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Elon Musk | Foto: Shutterstock
Edição 143

A censura no Twitter antes da chegada de Elon Musk

O empresário gastou US$ 44 bilhões para lutar pela liberdade de opinião na rede

Dagomir Marquezi
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“The bird is free (O passarinho se libertou).” Com esse tuíte, Elon Musk revelou o motivo que levou um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em quase US$ 170 bilhões, a investir US$ 44 bilhões na compra de uma rede social que nunca foi financeiramente bem resolvida.

Quarenta e quatro bilhões de dólares foi o preço gasto para desvendar o que acontece nessa e em tantas outras big techs: o aparelhamento da empresa por militantes esquerdistas, que passam a controlar o conteúdo exibido e censurar aqueles com quem eles não concordam. Depois que Musk virou CEO do Twitter, abriu a caixa-preta da empresa e divulgou publicamente os resultados. O mecanismo desse aparelhamento surgiu, transparente, nos Twitter Files. Alguns jornalistas investigativos independentes leram o que deu para ler dessa montanha de mensagens, memorandos, e-mails etc.

O norte-americano Matt Taibbi foi um deles. “O que você está para ler foi baseado em milhares de documentos internos obtidos por fontes no Twitter”, postou Taibbi. “A rede social conta uma incrível história interna de uma das maiores e mais influentes plataformas de mídia social. É uma narrativa frankensteiniana de um mecanismo criado por humanos que cresceu fora do controle de seus criadores.”

Matt Taibbi lembra que o objetivo inicial da rede era dar às pessoas “o poder de criar e dividir ideias e informações instantaneamente, sem barreiras”. Com o tempo, a empresa foi obrigada a criar algumas barreiras, especialmente para combater a prática do spam e golpes financeiros. Bastou um passo para que esses mecanismos de defesa se transformassem num instrumento de censura. Taibbi mostra este exemplo de comunicado interno:

Foto: Reprodução

Ou seja: no dia 24 de outubro de 2020, às 17:39, surgiu uma lista de posts a serem “revisados” a pedido da “equipe Biden”. Às 20:28 o caso é dado como resolvido por algum funcionário.

Matt Taibbi reconhece que os dois partidos, o Democrata e o Republicano, tinham acesso a esses mecanismos de controle. Mas praticamente o tempo todo ele era invocado pelos democratas.

A tendência política no staff do Twitter era óbvia, e podia ser comprovada por números. Um levantamento entre os funcionários da empresa mostra que, em 2022, por exemplo, houve uma contribuição total de US$ 185.267 para os dois partidos políticos. Desse total, 99,73% foi para o Partido Democrata, cada vez mais à esquerda. Os republicanos ficaram com 0,27%.

Foto: Reprodução

O filho de Joe Biden

Em outubro de 2020, o jornal New York Post publicou um artigo de capa chamado “Os e-mails secretos de Biden”. As mensagens  revelavam as relações promíscuas entre o filho do então vice-presidente norte-americano, Hunter Biden, com um executivo ucraniano, bem antes da invasão russa. Hunter conseguiu um encontro do empresário com o pai, num óbvio caso de tentativa de compra de influência. 

Reportagens do New York Post foram apagadas do Twitter | Foto: Reprodução

A reportagem do Post e outras referências a ela foram apagadas do Twitter de todas as formas. O que provocou uma resposta furiosa da assessoria do ex-presidente Donald Trump, 20 dias antes das eleições. O candidato republicano pedia que a empresa pelo menos tentasse fingir que estava preocupada com a sua neutralidade política.

No dia 15 de outubro a funcionária do Twitter Caroline Strom fez um comunicado interno formal sobre o caso com o recado: “Vocês podem dar uma olhada atenta nisso aqui?” A resposta veio de Elaine Ong Sotto, “analista de operações, Equipe de Escaladas Globais”. Sua resposta: “Olá Caroline. Obrigado por entrar em contato conosco. Por verificação, o usuário foi rejeitado pelo (departamento de) Integridade do Site por violar nossa política de materiais hackeados”.

Foto: Reprodução

O caso obviamente não envolvia nenhuma possibilidade de ação de hackers. Matt Taibbi investigou esse caso e descobriu que a decisão de banir a notícia do Post da rede foi decidida nos mais altos escalões da empresa, tendo o chefe do departamento legal, Vijaya Gadde, como maior responsável. Mas o caso não chegou ao CEO da época, Jack Dorsey.

