Relatório da CPMI classificou jornal centenário como plataforma de 'fake news' - Revista Oeste

Em 3 jun 2020, 13:20

Relatório da CPMI classificou jornal centenário como plataforma de ‘fake news’

3 jun 2020, 13:20

Técnicos da investigação apontaram a Gazeta do Povo como site de notícias falsas. Veículo é o maior portal de informações do Paraná

CPMI - Fake News- Congresso

Deputada Lídice da Mata e senador Ângelo Coronel | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O relatório elaborado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News sobre distribuição de verbas publicitárias do governo federal considerou, na lista de sites propagadores de notícias falsas, o jornal Gazeta do Povo, o maior veículo on-line do Paraná e publicação com mais de 100 anos de história.

Esse relatório foi solicitado por membros da CPMI das Fake News como conjunto probatório relacionado ao financiamento público de plataformas de conteúdo especializadas em “notícias falsas”. Entretanto, os consultores legislativos também consideraram como sites com conteúdo falso um portal evangélico,  Gospel Prime, e até uma plataforma de divulgação de resultados do jogo do bicho chamada Resultados Agora.

Gazeta do Povo foi considerada plataforma de fake news

Segundo o relatório da CPMI, o jornal Gazeta do Povo foi beneficiado com 5,4 mil anúncios do governo federal, e o site Gospel Prime, com 44,7 mil anúncios. Consta no relatório da CPMI das Fake News a veiculação de 2 milhões de anúncios com verba da Secretaria de Comunicação da Presidência da República em sites considerados de notícias falsas ou inapropriados. Além das plataformas de fake news, também foram identificados anúncios do governo federal em portais sobre investimentos ilegais e aplicativos com conteúdo adulto.

ARTICULAÇÃO: “Após polêmica, relator desidrata PL das fake news”

Além desses veículos, os consultores legislativos consideraram como plataformas de notícias falsas outros sites noticiosos como o Diário do Centro do Mundo, a Revista Fórum e o Conexão Política. Os dois primeiros são especializados em produzir conteúdo para a esquerda e conhecidos por defender o PT na internet; o terceiro é um portal conservador que apoia pautas como o liberalismo e é contra o aborto. Conforme os consultores da CPMI, houve veiculação de anúncios com verba pública em 843 canais supostamente inadequados.

Confira na íntegra o extrato de repasses de verbas publicitárias encaminhado à CPMI das Fake News

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9 Comentários

  1. Vão incluir as verbas públicas do governo de S. Paulo na Globo, na Folha, no Estadão, na CNN e portais de internet??? Ham??? Sei! E o IntercePT ficou de fora?? Oi???
    A Gazeta do Povo? Este CPI é a própria Fake News!!

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    • Uol, Folha, intercept, Globo e cara, na boa, não tem Brasil 247 ( nome apropriado: Brasil 177), teremos em breve os donos da verdade, se não for eles falando, será mentira, com selo e tudo, mesmo sendo verdade.

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      • Brasil171

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  2. Isso é uma verdadeira caça as bruxas !!!!

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  3. Qual o critério que eles utilizam para classificar um site como “propagador de notícias falsas”? Há demonstração de qual notícia foi considerada como falsa? Essa CPMI das fake news é ridícula!

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  4. Não existe fake news maior do que a própria cpi e as pessoas que a compõem, muitos deles, enrolados com a justiça. Faltou como fake news os sites: G1, Folha de São Paulo, Estadão, The intercept e etc.

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  5. Trabalho com publicidade do Google há 12 anos. Se o portal fala sobre o governo é óbvio que o ALGORÍTIMO do Google veiculará propagandas do governo. O que vemos ai é um tribunal ideológico de exceção perseguidor. A CPMI das fakes news é justamente para calar a verdade veiculada na internet.

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  6. A que ponto chega esta insana tentativa de censurar as redes sociais. É onde estão perdendo o jogo. Não controlam mais o informação. Tempos estranhos.

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  7. O Gospel Prime está sendo atacado a anos simplesmente por ser o maior portal cristão do Brasil sendo inclusive acessado e citado internacionalmente e posso falar com experiência que o site não recebe verbas públicas, mesmo porque o site sobrevive das propagandas geradas pelo Google Ad da qual não temos nenhum controle sobre o que é exibido, inclusive os ganhos são apenas pelas visualizações e nada mais .
    Eu vejo todas dificuldades que o site tem passado todos esses anos, sendo perseguido, injuriado e com seus participantes sendo constantemente ameaçados (eu mesmo já fui ameaçado diversas vezes), mas seguimos fielmente promovendo o evangelho de Jesus Cristo, pois sabemos bem a quem servimos.
    Este tipo de acusação injusta não é a primeira que sofremos nem será a ultima, e não seremos intimidados em cumprir nosso papel que é edificar a igreja.

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