Presidente da República, Jair Bolsonaro, em seu gabinete no Palácio da Alvorada, em Brasília | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo/AE
Presidente da República, Jair Bolsonaro, em seu gabinete no Palácio da Alvorada, em Brasília | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo/AE

Carta ao Leitor

A ofensiva contra Jair Bolsonaro e o melancólico fim da terceira via estão entre os destaques dessa edição

Desde 1º de janeiro de 1999, dia em que assumiu o segundo mandato, até 1º de janeiro de 2003, quando entregou a faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso conta que ouviu diariamente a palavra de ordem: “Fora FHC!” A gritaria era promovida por parlamentares e militantes do PT, que protagonizaram a mais ferrenha oposição sofrida por um governante brasileiro. Agora se constata que aquilo foi quase nada se comparado à ofensiva movida contra Jair Bolsonaro.

“Fascista”, “genocida”, “negacionista”, “ditador” ou “machista” são alguns dos incontáveis adjetivos colados ao nome do presidente da República. Além dos deputados e senadores que se consideram de esquerda, jornalistas e a velha tribo dos “artistas e intelectuais” engrossam o berreiro que, esse sim, suprime o convívio dos contrários e põe em risco o regime democrático. Há vários candidatos, mas só Bolsonaro está proibido de vencer as próximas eleições. “Ele não”, repete a cantilena.

“Mesmo que Bolsonaro tenha 99% dos votos, as classes intelectuais, os meios de comunicação e aquilo que se apresenta como o ‘campo progressista’ vão dizer que o resultado não vale”, observa J.R. Guzzo, no artigo de capa desta edição. “Vão dizer que não vale? Já estão dizendo, e não vão parar mais — a não ser que Lula, e não existe outro candidato além de Bolsonaro na vida real, ganhe as eleições.” Como constata Guzzo, não interessa se o presidente está fazendo um bom ou um mau governo: “O Brasil que quer pensar por todos os brasileiros está convencido que o povo não tem direito de opinar”.

A existência de um terceiro concorrente com chances de vitória diminuiu ainda mais depois da divulgação dos áudios enviados pelo deputado estadual Arthur do Val, mostra a reportagem de Silvio Navarro. Candidato de Sergio Moro (Patriotas) ao governo de São Paulo, o “Mamãe Falei” desta vez falou demais numa gravação enviada a amigos. Ele diz, por exemplo, que as ucranianas “são fáceis, porque são pobres”. Com observações igualmente torpes, Arthur do Val implodiu a sua campanha e pode ter internado na UTI o projeto presidencial de Moro. A meteórica ascensão e queda de Mamãe Falei é detalhada no texto de Cristyan Costa.

Faltam sete meses para as eleições. Em 2 de outubro, o mínimo que se espera é o contrário do que se tem visto nos últimos três anos e meio. Que o resultado das urnas seja respeitado até a disputa seguinte. Seja quem for o vitorioso.

 

Boa leitura.

Branca Nunes
Diretora de Redação

Presidente Jair Bolsonaro | Foto: Marcelo Chello/Shutterstock

 

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11 comentários Ver comentários

  1. É surreal essa situação!
    Um único jeito de Bolsonaro não ganhar é através da fraude e aí provavelmente o povo não aceitará ser governado por um ladrão, havendo grande possibilidade de conflagração social! Aí eles vão apelar pra quem?
    O problema é que os que vivem na bolha obviamente não enxergam a realidade. Puro autismo.

  2. Quando 0,1% da população se acha proprietaria do Brasil, ou seja, os donos da Globo, donos da AMBEV, donos da XP, donos do ITAU, donos do STF, donos da cultura, etc. representando algumas das entidades ou oligarquias nocivas à saúde nacional acham que podem dizer a 99,9% da população que não aceitam um determinado candidato mesmo que esse candidato seja eleito, é porque tem algo muito errado no pais. Então não somos e jamais seremos melhores que a Coreia do Norte.

  3. “Ele Não”, pois uns preferem o ex-presidiário ladrão. Já Bolsonaro é contra a ‘cleptocracia’ e isso gera ódio em certas áreas. É o medo da cadeia. Muitos encarcerados sabem quem são os culpados pelos seus infortúnios.

  4. O Brasil assistiu atônito as falas nefastas de um deputado estadual de SP e pré-candidato ao governo Arthur Duval, a mim, o q mais chamou a atenção diz respeito à falta de caráter do deputado. O caráter que agrega: hombridade, responsabilidade, honestidade, a moral e a ética=CARÁTER. Esses conteúdos estarão cada vez mais no cardápio seletivo dos eleitores brasileiros. 🇧🇷🇧🇷

  5. Diz para o Guzzo que é possível que o Lula fique em terceiro… aí vai ser dolorido para os petistas. O Copola deveria falar mais sobre as pesquisas. Teve uma no ano passado que não consegui ver o resultado por Estado. Noutra vi que teve 5 entrevistados numa cidade onde tem 220 mil eleitores aqui no Sul. Ora, como apenas 5 poderiam representar estatisticamente 220 mil?

    1. O que eu temo?
      Temo que essa quadrilha que se intitula STF ou STE apresente o resultado das eleições com vitória de ladrão e justifique: estão vendo? As pesquisas estavam certas o tempo todo. Hj estou aposentado, mas fui programador e sei o quanto é fácil burlar essas urnas (os computadores que fazem os resumos)’l.

  6. Querem chegar ao absurdo de legitimarem o “Ficha Suja” e impedirem o “Ficha Limpa.”
    Não ousem, porque o povo não admitirá tamanha cara de pau.

  7. O Brasil é atualmente o único país onde a população vai às ruas em apoio ao seu governo e não para criticá-lo. Com isso o resultado da votação de outubro, “está escrito nas estrelas”. Entretanto, tendo em vista o trio que comandará a apuração, não confio que o resultado a ser apurado pelo TSE reflita, fielmente, a votação realizada. Uma lástima que tal dúvida persista, apesar do gigantesco custo da justiça eleitoral.

  8. Independentemente das ofensivas contra o Presidente, ele, por ser ficha-limpa, poderá ser candidato nesta eleição. Condição que talvez outros, possíveis pretendentes, não possuam.

  9. Tal como aconteceu na disputa ao Senado em MG, em 2018, quando os eleitores – minimamente esclarecidos – impediram que a absurda decisão de um ministro do STF lograsse êxito, em outubro próximo vindouro, novamente o eleitor brasileiro vai dar uma lição definitiva àquele “excelso” tribunal de oposição ao governo: um candidato corrupto não governará o Brasil. A sentença virá do Brasil decente e honesto e jamais será revogada pelo STF. JAMAIS!!!

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