“Eles terceirizaram”, contou um dos antigos funcionários do Twitter, que não quis dar o nome. “A preocupação com um possível hackeamento foi só a desculpa (para a censura), e em poucas horas todo mundo sabia que isso não ia colar. Mas ninguém teve a coragem de reverter o processo.”

Fazendo a diferença

Os Twitter Files mostram a reação do executivo Trenton Kennedy numa comunicação interna do dia 14 de outubro, classificada como confidencial. “Estou lutando para entender a razão de nossa política interna para marcar (este post sobre Biden) como insegura, e acho que o melhor argumento para o público externo seria dizer que nós estamos esperando para entender se essa reportagem é resultado de fontes obtidas através de hackeamento. Nós teremos de encarar questões difíceis de responder sobre isso se não tivermos algum tipo de explicação lógica para classificar este link como inseguro.”

Outra funcionária do alto escalão, Katie Rosborough, responde à dúvida de Kennedy com outra dúvida: “Devemos marcar outras matérias similares como inseguras?”. E citou como exemplo o link sobre outra reportagem sobre o assunto no site da Fox News.

Foto: Reprodução

Assim funciona o aparelhamento: se Trenton Kennedy estava preocupado em justificar um ato de censura, Katie Rosborough (que provavelmente ocupava um cargo subalterno) resolveu dobrar a aposta. Se censuramos aquela, por que não censurar esta também?

Outro executivo, Yoel Roth, interfere, então, para agir como uma espécie de faxineiro da consciência da empresa e justifica a censura: “A base de nossa política interna é (combater) material hackeado — ainda que, como já foi discutido, esta é uma versão emergente em que os fatos permanecem obscuros. Por causa dos riscos SEVEROS (deste caso) e das lições de 2016, nós estamos errando no sentido de incluir um alerta e prevenir este conteúdo de ser amplificado”.

Vijaya Gadde então pergunta: “Qual o alerta que vai aparecer?”. A resposta de Yoel Roth equivale a uma confissão de culpa: “Quando você clicar no link, você vai ver uma mensagem genérica indicando um endereço inseguro (spam, malware e Violação das Regras do Twitter — não é o ideal, mas é o que temos no momento”. Roth se revela em outro comunicado como um dos mais ferrenhos defensores do controle de conteúdo, dizendo que poderia ter escolhido a carreira acadêmica, mas que preferiu trabalhar no Twitter para “fazer a diferença”.

A Primeira Emenda

Demonstrando que ainda existe alguma ética no mundo político, o deputado democrata pela Califórnia, Ro Khana, escreveu a Vijaya Gadde um e-mail em que se mostrava preocupado com as consequências da ação do Twitter: “Isso parece uma violação dos princípios da Primeira Emenda. Um jornalista não deve ser responsabilizado pelas ações ilegais de sua fonte, a não ser que tenha ajudado ativamente o hacker. (…) Digo isso como uma total militante do Biden, convencida que ele não fez nada de errado. Mas essa história agora se tornou mais sobre censura do que sobre e-mails inofensivos, e se tornou uma questão maior do que era”.

A preocupação maior do deputado era o fato de o caso da censura à reportagem do New York Post ter se transformado em tema de debate no Congresso. A essa altura, a situação estava irritando representantes dos dois partidos, descontentes com o poder descontrolado das mídias sociais. Lá, como aqui, a direita republicana pedia o fim da censura. E a esquerda democrata pedia a regulação das mídias sociais. Confrontados com o princípio da Primeira Emenda (que determina absoluta liberdade de expressão, religião, imprensa, reunião e o direito de contestar o governo), alguns democratas mais radicais passaram a dizer que “a Primeira Emenda não é absoluta”.

O filtro de visibilidade

Outras revelações dos Twitter Papers foram tornadas públicas por Bari Weiss, do site Free Press. Ela cita o caso do doutor Jay Bhattacharya, professor formado pela Escola de Medicina de Stanford, com especialização em doenças infecciosas. Bhattacharya fez um alerta óbvio: que os lockdowns decretados pelo combate à covid iriam prejudicar as crianças.

