Presidente do STJ quer entrar na disputa por vaga ao STF - Revista Oeste

Em 9 jul 2020, 19:27

Presidente do STJ quer entrar na disputa por vaga ao STF

9 jul 2020, 19:27

Prisão domiciliar para Queiroz é vista pelos mais próximos como um passo adiante no alinhamento com o governo. O ministro João Otávio de Noronha, presidente do STJ, não nega o desejo de ser indicado por Bolsonaro ao STF

João Otávio de Noronha, presidente do STJ, aspira a vaga de Celso de Mello, ministro do STF | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O ministro José Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), teve seus motivos jurídicos para decidir conceder o pedido de habeas corpus de Fabrício Queiroz, policial aposentado e ex-assessor parlamentar do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Mas, também, teve motivos pessoais para adotar tal decisão.

A amigos próximos, Noronha não esconde o desejo de ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF). O alinhamento com o governo não é recente. O ministro atendeu a interesses do governo em 87,5% das medidas individuais tomadas de 1º de janeiro de 2019 a 29 de maio deste ano, apontou o Estadão Conteúdo.

Mas a decisão de soltar de Queiroz em meio às suspeitas de uma possível delação por parte do ex-assessor de Flávio é, para os mais próximos, um sinal claro do passo adiante que Noronha pretende dar rumo ao STF. “É mais um aceno. Ele não nega a expectativa de ser indicado para o STF, e que a indicação agradaria ele e muita gente”, destaca um aliado.

O presidente do STJ é respeitado entre os ministros do STF e dentro do Congresso, sobretudo na bancada mineira. Os amigos dizem que ele é muito reticente em relação a Sérgio Moro. A saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, uma pessoa que não gostava, fortaleceu o elo entre Noronha e o governo.

Alinhamento

A concessão de prisão domiciliar a Queiroz e sua mulher, Márcia Oliveira de Aguiar, pode ter sido uma das últimas decisões em alinhamento com o governo. No caso de Queiroz, embora não atinja diretamente o Executivo, decisões relacionadas ao ex-policial são usadas politicamente contra Bolsonaro. Isso porque, em 27 de agosto, Noronha deixa a presidência do STJ.

Sem a presidência do STJ, que será ocupada pelo ministro Humberto Martins, Noronha não terá mais tanta visibilidade para disputar com seus “concorrentes”. Entre eles, os ministros da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira.

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5 Comentários

  1. Té explicado a pizza!

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  2. Achei a reportagem meio maldosa. Coisa que o Antagonista faz toda hora (além das noticias plantadas, este foi um dos motivos porque parei de lê-lo) . Todos que tomam uma decisão que pode favorecer o governo, tem necessariamente uma segunda intenção.

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  3. Parei de entrar no site antagonista ja a um bom tempo pq notoriamente virou esquerdista ai parei de ir tambem no site renova Midia que virou Midia Group china e sera que vou ter que cair fora desse site tambem

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  4. Quer dozwrvque os juízes só tem que ser contra o governo? Se um.deles tem bom.sendo e por que se alinhou ao governo. Isto é muito simplista, agora, diante do atual quadro do stf, Noronha até que seria u.oxigenação . O STF es precisando e muito

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  5. Pizza?
    Revista Oeste virou O Antagonista?
    Mais um passo para a irrelevância.
    Que outra decisão poderia ser tomada sob o ponto de vista do princípio mais caro à justiça, o da imparcialidade?
    Qual a penalidade para “rachadinha”?
    Quantos bilhões serão recuperados para o erário?
    Prisão casuística? Ou não?
    Jornalismo? Isto?

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