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Socialismo agoniza, e Cuba põe em prática reforma econômica

Buscando solução para um problema quase insolúvel, o regime cubano quer tornar a ilha caribenha mais convidativa para investidores
Raúl Castro foi sucedido por Miguel Díaz-Canel na liderança do regime socialista cubano
Raúl Castro foi sucedido por Miguel Díaz-Canel na liderança do regime socialista cubano | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

Em 1º de janeiro de 1959, guerrilheiros comandados por Fidel Castro dominaram a cidade de Santiago de Cuba, provocaram a fuga do ditador Fulgencio Batista e consolidaram a revolução socialista no país. Sessenta e dois anos depois, o regime comunista cubano ainda não conseguiu fazer seu experimento social lograr êxito.

Buscando solução para um problema quase insolúvel, o regime liderado Miguel Díaz-Canel pôs em prática uma abrangente reforma econômica que inclui a unificação monetária e a fixação de uma taxa de câmbio única no país, a quintuplicação do valor do salário mínimo e a redução gradual de subsídios para empresas.

Unificação da moeda e novo salário mínimo

A unificação monetária extingue o peso conversível (cuc), criado em 1994 e equivalente ao dólar, ficando unicamente em circulação na ilha caribenha o peso cubano (cup). A população terá seis meses para trocar os cuc pela nova moeda oficial. A medida é acompanhada pela elevação dos preços de alimentos, bens básicos e serviços e também pelo aumento de salários e pensões.

Devido à esperada alta na inflação, o Ministério do Trabalho emitiu uma nota dizendo que “é necessário definir um salário mínimo em Cuba que garanta a satisfação de necessidades básicas para o trabalhador e sua família”. Sensível à admoestação da pasta gerenciada pelo Partido Comunista (PCC), que, por ventura, também comanda o Executivo do país, Miguel Díaz-Canel definiu o novo salário mínimo em 2.100 pesos, o equivalente 441 reais.

Ao lado do primeiro-secretário do PCC, Raúl Castro, o presidente Díaz-Canel afirmou em pronunciamento especial na televisão que “não ocorrerão terapias de choque” e que “ninguém ficará desamparado”. “Os preços abusivos e especulativos não serão permitidos, serão enfrentados socialmente com medidas de contenção e severas sanções a quem não as cumprir”, ameaçou o líder cubano.

Redução de subsídios estatais e atração de investimentos

A reforma econômica, também chamada de “Trabalho Correção”, estabelece ainda a redução de subsídios estatais a empresas consideradas ineficientes, que terão um ano para ajustar os seus balanços financeiros — cerca de 40% das empresas estatais de Cuba operam no vermelho. O objetivo dessa medida é incentivar as autoridades locais a investirem em suas próprias regiões, de maneira a fomentar o comércio regional.

Além disso, o Partido Comunista pretende flexibilizar os grilhões da burocracia estatal cubana para atrair investimentos do exterior. Companhias com participação majoritária de capital estrangeiro em todos os setores, exceto os de extração de recursos naturais e prestação de serviços públicos, serão permitidas na ilha. “Essa transformação pode colocar Cuba outra vez no tabuleiro internacional e fazer nossos números mais comparáveis com os de outros países”, avaliou Miguel Díaz-Canel. “A partir daí, caso se queira, facilita a tomada de decisões e a chegada de potenciais investidores.”

Em comunicado oficial, o regime cubano afirma que não havia “solução mágica” para os problemas econômicos do país, mas garantiu que a reforma “favorecerá a criação das condições necessárias para progressos de forma mais sólida”. De acordo com Díaz-Canel, com o assentimento de Raúl Castro, a realização das reformas era imprescindível, assinalando que o sucesso destas não será atingido “por meio do igualitarismo, e sim promovendo o interesse e a motivação pelo trabalho”.

Em 2020, a economia cubana sofreu uma retração de 11%, segundo dados divulgados pelo Partido Comunista. A reforma, destarte, é uma tentativa de resposta não apenas ao sofrível desempenho econômico constatado no ano passado, mas sobretudo aos sessenta e dois anos de improdutividade e ineficiência legados pelo socialismo castrista à ilha caribenha.

Leia também: “Em Cuba, artistas dissidentes são tachados como inimigos da nação”

 

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14 comentários

  1. Os comunistas dos Brasil e do mundo deveriam observar oq está acontecendo em Cuba. E ainda querem que seus países apliquem o comunismo. È pra acaba.

  2. Sugiro que artistas e intelectuais da “esquerda boa vida” passem suas férias ou curtam feriados prolongados em Cuba, o que seria coerente com suas perorações, além de ajudar a movimentar a economia do país! Gastem seu dinheiro lá, ao invés de Miami ou ilhas do Caribe. O mesmo para aqueles que pregam socialismo, mas residem em Paris, New York e outros lugares afins.

  3. Os bandidos irmãos Castro mataram milhares de inocentes, implantaram um socialismo onde a população ficou miserável e eles milionários. Como esse regime não dá certo em lugar nenhum do mundo, os idiotas estão querendo voltar ao capitalismo que eles mataram. Canalhas.

  4. Lendo o comentário do Sandro, nem acho que aqui no Brasil a intenção é implantar comunismo ou socialismo, é só observar quem são os atores da luta esquerdista e verá que são os mesmos integrantes de quadrilhas lá de 1964 que travaram uma luta armada integrada por assaltantes de bancos e outros criminosos com clara intenção de roubar o país. Todos chegaram ao poder e quebraram o país e querem continuar roubando, essa é a intenção deles.

  5. Nada de socialismo agoniza, Socialismo/Comunismo se reinventa e continuará com o poder, vide China, Política ditatorial com poder do dinheiro gerado por uma economia livre.

  6. Isso é somente um truque do PC cubano para obter prestígio e grana junto ao “amigão” que agora ocupa a Casa Branca. E os idiotas úteis continuarão acreditando.

    1. Os solialistas cubanos levaram mais de sessenta anos para descobrir que Cuba deu errado, principalmente com o fim da mesada roubada pelos governos do PT do dinheiro dos pagadores de impostos brasileiros e doada aos cubanos.

  7. Não ao igualitarismo… será que “interesse e motivação para o trabalho” seria o retorno da meritocracia? À esquerda tupiniquim está ciente?

  8. Não se iludam o Socialismo /Comunismo nunca agoniza, se transforma, é como o Diabo. Apenas Cuba vai fazer como os Chineses, Comunistas na Politica, Poder e Ditadura, capitalismo na economia, é a forma dos dirigentes e seus apaniguados se manterem nababescamente sem oportunidade de outras pessoas mais preparadas assumirem.

  9. Kkkkkkkkkkk Como em 100% dos casos, a desgraça comunista tomou um país e arruinou tudo. Com Fidel, assassino miserável, tornaram cuba uma terra arrasada. Os canalhas ainda dizem q foi o capitalismo q destruiu a ilha, quando foi o capitalismo q tornou Cuba um dos países mais prósperos dos anos 50. Agora precisam desesperadamente de capitalismo para salvar a ilha da pré história.

  10. ANTES da “revolução” em 1959 Mises já havia PROVADO que o socialismo NUNCA vai dar certo, já que sem mercado livre (= Capitalismo) é impossível a correta alocação de recursos. A ignorância dos ditadores cubanos em pleno século XXI a respeito dessa impossibilidade é uma piada de mau gosto. Interferência governamental na economia nunca deu certo: não vai ser Cuba que vai agora provar o contrário.

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