Bastou, para que o médico tivesse sua conta colocada num departamento interno do Twitter chamado “Trends Blacklist” (lista negra de tendências) e em outro selo maldito que o classificava como um autor de “abuso recente”. Foi o suficiente para que suas postagens não entrassem mais nos trends do Twitter. É com esses selos de status visíveis apenas internamente que o Twitter administra a conta de seus cerca de 400 milhões de usuários no mundo.

Foto: Reprodução

Outro exemplo de controle secreto foi o de Dan Bongino, que comanda um talk show popular considerado de direita. Ele levou um carimbo de “Search Blacklist”. Ou seja: quem quisesse procurar sua conta no Twitter não achava. 

Foto: Reprodução

Segundo a jornalista Bari Weiss, em 2018 o chefe de políticas legais do Twitter, Vijaya Gadde, e o chefe de produto, Kayvon Beykpour, juraram que a empresa não praticava “shadow ban”. Ou seja, não ocultava ações de censura ou banimento de usuários. E completaram: “Nós certamente não ocultamos ações de censura e banimento baseados em pontos de vista político ou ideologia”. E então a expressão “shadow ban” foi substituida pela “visibility filtering” — ou filtro de visibilidade. O que dá absolutamente no mesmo.

O visibility filtering — conhecido internamente como VF — controla a busca de usuários, limita a capacidade de um tuíte de ser encontrado, bloqueia posts de aparecerem nas listas de trends e de serem incluídos em buscas por hashtags. E todo esse controle é exercido internamente, em segredo, sem que o tuiteiro fique sabendo. Segundo Bari Weiss, o grupo que controla o que vai ser destaque e o que vai sumir na rede atende pela pomposa sigla SRT-GET — algo como Time de Resposta Estratégica-Equipe de Escalação Global. Eles controlavam até 200 casos de censura/banimento por dia.

Acima do SRT-GET existe um grupo secreto que toma as grandes decisões, como o comitê central de um partido político. O SIP-PES (Política de Integridade do Site-Apoio da Política de Escalação) era composto de um punhado de executivos da cúpula, incluindo o CEO, Jack Dorsey. Um caso conhecido de perseguição foi o que aconteceu com a conta Libs of TikTok, de “direita”, suspensa seis vezes neste ano e proibido de postar por uma semana a cada suspensão. 

Foto: Reprodução

A conta, criada por Chaya Raichik, dona de casa e ex-corretora de imóveis, foi acusada de “conduta de ódio”. Mas um comunicado interno mostra que essa acusação era falsa, e que o crime do Libs of TikTok era criticar “indivíduos e instituições” da comunidade LGBTQIA+. Apesar das restrições (ou por causa delas), a conta de Raichik hoje conta com 1,6 milhão de seguidores. 

Censurando o presidente

A ação que deu maior visibilidade à censura interna do Twitter foi o banimento do ex-presidente Donald Trump da rede. Segundo um dos documentos vazados nos Twitter Files, a empresa estabeleceu, a partir desse banimento, uma política interna que permitiria a censura previa até da maior autoridade do país. “Para as contas do governo, como @POTUS (presidente dos Estados Unidos) e @WhiteHouse (Casa Branca), nós não suspenderemos essas contas, mas agiremos para limitar seu uso.”

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O alvo no caso era claramente o ex-presidente Donald Trump, por causa dos tumultos no Capitólio, no dia 6 de janeiro. Mas esse foi apenas um pretexto para colocar em prática uma política planejada muito antes. Uma das mensagens dizia que o banimento de Trump tinha a ver com o “contexto” e com as “ações do ex-presidente e seus apoiadores e, francamente, os mais de quatro anos anteriores”.

Já em 8 de outubro de 2020, a empresa estava criando canais internos para discutir a remoção de contas chamadas VITs (de Very Important Tweeters). Um grupo composto de executivos com altas posições criou o que o jornalista Matt Taibbi chamou de “Suprema Corte da moderação”. Casos eram julgados em minutos, baseados em adivinhações, fofocas e buscas pelo Google.

Um tuíte de Trump denunciando irregularidades com 50 mil votos no Estado de Ohio e dizendo que a eleição era fraudada entrou na mira dessa “Suprema Corte”. Um funcionário pergunta se a acusação de “‘eleição fraudada’ é suficiente para entrar na regra de violação”. Yoel Roth responde: “Se a denúncia do fato for imprecisa, sim”. O próprio Roth dá um Google e reconhece: “Mas parece que (a fraude) é verdade”.

