Teto de gastos: ‘Temos que rediscutir esse assunto’, diz Ricardo Barros

Líder do governo na Câmara dos Deputados também defendeu que o país precisa repensar o dispositivo
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Líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR)
Líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, disse que a confusão em torno do reajuste salarial dos policiais pode fazer com que o governo não dê aumento para ninguém, “e esse dinheiro seja remanejado para outras coisas”, comentou em entrevista ao jornal Valor Econômico.

“Isso agora é assunto interno do governo. As categorias vão propor o aumento e o governo vai dar a equação financeira ou não”, falou.

Barros também defendeu que o país precisa repensar o teto de gastos. “Teremos que rediscutir esse assunto porque o excesso de arrecadação é muito grande e a necessidade do governo é muito grande também”, afirmou.

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Durante a entrevista, o deputado criticou a investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, aberta a mando do Supremo Tribunal Federal.

“Os caras ficaram raivosamente investigando por seis meses e não tem uma linha no relatório que fale de corrupção e desvios de recurso. Nenhuma. Não se comprovou absolutamente nada contra a conduta do governo. E não foi por falta de vontade de procurar, fizeram uma farra de quebra de sigilos”, explicou. “A CPI foi feita só para desgastar o governo.”

Sobre as prioridades para 2022, Barros disse que a regularização fundiária e o licenciamento ambiental são bons temas para reduzir o custo Brasil.

“Há também o projeto sobre defensivos agrícolas, muito bom para melhorar a nossa produtividade”, comentou.

Em relação às reformas, que dificilmente vão avançar neste ano, o deputado disse que o governo gostaria de ter votado no ano passado, mas que não tinha ambiente para isso. “A pandemia atrapalhou bastante a gente.”

Sobre as eleições, Barros acredita que a terceira via não vai prosperar. “Ela não vai se unir, não vai conseguir se articular para uma candidatura mais coesa, com mais tempo de televisão, com mais capacidade de penetração. Cada um vai seguir a sua convocação partidária. Polarizados, vamos ao segundo turno, Lula versus Bolsonaro, e neste ambiente acho que o Bolsonaro é favorito”, apontou.

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