STF: 1ª turma decide manter Zé Trovão preso

Além dele, permanece ilegalmente na cadeia o ex-deputado Roberto Jefferson
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Juízes argumentaram que a defesa do advogado não conseguiu provar ilegalidades na prisão dele
Juízes argumentaram que a defesa do advogado não conseguiu provar ilegalidades na prisão dele | Foto: Reprodução/YouTube

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter o caminhoneiro Zé Trovão preso nesta quarta-feira, 8. Ele está detido desde 26 de outubro a mando do ministro Alexandre de Moraes.

Até agora, três dos cinco juízes do colegiado se manifestaram contra o pedido da defesa: o relator, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia, a última a votar. O julgamento começou na sexta-feira 3.

Segundo Barroso, os advogados de Zé Trovão não apresentaram nenhuma situação de ilegalidade flagrante ou abuso de poder do STF que justificasse a concessão da liberdade do caminhoneiro.

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Conforme noticiou a Revista Oeste, Moraes se declarou impedido de votar no julgamento, visto que foi o autor da ordem de prisão preventiva de Zé Trovão. Está pendente, apenas, o voto de Dias Toffoli.

O que informou a defesa

O novo advogado de Zé Trovão comunicou a Oeste que o resultado era esperado, pois a defesa anterior do caminhoneiro buscou derrubar a prisão apresentando um pedido de habeas corpus contra a decisão de Moraes.

O STF possui jurisprudência consolidada que decisões de ministros da Corte não podem ser violadas por outros magistrados por essa via processual. A nova defesa garantiu que o STF vai analisar outro pedido feito.

“Esperamos que seja aceito”, disse o advogado, ao mencionar que Zé Trovão se entregou, espontaneamente, à Justiça, o que deve ser levado em conta pelos ministros da Corte.

Preso político

Zé Trovão foi acusado de atentar contra as instituições por ajudar na convocação dos atos de 7 de Setembro. O caminhoneiro organizava uma paralisação da categoria contra atos do STF. No momento, além dele, permanece ilegalmente na cadeia o ex-deputado Roberto Jefferson.

Zé Trovão teve sua prisão decretada em 26 de outubro, mas só se entregou à Polícia Federal em 3 de setembro.

Leia também: “O ministro sem fronteiras”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 89 da Revista Oeste

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14 comentários Ver comentários

  1. Até quando o país continuará à mercê das vontades dos que se julgam supremos? Estamos vivendo uma ditadura e continuamos calados. Onde estão nossos representantes?

  2. a vdd é que eles acham q se recuar,o povo cresce através desses representantes…precisamos nos unir para barrar essa gente baixa que está ocupando as cadeiras,disfarçados de juízes.

  3. Não é uma suprema corte, é um tribunal que age à margem da constituição, que é vitima no processo, julga e delega pena, tudo ao arrepio das leis, sem ser o fôro da causa.
    Não dá direito à defesa do réu, mantem os inquéritos em sigilo…….
    Estamos vivendo os tempos da “santa inquisição” onde os acusados eram simplesmente presos julgados e condenados sem saber porque.
    Dá vontade de liberar os Blindados nas ruas para acabar com a farra.

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