‘Tapa na cara’, diz Lira sobre aumento de preços anunciado pela Petrobras

Mais cedo, a empresa anunciou reajustes nos preços da gasolina e do diesel depois de quase dois meses
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Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), subiu o tom nesta quinta-feira, 10, contra a Petrobras. Ele classificou o aumento de preços anunciado pela estatal como um “tapa na cara”.

Pelas redes sociais, o deputado disse ter ficado espantado com o que chamou de “insensibilidade da Petrobras com os brasileiros”, que classificou como “os verdadeiros donos da companhia”.

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“O aumento de hoje foi um tapa na cara de um país que luta para voltar a crescer”, postou Lira.

O presidente da Câmara escreveu que quem conhece o Brasil “além dos gabinetes e escritórios” sabe o peso de comprar um botijão de gás ou encher o tanque.

“Com o cenário global desafiador, até os governos mais ortodoxos estão avaliando como mitigar os impactos da pressão nos custos em todos os mercados”, finalizou.

Reajustes

Mais cedo, em meio à disparada dos preços do petróleo, a Petrobras anunciou reajustes nos preços da gasolina e do diesel depois de quase dois meses de valores congelados nas refinarias.

“Após 57 dias sem reajustes, a partir de 11/03/2022, a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras”, informou a estatal, em comunicado.

A partir de amanhã, o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

Para o gás de cozinha, o preço médio de venda do produto da Petrobras para as distribuidoras foi reajustado em 16,1%, e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg.

O produto não era reajustado há 152 dias e custa atualmente no país R$ 102,64 o botijão de 13 kg, em média, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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