Ao final da fase de depoimentos das testemunhas do primeiro grupo de réus na ação penal relacionada à suposta tentativa de golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou aos advogados que os suspeitos poderão apenas se cumprimentar durante os encontros para depoimento.
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Segundo Moraes, embora haja a permissão ao cumprimento, permanece a proibição de conversas entre os acusados. Além disso, eles terão áreas separadas durante as audiências.
“Medidas cautelares continuam valendo”, explicou o ministro Moraes. “Não há problemas que réus se cumprimentem, mas continuarão impedidos de conversar. Cada um terá seu espaço reservado.”
O início dos depoimentos dos réus ficou agendado para a próxima segunda-feira, 9. Todos devem comparecer pessoalmente à Corte, exceto o ex-ministro Walter Braga Netto, detido no Rio de Janeiro. Entre os réus chamados, está o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As análises do Supremo Tribunal Federal (STF)

Em 26 de março, no julgamento do chamado “núcleo crucial”, Bolsonaro e aliados tornaram-se réus, depois de a Corte aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Entre os que viraram acusados, estão o general Walter Braga Netto, o general Augusto Heleno, o deputado Alexandre Ramagem, Anderson Torres, o almirante Almir Garnier, o general Paulo Sérgio Nogueira e o tenente-coronel Mauro Cid.
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Em 22 de abril, foi a vez do “núcleo de gerência”, com seis integrantes do governo à época. Entre eles Fernando de Sousa Oliveira, Filipe Martins e Silvinei Vasques. O STF também tornou-os réus por unanimidade.
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