Urnas ajudaram a superar fraudes eleitorais, garante Barroso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral disse que os equipamentos asseguram um sistema íntegro e sem irregularidades
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O juiz do STF é contra o voto auditável
O juiz do STF é contra o voto auditável | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, assegurou que as urnas eletrônicas não são passíveis de fraudes. Pelo contrário, ajudaram o país a deixar no passado momentos da história em que irregularidades ocorriam. “Elas ajudaram a superar os ciclos da vida brasileira que vêm desde a República Velha, em que as fraudes se acumulavam”, declarou o juiz, durante sessão plenária do TSE, em comemoração aos 25 anos do equipamento, na quinta-feira 13. “O Brasil tem muitos problemas que o processo democrático e a democracia ajudam a enfrentar e resolver, mas um desses problemas não é a urna eletrônica, que até aqui tem sido parte da solução, assegurando um sistema íntegro e que tem permitido a alternância de poder sem que jamais se tenha questionado de maneira documentada e efetiva”, acrescentou.

No dia em que Barroso defendeu os equipamentos, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), instalou na Casa a comissão que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do voto auditável. A medida possibilita que um comprovante seja impresso no momento da escolha de um candidato. Assim, o eleitor pode ter a certeza de quem definiu para ocupar determinado cargo no poder público. A PEC é de autoria da presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Há duas semanas, milhões de brasileiros saíram às ruas em defesa do mecanismo, que tem a vantagem de permitir que haja auditoria de votos. A Revista Oeste noticiou nesta sexta-feira, 14, que o presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, informou que a legenda apoia o dispositivo legal.

Leia também: “Tudo o que você precisa saber sobre o voto auditável”, reportagem publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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23 comentários

    1. Qual é a do Barroso? Como presidente do TSE ele não é o seu dono, não tem propriedade do que mudar ou não mudar naquela espelunca. Quem decide isso é o legislativo atendendo a vontade do povo. Punto e basta! O sistema não é transparente e isso não é problema dele e nem é seu papel querer provar o contrário. É direito do povo ter isso corrigido e sanado de uma vez por todas. Cala sua boca, Barroso, não interfira no Legislativo e apenas siga a legislação que será votada. Ou mude o seu nome para Gilmar Barroso Mendes.

    1. Pelo que eu sei, juiz não opina na lei, ele cumpre. Juiz não dá opinião, ele julga. Não entendo o medo que tem da transparência, será que existe outra intenção??

  1. Barroso, o infalível, está muito incomodado, e não é pra menos, afinal, como podemos desconfiar da palavra de um ministro que há pouco defendia o terrorista Cesari Batisti?

    1. Esse ministro no caso do jogador de futebol Edmundo, concordou com a prescrição e ainda falou que foi fatalidade e não homicídio.
      Fale diretamente pros parentes das vítimas.

  2. Por que o ministro Barroso não explica a fraude que todo mundo sabe que ocorreu na eleição em que o vitorioso foi o Aércio Neves e não a Dilma? Até hoje milhões de eleitores que votaram em Aércio ainda não entenderam tal mistério, ou seja, muita gente já estava comemorando a vitória do Aércio, quando, inesperadamente, eis que o vitorioso foi a candidata amestrada do Lula.