Foto: Reprodução

A essa altura, o Twitter estava se estabelecendo como um Estado policial, fazendo parcerias com agências governamentais, como o FBI e a DHS (Department of Homeland Security). O alvo era um lado só. “Não vemos uma única referência a pedidos de moderação partidos da campanha de Trump, da Casa Branca de Trump ou dos republicanos em geral”, escreveu Matt Taibbi. “Nós procuramos. Eles podem existir: fomos informados que existem. Mas estavam ausentes aqui.”

“Matar milhões de franceses”

Michael Shellenberger, outro jornalista envolvido na análise dos Twitter Files, notou que Donald Trump foi banido da plataforma por “incitar a violência” — acusação que a própria rede reconheceu depois que não era verdadeira. Enquanto isso, outros chefes de Estado e líderes políticos permaneciam com suas contas intactas mesmo ameaçando praticar assassinatos em massa.

O primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, por exemplo, postou a seguinte frase no dia 29 de outubro de 2020: “Muçulmanos têm o direito de estar com raiva e matar milhões de franceses pelos massacres do passado”.

Foto: Reprodução

O líder máximo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, tuitou, no dia 3 de junho de 2018: “Nossa posição contra Israel é a mesma posição que sempre tivemos. Israel é um tumor canceroso maligno na Ásia Ocidental que deve ser removido e erradicado. Isso é possível e vai acontecer”.

Foto: Reprodução

O banimento de Donald Trump

Depois do tumulto de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio, a pressão sobre o então CEO, Jack Dorsey, para que Trump fosse banido aumentou. Entre os VIPs que pediram o banimento permanente do ex-presidente estava a ex-primeira-dama Michelle Obama. Dois dias depois, a empresa divulgou o comunicado oficial: “Depois de uma revisão cuidadosa de recentes tuítes da conta @realDonaldTrump e o contexto ao seu redor — especificamente como eles estão sendo recebidos e interpretados dentro e fora do Twitter —, nós suspendemos permanentemente a conta, devido ao risco de mais incitação à violência”.

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Trump ainda teve a chance de postar mais duas vezes. Às 6:46 da manhã de 8 de janeiro de 2021, ele declarou: “Os 75 milhões de grandes patriotas norte-americanos que votaram em mim, AMERICA FIRST e MAKE AMERICA GREAT AGAIN, terão uma VOZ GIGANTE no futuro. Eles não serão desrespeitados ou tratados injustamente de nenhuma maneira, forma ou configuração!!!” E 59 minutos depois: “A todos que perguntaram, eu não vou à cerimônia de posse (de Joe Biden) no dia 20 de janeiro”.

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A única fé verdadeira

O banimento de Donald Trump foi provavelmente a primeira vez em que a autoridade máxima do país foi censurada nos EUA. O passo dos militantes do Twitter foi tão ousado que levou à compra da rede por Elon Musk — e à revelação dos Files.

O colunista Gerard Baker descreveu com amargura as revelações dos Twitter Files para o Wall Street Journal. “O que obtemos é uma visão inquietante da abordagem do conhecimento pela qual nossas elites culturais operam — o que poderíamos chamar de assimetria epistemológica entre os ideólogos progressistas e o restante de nós. (…) Se você é um executivo do Twitter com o título orwelliano de ‘chefe de confiança e segurança’ ou um repórter de ‘desinformação’ e ‘extremismo’ da NBC News, ou um executivo do New York Times encarregado de impor a homogeneidade intelectual, você não está simplesmente promovendo uma visão de mundo que você defende. Você está fazendo algo muito mais importante, que obriga o cumprimento e não tolera alternativas: promulgar a Única Fé Verdadeira, um conjunto de ortodoxias das quais não há divergência legítima”.

É aí que entra Elon Musk. O caminho mais fácil para um bilionário aliviar a própria consciência de suas culpas geralmente é entregar um monte de dinheiro para a caridade. Musk tomou uma posição diferente. Ele arriscou seu sossego para se meter numa das mais complexas polêmicas do século 21 — a liberdade de pensamento num momento em que a censura foi privatizada por empresas poderosíssimas e globais.

