Reforma administrativa não deve ser aprovada em 2020

Edição da semana

Em Em 3 set 2020, 16:20

Reforma administrativa não deve ser aprovada em 2020

3 set 2020, 16:20

Na avaliação prévia dos deputados, mesmo sendo uma proposta “tímida”, não haveria tempo hábil para aprovação ainda neste ano

maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avaliou como “boa” a base da proposta| Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Parte das bancadas da Câmara dos Deputados reagiu bem a proposta de reforma administrativa do governo federal protocolada nesta quinta-feira, 3, junto ao Congresso. Na avaliação prévia dos deputados, mesmo sendo um texto “tímido”, não haveria tempo hábil para aprovação ainda em 2020.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que é “boa” a base da proposta. De acordo com ele, está na hora de o serviço público “ter um olhar sobre produtividade”.

“Acho que está na hora de o serviço público também ter um olhar sobre produtividade, sobre qualidade, sobre eficiência do serviço público e, principalmente, sobre o melhor atendimento ao cidadão”, defendeu.

Os mesmos pontos foram defendidos pelo líder do Novo na Câmara, deputado Paulo Ganine (RJ). “Vimos [a proposta] de forma positiva. Ela acaba com vários privilégios e cria o estímulo correto para o bom serviço público”, defendeu o deputado.

Além disso, integrantes do Centrão, que atualmente compõem a base do presidente Jair Bolsonaro na Casa, afirmaram que a ideia de não mexer nos direitos dos atuais servidores foi uma forma de conseguir avançar com a proposta. “A reação foi muito positiva por parte dos parlamentares da Casa. Claro que vão propor alguns ajustes, mas nada que impeça a matéria de ser aprovada”, afirmou um dos deputados ouvidos por Oeste.

Proposta

Vice-líder do bloco, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) afirmou que apesar de tímida, a chegada do texto ao Congresso mostrou que o governo mantém seu compromisso com as reformas estruturantes. Contudo, o parlamentar afirmou o texto não deve ser aprovado neste ano.

“A proposta do governo propõe uma reforma tímida, na minha opinião. Além disso, o efeito dela será de médio a longo prazo. A aprovação não deve sair nesse ano porque as comissões ainda não estão funcionando e dificilmente essa matéria teria consenso para ir diretamente para o plenário”, ponderou Ramos.

No entanto, Rodrigo Maia já anunciou que pretende retomar as sessões da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nas próximas semanas. Com isso, alguns líderes afirmam que seria possível passar com a PEC pela CCJ e comissão especial depois das eleições municipais.

“Com este cenário, deixaríamos o texto para ser votado no plenário no primeiro semestre do ano que vem”, afirmou um líder.

 

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

O império dos sem-voto

Há cada vez mais pessoas que nunca receberam um único voto na vida, e não têm mandato nenhum, dizendo o que o cidadão deve ou não deve fazer

O mal de roupa nova

O Partido Democrata não esconde as intenções: quer mais coletivismo, menos autonomia dos Estados, maior controle exercido pelo Executivo central e intervenção na economia

A nova Torre de Babel

Ao contrário do mito bíblico, a torre atual está sendo edificada com base na confusão proposital das palavras por indivíduos desprovidos de inteligência e coragem

Segundo turno nupcial

“Ué, você tá torcendo pra mim?” / “Não sei. Estou indeciso”

A imprensa morre no escuro

A atividade que já foi chamada de “quarto poder” escorrega perigosamente para a irrelevância

O resgate de Tocqueville

O desprezo pelo cristianismo, tão comum em meios “progressistas”, representa um perigoso afastamento dos pilares norte-americanos

A coerção e o coronavírus

A necessidade de restrições ocasionais não deve abalar os fundamentos do verdadeiro liberalismo, sustentado no “inovismo” e no “adultismo”

Uma nova doença: o vício em desculpas

Poucas figuras públicas têm a força de caráter para se recusar a pedir desculpas aos identitaristas, que gostam de desempenhar o papel de vítimas permanentes

Você não pode perder

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês