Guerra da vacina, senador afastado e novo ministro do STF

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Em Em 24 out 2020, 22:20

Resumo da semana: guerra da vacina, senador afastado e novo ministro do STF

24 out 2020, 22:20

Confira os conteúdos que movimentaram o noticiário nos últimos dias

vacina - paraná pesquisas - covid-19 - guerra da vacina

Guerra da vacina está entre destaques do noticiário da semana | Foto: Canva

Obrigatoriedade (ou não) da vacina contra o coronavírus. Movimentações por parte do senador flagrado com dinheiro na cueca. Definição de ministro da mais alta Corte do país. Mais problemas de Lula diante da Justiça. E sindicato que culpa crianças por eventuais futuras mortes em decorrência do vírus chinês. O que esses assuntos têm em comum? Eles foram notícia ao longo da semana. Abaixo, confira o resumo de Oeste com os destaques do que ocorreu nos últimos dias.

Segunda, 19

A semana começou agitada em dois países da América do Sul. No Chile, o “ódio do bem” deu as caras, com militantes da extrema esquerda incendiando duas igrejas da capital Santiago. Por falar em esquerda… ela voltará ao poder na Bolívia. Aliado do ex-presidente Evo Morales, Luis Arce venceu o pleito e, na condição de eleito, agradeceu ao apoio de figuras como Lula, Nicolás Maduro e Cristina Kirchner. Fora do continente sul-americano, a China foi notícia devido ao PIB; que cresceu, mas abaixo da expectativa do mercado financeiro mundial.

Luis Alberto Arce Catacora - presidente eleito da bolívia - esquerda

Luis Alberto Arce Catacora será o próximo presidente da Bolívia | Foto: Reprodução/Twitter

Terça, 20

Na terça-feira, 20, questões relacionadas ao Poder Judiciário e a políticos dominaram o noticiário. Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) teve R$ 29 milhões bloqueados em ação por improbidade administrativa, a qual classificou como “descabida”. O ex-presidente Lula, por sua vez, sofreu sete derrotas de uma só vez no Superior Tribunal de Justiça. No Supremo Tribunal Federal (STF) ficou definido que Alexandre de Moraes será o novo relator do inquérito que rivaliza Sergio Moro e Jair Bolsonaro. Enquanto isso, o presidente declarou apoio à reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

joão doria x decisão descabida da justiça

João Doria promete travar briga contra o TJSP | Foto: Reprodução/Instagram

Quarta, 21

Apesar de ter o seu “notável saber jurídico” questionado por um advogado, o desembargador Kassio Nunes Marques será o mais novo ministro do STF. Isso porque teve o nome aprovado pela Comissão de Constituição & Justiça e, posteriormente, pelo plenário do Senado. Durante a sabatina, ele se classificou como “garantista” e “defensor do direito da vida”. O Senado Federal ainda esteve ligado a outros dois acontecimentos: o senador Fernando Collor (Pros-AL) foi alvo de operação da Polícia Federal e o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) morreu aos 83 anos.

kassio nunes marques - futuro decano do STF e garantista

Kassio Nunes Marques: confirmado como o mais novo ministro do STF | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Quinta, 22

Com a morte de Arolde, as atenções se voltaram ao seu primeiro suplente, o advogado Carlos Francisco Portinho. Também filiado ao PSD, ele tem 47 anos e vai estrear como parlamentar. Na outra Casa do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (Cidadania-PR) reclamou que o projeto de lei contra supersalários de funcionários públicos está parado há quatro anos. Em termos de reclamações, o deputado estadual de São Paulo Danilo Balas (PSL) acusou Doria de vetar proposta de combate à corrupção. No dia, ainda teve conteúdos sobre ampliação da transposição do Rio São Francisco, ordem para candidatos do PT defenderem Lula, a informação de que o voluntário de Oxford que morreu tomou placebo e a revelação de que a advogada de André do Rap foi estagiária do ministro Marco Aurélio, do STF.

deputado rubens bueno - projeto contra supersalários

O deputado Rubens Buenos é o relator do projeto contra supersalários | Foto: Will Shutter/ Câmara dos Deputados

Sexta, 23

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles criticou publicamente outro integrante do primeiro escalão do Executivo: Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo da Presidência da República. Chamou o colega de “Maria Fofoca”. Sem dar vez a boatos, a Justiça do Rio Grande do Sul tomou decisão contra o sindicato que, por meio de outdoors e postagens nas redes sociais, culpou alunos da rede pública de ensino de Porto Alegre por eventuais novas mortes provocadas pela covid-19. Ainda no Sul do país, a Justiça de Curitiba aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e transformou Lula em réu pela quarta vez no âmbito da Operação Lava Jato. Dessa vez, o petista é suspeito de ter praticado lavagem de dinheiro em relação a cifras milionárias doadas pela Odebrecht.

lula - lavagem de dinheiro - lava jato - réu

Foto: Ricardo Stuckert/Instagram/Lula

Os destaques

  • Chico Rodrigues

O tema Chico Rodrigues (DEM-RR) não se esgotou em somente um dia da semana. Primeiramente, o senador flagrado com dinheiro na cueca deixou o Conselho de Ética do Senado. Diante da situação, os partidos Cidadania e Rede defenderam a cassação do colega de política. Para sair do foco dos bastidores do poder, Rodrigues pediu licença de suas atividades parlamentares. Solicitação que inicialmente foi de 90 dias, mas horas depois estendida para quatro meses. Mesmo afastado, ele, que segundo a PF atuava como gestor paralelo da Saúde de Roraima, seguirá com direito a apartamento funcional e plano de saúde.

J. R. Guzzo: “Democracia na cueca”

cidadania e rede X chico rodrigues

O senador Chico Rodrigues | Foto: Pedro França/Agência Câmara

  • Guerra da Vacina

O Ministério da Saúde anunciou o interesse em comprar doses da Coronavac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. Ação desautorizada por Bolsonaro, que foi atacado por Doria. A guerra da vacina seguiu com o presidente enfatizando que aguardará por projetos “mais confiáveis” e dizendo que a obrigatoriedade da aplicação do imunizante é coisa de “aprendiz de ditador”. Enquanto isso, o governador de São Paulo insistiu nessa tese e tentou intimidar o mandatário do país e ainda discutiu com jornalista durante entrevista ao vivo a um canal de TV. Por fim, a OMS se posicionou contra tal obrigatoriedade defendida pelo tucano e a Anvisa liberou a importação de 6 milhões de doses da vacina.

Leia mais: “Coronavac: as perguntas ainda sem respostas sobre a vacina chinesa”

coronavac X anthony wong

Coronavac está sendo desenvolvida em São Paulo | Foto: Divulgação/Instituto Butantan

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