Professores da UFRJ querem reverter decisão que homenageia Xi Jinping - Revista Oeste

Em 24 mar 2020, 11:15

Professores da UFRJ querem reverter decisão que homenageia Xi Jinping

24 mar 2020, 11:15

Docentes argumentam que, se a universidade cassou o título de Emílio Médici por ser ditador, a regra deveria valer para o presidente chinês

Em 10 de outubro de 2019, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiu conceder ao presidente da República Popular da China, Xi Jinping, o título de Doutor Honoris Causa. Informa a ata da sessão que a iniciativa veio de uma unidade acadêmica, a Congregação da Escola de Química.

Contudo, a decisão não é consenso entre os acadêmicos. Um grupo de professores se reuniu para tentar reverter a decisão, informa o jornal Gazeta do Povo. “Tudo foi feito rapidamente, com os pedidos no final de setembro e aprovados no começo de outubro de 2019; eles queriam convidar o Xi Jinping para estar na UFRJ já em novembro”, afirmou ao jornal um professor que preferiu o anonimato.

O docente lembra que o título foi concedido ao ex-presidente Emílio Médici, terceiro do regime militar. Todavia, a instituição decidiu cassar a honraria sob alegação de que Médici era um “ditador”. Portanto, a regra deveria valer para Xi Jinping, líder do partido comunista chinês e que governa com mão de ferro o país.

Governo chinês

O Partido Comunista da China controla e reprime vários setores da sociedade: educação, imprensa, economia e, até mesmo, a família. No primeiro caso, livros que criticam a cultura marxista são banidos da vida das crianças — há registros na imprensa estrangeira referentes à queima de escrituras religiosas e bibliografia ocidental.

Vigora na imprensa algo semelhante ao “controle social da mídia”, pregado à exaustão nas universidades brasileiras como a sétima maravilha do mundo, e são ínfimos os veículos de comunicação independentes que se opõem ao regime. O gigantismo estatal também é visto na economia — o país tem mais de 51 mil empresas estatais.

Espere, porque não acabou. A China mantém mais de um milhão de presos políticos — qualquer semelhança com Cuba é pura coincidência — de várias nacionalidades, entre elas, muçulmanos. Os detentos têm de jurar lealdade ao Partido Comunista e abandonar suas religiões.

Xi Jinping, que tem 66 anos, comanda o país desde 2012. Cinco anos depois, teve o mandato renovado para mais cinco. Mas não pense que o mandatário comunista vai embora tão cedo, pois a legenda comunista a qual ele pertence abriu brechas para que siga comandando o país sem prazo de validade.

Universidades pintadas de vermelho

Já é sabido que a maioria das instituições de ensino superior do país está aparelhada pela esquerda. E a UFRJ, claro, não é uma exceção. Em 5 de maio de 2012, por exemplo, a universidade concedeu ao ex-presidente Lula o título de Doutor Honoris Causa por “sua contribuição à história política, econômica e social do Brasil.

Mensalão, Petrolão e recessão histórica na economia são o legado deixado pelo ex-presidente.

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1 Comentário

  1. Bajular o Presidente Comunista chinês ė uma afronta à nossa democracia. Deviamos despedir estes bajuladores como proteção do futuro dos nossos filhos.

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