TSE contrata empresa para monitorar redes sociais

O acordo, firmado em setembro deste ano, é avaliado em R$ 250 mil
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, durante coletiva de imprensa no Centro de Divulgação das Eleições.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, durante coletiva de imprensa no Centro de Divulgação das Eleições. | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contratou a empresa Partners Comunicação Integrada para monitorar as redes sociais. O acordo, firmado em setembro deste ano, é avaliado em R$ 250 mil.

Em comunicado no Diário Oficial da União, o TSE esclarece que a contratação dos serviços ocorreu em 13 de setembro. Os trabalhos incluem o “monitoramento on-line e em tempo real da presença digital do TSE e de temas de interesse da Justiça Eleitoral em redes sociais”. A empresa também entrega “alertas em tempo real, por app, e-mail, SMS ou WhatsApp, e relatórios analíticos sobre a ação estratégica para a atuação nas redes sociais”.

Segundo o vereador Eder Borges (PP-PR), contratar uma empresa para monitorar as redes sociais faz o país “caminhar a passos largos para uma cleptocracia e para um Estado de rigoroso controle social, a exemplo do que vemos em qualquer ditadura do mundo”.

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O parlamentar ainda fez uma alusão ao livro 1984, de George Orwell, para denunciar a tentativa de monitoramento das redes sociais. “A democracia brasileira agoniza, suplantada por uma distopia que remete a 1984, em que essa Partners [em inglês, parceiros] cumpre a função do ‘Grande Irmão'”, disse Borges, em entrevista a Oeste.

Propinas

Em 2013, o jornal Correio Braziliense informou que Marcelo Estrela Fiche e seu adjunto, Humberto Alencar, que ocupavam a chefia da Assessoria Técnica e Administrativa do Ministério da Fazenda na época do governo de Dilma Rousseff (PT), teriam recebido propina da empresa Partnersnet Comunicação Empresarial. Segundo as denúncias, a empresa teria posto funcionários fantasmas na folha de pagamentos do ministério.

Alencar e Fiche, ex-chefe de gabinete do ex-ministro Guido Mantega, foram exonerados de seus cargos em dezembro de 2013, sob a acusação de receberem propina no valor de R$ 60 mil.

A Partners, que já recebeu ao menos R$ 40 milhões em contratos com o governo federal desde 2012, tem sede em Belo Horizonte (MG) e escritório em Brasília (DF).

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10 comentários Ver comentários

  1. A PARTIR DE 2023 REDE SOCIAL SÓ IRÁ ATRAPALHAR.

    PRECISAM VER FORA DO VIRTUAL COMO SE FARÁ MELHOR DO QUE OS SUBVERSIVOS FIZERAM DURANTE O REGIME MILITAR BRANDO, SE FOR NECESSÁRIO.

  2. Humildemente eu gostaria de saber de Alexandre de Moraes alguns exemplos do que é postagem de desinformação ou antidemocrática para que eu saiba o que postar no facebook. Por exemplo: postar que dezenas de pessoas do grupo de transição indicados pelo Lula são investigados ou processados é crime de desinformação?

  3. É na realidade um óbvio desvio de finalidade da função primordial de um Tribunal de justiça eleitoral.

    Cabe a polícia e não a justiça combater criminosos cibernéticos, sendo que a justiça deve agir somente por provocação, pois o juiz não pode ser autor nem réu de ações, devido ao princípio do juiz natural.

    Infelizmente não há a quem recorrer no Brasil, já que as forças armadas estão inertes, então teremos que aceitar mais esse abuso de poder.

  4. Não há mais dúvidas de que o TSE é uma das cortes mais corruptas que existem.

    Em breve, os principais responsáveis que atendem pela alcunha de Carmen Miranda, skinhead de toga, e Lulu Boca de Veludo, serão punidos. Hilariante reparar que ainda há assinantes que acreditam em uma futura posse e PEC de um presidiário solto.

  5. É nisso que dá termos Forças Armadas COVARDES e INÚTEIS; o totalitarismo grassa quando há vazio institucional. Perto do que ora vemos, o AI-5 foi brincadeira de criança.

  6. O aparelhamento da Gestapo.
    Bastante coerente com a linha que tem sido adotada pelo judiciário.
    Empresa de propina é a marca do L.

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