  3. Será que o iluminado Barroso ainda pensa que o bilhete impresso é levado para casa para o eleitor comprovar ao politico corrupto sua fidelidade? Penso até que foi a análise do STF para recentemente tornar INCONSTITUCIONAL, lei aprovada em 2015 que estabelecia o VOTO IMPRESSO.
    Surpreendente e preocupante foi o artigo do ex presidente do STF dr. Carlos Velloso, publicado no Estadão em 23/04 pg.A2 “Urnas eletrônicas, garantia de respeito ao voto do eleitor”, no qual e revoltado assim se expressa sobre o voto impresso: “Mas o que alguns políticos desejam é a impressão da confirmação do voto do eleitor em fulano ou beltrano, o que quebraria o sigilo do voto, com ofensa a Constituição. O voto impresso seria ótimo para os caciques políticos, que EXIGIRIAM a apresentação do comprovante do voto em fulano ou beltrano”.
    Ora, como todos sabemos o VOTO IMPRESSO é blindado e portanto não pode ser retirado para o eleitor comprovar COISA alguma, o que caracteriza ignorância da Lei por notável jurista, ou intencionalmente produziu uma fake. Não li qualquer agencia de checagem do próprio Estadão comentar, aliás, em editorial passado algum iluminado do conselho editorial do jornal fez semelhante declaração ao público.
    É até curiosa a preocupação do Barroso e atuais e ex ministros do STF com o VOTO IMPRESSO. Um diz que serve como comprovante ao político, outro que viola o sigilo, outro que vai gerar tumultos, outro que o bilhete pode engasgar na impressora, outro que é muito cara sua implantação. Curioso é, autoridades do poder judiciário não entenderem que sem o VOTO IMPRESSO e em eleições acirrados como será em 2022, ai sim haverá graves conflitos sociais, promovidos por perdedores da direita, esquerda ou centro. VOTO IMPRESSO não tem Partido e permite ao eleitor confirmar após ter certeza que seu voto estará contido nas duas urnas, eletrônica e impressa para poder AUDITAR e se necessário ou a pedido de qualquer candidato RECONTAR, e portanto valerá o resultado obtido com os voto impressos. Simples assim, e não precisará fazer novas eleições.

  4. Burroso, você garantiu também que o Cesar Batista era um cidadão inocente. Quase um santo. Suas afirmações são tão verdadeiras quanto as pesquisas datafolha. Vá se lascar!

  5. COVARDE
    Vc debate toda semana com qq um e o conteúdo é só bobagem.E na hora que tem que debater seriamente,e mostrar suas razões contrárias ao voto impresso,vc foge da Bia Kicis.Canalha

  6. O que você diz não tem nenhum valor para as pessoas de bem. Sua opinião é partidária, subserviente e não interessa a maioria da população. Queremos o voto auditável justamente para nos defendermos de pessoas com você. Queremos transparência e, se necessário, termos como comprovar para A ou B. Simples assim. É MAIS UMA GARANTIA DE LISURA; É MELHORAR UM PROCESSO QUE É BOM, É COLOCAR “OS PINGOS NOS IS”. Parece de enrolação e aceite o inevitável.

  7. Afirmar que “nunca houve fraude com as urnas eletrônicas” é uma estupidez total. É como se uma empresa sumisse com todos seus livros contábeis obrigatórios e afirmasse que “não há prova nenhuma de ilícito contábil em nossa empresa”. Esse “argumento” chega a ser grotesco de tão absurdo. O simples fato de não haver como recontar os votos, por si só, já é prova de FRAUDE.

  8. …isso é verdade. Cédula de votação é passível de fraude. Contudo, embora a urna eletrônica tenha acabado com certos tipos de fraudes, possibilitou uma ainda mais nociva: a de alterar o resultado de uma eleição com um simples apertar de botão… Então é preciso manter o sistema de urna eletrônica AUDITÁVEL. Não há razão para não se aperfeiçoar a votação eletrônica, Min. Barroso.

  9. Prefiro elogiar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.
    Quanto ao Barroso, procurem o que diz Roberto Jefferson sobre o “boca de veludo”.

  10. Barroso é um cara de pau que fala que os resultados das urnas nunca foram questionados de forma documentada! Ora é exatamente isso que se pretende com o voto impresso – documentar uma eventual fraude. Ou melhor, prevenir fraudes.

  11. O povo não confia sequer nos integrantes do Judiciário de ponta, quanto mais na lisura de eleições sob o comando desses mesmos fulanos. Quanto mais segurança e transparência na votação, melhor. Será que esse ministro não percebe isso?

  12. Se invadiram até o Pentágano, o que se dirá de nossas urnas?! Por quê tanto medo de se implantar o voto auditável? Vai custar milhões? Menos mal que o fundo partidário. Doutor Barroso, estamos fartos de tanta ingerência.

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