'Rachadinha' na Alerj abrange PT e outros partidos - Revista Oeste

Em 19 jun 2020, 11:05

‘Rachadinha’ na Alerj abrange PT e outros partidos

19 jun 2020, 11:05

Em 2018, o Coaf revelou que assessores do presidente petista da Assembleia, André Ceciliano, teriam movimentado R$ 49 milhões; 14 siglas estão sob suspeita

rachadinha

Sessão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro | Foto: THIAGO LONTRA/ALERJ

Sob a luz dos holofotes, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e seu ex-assessor Fabrício Queiroz são suspeitos de embolsar recursos públicos através da chamada ‘rachadinha’ da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A prática é ilegal mas infelizmente comum no Brasil.

Em síntese, assessores de gabinete devolvem parte do salário que recebem para o parlamentar que os contratou.

Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) publicado há dois anos, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, de forma atípica. Assim sendo, parte do dinheiro supostamente foi parar nas mãos de Flávio.

Contudo, o valor é menor se comparado aos R$ 49,3 milhões supostamente desviados pelo deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ), atual presidente da Alerj. De acordo com a Justiça, no mesmo período, quatro assessores dele teriam feito depósitos considerados incomuns.

Até o momento, porém, Ceciliano teve apenas os sigilos bancário e fiscal quebrados.

Além disso, a rachadinha abrange outros partidos. De acordo com o Coaf, a segunda movimentação de dinheiro mais expressiva teria sido praticada por funcionários e ex-funcionários do gabinete do deputado Paulo Ramos (PDT). Eles supostamente movimentaram R$ 30,3 milhões na época.

Com a medalha de bronze fica o ex-líder do governo Witzel na Alerj Márcio Pacheco (PSC). Em suma, foram identificadas movimentações financeiras feitas por nove assessores dele que somaram R$ 25,3 milhões. Portanto, desta forma, a lista de suspeitos é longa.

Outros envolvidos

Em 2018, o Coaf liberou um relatório detalhado com os nomes de parlamentares que teriam desviado dinheiro público: assim sendo, 75 servidores e ex-servidores de 22 deputados estaduais filiados a 14 partidos diferentes — entre eles PT, PSL e PSOL. O total dessas operações chega a pouco mais de R$ 207 milhões.

Os nomes que teriam feito movimentações atípicas em 2016 (em milhões)

André Ceciliano (PT)
R$ 49,3

Paulo Ramos (PDT)
R$ 30,3

Márcio Pacheco (PSC)
R$ 25,3

Luiz Martins (PDT)
(preso) R$ 18,5

Dr. Deodalto (DEM)
R$ 16,3

Carlos Minc (PSB)
R$ 16,0

Coronel Jairo (SD)
(preso) R$ 10,2

Marcos Müller (PHS)
R$ 7,8

Luiz Paulo (PSDB)
R$ 7,1

Tio Carlos (SD)
R$ 4,3

Pedro Augusto (MDB)
R$ 4,1

Átila Nunes (MDB)
R$ 2,2

Iranildo Campos (SD)
R$ 2,2

Márcia Jeovani (DEM)
R$ 2,1

Jorge Picciani (MDB)
(preso) R$ 1,8

Eliomar Coelho (PSOL)
R$ 1,7

Flávio Bolsonaro (ainda no PSL)
R$ 1,3

Waldeck Carneiro (PT)
R$ 0,7

Benedito Alves (PRB)
R$ 0,5

Marcos Abrahão (Avante)
(preso) R$ 0,3

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7 Comentários

  1. O problema não é o montante da rachadinha, disso todos nós já sabemos, a questão é o envolvimento do filho do presidente nesse esquema, potencializando o crime na mídia e fortalecendo a narrativa de seus opositores políticos. Já está dando muita dor de cabeça, resultando numa provável cassação de Flavio, porém, acredito que vão querer desestabilizar Bolsonaro atingindo Michele por causa de um depósito na conta dela. O presidente neste momento deve se recolher, evitar declarações polêmicas, deixar por conta da justiça, afinal, ele está protegido pela lei que não pune presidentes por ações ocorridas antes do mandato. Vai sair ileso.

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    • Quer dizer que o roubo está livre, o dinheiro tirado do bolso do infeliz do contribuinte não tem importância, desde que isto não seja praticado por um filho ou parente do Presidente da República. É isto o que vc quis dizer? Os 43 milhões roubados pelo Presidente da Assembléia, André Ceciliano, não têm importância alguma em meio ao escândalo, porque o cidadão não tem parentesco com a família Bolsonaro, é isso??? Pobre Brasil, porca Mídia,,,

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  2. R$1.2Mi…. e tem “Gente” com R$49,3Mi… tirem suas conclusões! Eles podem tudo…. TUDO!

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  3. Que se prenda todos os culpados e vida q segue. Bora recuperar o tempo perdido na pandemia e fazer o Brasil voltar a crescer, apesar da esquerda…

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  4. O que mais teve movimentações atipícas do PT, periga ser premiado com o cargo de Governo do RJ!

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  5. Essa prática de dois pesos e duas medidas utilizada pelo judiciário só aumenta a indignação da população com o momento político que estamos vivendo.

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  6. No caso ladrão e padrão roubou tem que ser preso e devolução do valor, agora não pode furar fila , reparem roubou mais fica fora das evidências, André Ceciliano (PT)
    R$ 49,3

    Paulo Ramos (PDT)
    R$ 30,3

    Márcio Pacheco (PSC)
    R$ 25,3

    Luiz Martins (PDT)
    (preso) R$ 18,5

    Dr. Deodalto (DEM)
    R$ 16,3

    Carlos Minc (PSB)
    R$ 16,0

    Coronel Jairo (SD)
    (preso) R$ 10,2
    Cadê a Justiça imparcial, está tudo corrompido, em quem acreditar

    Responder

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