Trecho de PL acusado de abrir portas para a ideologia de gênero será vetado pelo prefeito de SP

Ricardo Nunes se comprometeu a barrar a iniciativa do PT
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, em evento que formalizou a abertura de crédito para micros e pequenas empresas da capital - 08/07/2021 | Foto: Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, em evento que formalizou a abertura de crédito para micros e pequenas empresas da capital - 08/07/2021 | Foto: Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), prometeu que vai vetar um parágrafo do projeto de lei (PL) acusado de pavimentar caminho para a ideologia de gênero no ensino público da capital paulista. O PL é de autoria do vereador Eduardo Suplicy (PT). “Nas escolas municipais, nós faremos o que tem que ser feito, como está no plano de educação, que é ensinar as crianças a parte didática, pedagógica que lá está”, declarou Nunes, em um vídeo publicado pelo vereador Rinaldi Digilio (PSL-SP), na quarta-feira 7. “Houve um mal-entendido. O propósito da lei é outro”, disse Suplicy, em entrevista ao Jornal da Manhã nesta sexta-feira, 9, ao mencionar que a medida se tornou alvo de fake news nas redes sociais.

Aprovado há duas semanas, o texto foi apresentada em 2018 e tratava originalmente de outro tema. A proposta garante criar um marco regulatório para a chamada “economia solidária”, que inclui cooperativas e outras iniciativas que não visam o lucro. Contudo, a versão final do texto de Suplicy também incluiu a “garantia de direitos e promoção dos direitos humanos nas relações, notadamente com equidade de direitos de gênero, geração, raça, etnia, orientação sexual e identidade de gênero”. A citação à “identidade de gênero” é um endosso à ideia segundo a qual sexo e gênero são coisas diferentes. Portanto, o ser humano decide qual das múltiplas personalidades existentes decide assumir.

Assista ao vídeo

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4 comentários

  1. É preciso que o prefeito vete o artigo 3° inciso 8°, que define como princípio a identidade de gênero. Não basta o artigo 10°. É necessário pressionar o prefeito, pois, caso aprovado com esse artigo, será aberto caminho para interpretações deturpadas do termo e toda a estrutura que se criará com a lei adotará a identidade de gênero como princípio. É a pavimentação do gênero nas escolas, de qualquer forma.

  2. Gênero e sexo biológico são são fatores de identidade diferentes e é dever de TODO processo educacional levar ao respeito da multiplicidade e das diferenças. O projeto de lei é amplo e inclui o mister da promoção de equidade de gênero, etnia e orientação sexual, a par do que ocorre em Argentina, Uruguai, EUA, quase todos os países da UE, Canadá, ISRAEL (cuja constituição se pauta nas leis da Torah e a homofobia É CRIME). O PL deveria incluir também o respeito à identidade de crença religiosa. Merencório substituto de Bruno Covas e do saudoso pai, Mário Covas.

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