverá ser definido com o fabricante.

Leia também: “A verdade sobre a ‘vachina'”, reportagem publicada na edição n° 32 da Revista Oeste

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