Um quarto dos deputados almeja prefeituras

Dos 513 deputados federais, 124 são pré-candidatos nas eleições municipais, um recorde. É o que aponta a consultoria Diap
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Sessão na Câmara dos Deputados | Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
Sessão na Câmara dos Deputados | Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL | Sessão na Câmara dos Deputados | Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Dos 513 deputados federais, 124 são pré-candidatos a prefeituras nas eleições municipais, um recorde. É o que aponta a consultoria Diap

cadastro negativo - eleições municipais - prefeituras
Sessão na Câmara dos Deputados | Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Quase um quarto da Câmara planeja disputar uma prefeitura no país. Um total de 124 deputados se posicionam como pré-candidatos às eleições municipais. É o que aponta um recente levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), uma consultoria legislativa.

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O levantamento é feito desde as eleições municipais de 1992. O maior quantitativo de deputados candidatos havia sido registrado em 1996. Um total de 117 deputados disputou uma prefeitura. No Senado, quatro pleitearam um prefeitura, totalizando 121 parlamentares.

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Ou seja, em 2020, somente o número de deputados já ultrapassa o contingente de 1996. Além dos 124 deputados, um senador se posiciona como pré-candidato. É o caso do senador Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido na Casa, que tentará concorrer pela terceira vez à prefeitura de Manaus.

Com 13 pré-candidatos, o PT é o partido com o maior número de parlamentares interessados em disputar as eleições municipais. O PSL e o PSB aparecem empatados na segunda posição, com 12 pré-candidatos cada. Ambos são seguidos pelo PSD, com nove, PDT, MDB e PSDB, com oito cada, e PSol, com sete congressistas.

Preliminar

O Diap lembra, contudo, que o levantamento é preliminar. Como ocorreu em eleições anteriores, o número pode, portanto, se manter dentro da média histórica. A consultoria analisa que o aumento do número de candidaturas, caso se mantenha, decorre, basicamente, da existência do fundo para custear as campanhas eleitorais.

Há, no entanto, outros motivos que podem explicar o crescimento de pré-candidaturas. A exemplo de candidaturas de parlamentares competitivos em bases eleitorais estratégicas para os partidos, que visam 2022. “E a disputa municipal no campo ideológico, reflexo da divisão da população nas eleições gerais, e que deve, também, seguir a mesma tendência com a candidatura de evangélicos e policiais”, destaca a consultoria.

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