“Por que as pessoas deveriam acreditar no Twitter no futuro se o Twitter não limpa seu passado?”, perguntou Musk, antes de promover uma demissão em massa da empresa. Através de uma série de medidas administrativas, procurou afastar quem a havia transformado numa máquina de censura e controle ideológico. Várias contas banidas foram restabelecidas, incluindo a de Donald Trump.

A reação do “sistema” foi imediata. Os funcionários citados pelos Twitter Files estão se sentindo traídos por ter seus nomes citados publicamente — o que gerou uma avalanche de mensagens contra eles, muitas delas agressivas. Uma massa de ex-funcionários está entrando na Justiça por considerar as demissões de Musk irregulares. Para ajudar a pagar a compra do Twitter, Musk já vendeu US$ 3,5 bilhões de suas ações na Tesla. Consequentemente, elas já perderam metade do valor neste ano que está acabando.

Seria bem mais fácil distribuir vacinas contra covid às crianças pobres do Sudão do Sul. Mas Elon Musk, com todos os seus defeitos, preferiu enfrentar um problema que ele captou como sendo grave e urgente. E que nós, brasileiros, estamos carregando nas costas sem uma solução à vista: o esmagamento da liberdade em nome do que militantes chiques e bem pagos consideram ser a “Única Fé Verdadeira”.

Roberto Motta contou, em sua coluna na edição de Oeste de 25 de novembro passado, como entrou em contato com Musk e tuitou, resumidamente, a seguinte mensagem: “Senhor @elonmusk: por favor, dedique 10 minutos para se familiarizar com a situação no Brasil e a forma como a liberdade de expressão foi cerceada com a ajuda (espero) inadvertida ou (talvez) falsa das políticas e ações locais do Twitter”.  O CEO respondeu em seguida dizendo que a situação do Twitter no Brasil estava em sua lista de prioridades. Musk perguntou se era urgente e pediu casos específicos. Motta citou a estúpida censura às capas de livros de um amigo e o caso de Oeste: o link de um post da revista que anunciava a estreia do programa Oeste Sem Filtro estava sendo classificado pela rede como “inseguro”. “Em menos de quatro horas, os dois casos haviam sido resolvidos”, contou Roberto Motta, em sua coluna.

Na quarta-feira 14 de dezembro, Elon Musk respondeu ao caso do jornal digital Conexão Política, que, por ser conservador, teve seu selo de verificação negado pelo escritório brasileiro da empresa. “O Twitter pode ter em sua equipe no Brasil gente com forte viés político”, tuitou o big boss. Com todos os defeitos de Musk, é um consolo saber que alguém tão influente, com 121,5 milhões de seguidores na plataforma, esteja preocupado com o estupro da liberdade em nosso país — uma ilegalidade que continua acontecendo impunemente em outras plataformas.

* Colaborou Estêvão Júnior
** Twitter de Dagomir Marquezi: @DagomirMarquezi 

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22 comentários
  1. Liliane Maria Lemos De Paula Martins
    Liliane Maria Lemos De Paula Martins

    Reportagem muito boa e esclarecedora.
    Sou assinante da Oeste desde o inicio.

  2. David
    David

    Excelente REPORTAGEM 👏🏼👏🏼👏🏼

  3. Alexandre Cury
    Alexandre Cury

    A luta sempre foi pela liberdade.

  4. COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA
    COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA

    EXCELENTE MATERIA !!!!
    FINALMENTE TEMOS A ELEIÇÃO DO BIDEN ESCLARECIDA !!!!
    TEMOS DUVIDAS QUE ESTA PRATICA IMPEROU NO BRASIL, VEJAM A MODARÇA COLOCADA NA MIDIA UTILIZADA NA ELEIÇÃO, COM A COMPLACENCIA DO STE, NO CANDIDATO BOLSONARO.

  5. Eliana Koerich Ferreira
    Eliana Koerich Ferreira

    Como não admirar Elon Musk?!

  6. MB
    MB

    É por matérias assim, Dagô, que assino com prazer a OESTE. 👏👏👏👏👏👏👏

  7. MARIO AUGUSTO GUIMARAES DE AGUIAR
    MARIO AUGUSTO GUIMARAES DE AGUIAR

    Boa Noite
    Peço ajuda a vocês para reaver o meu Twitter @alagoasreal, banido por não ser adepto de mentiras e do comunismo. ATT MÁRIO AUGUSTO

  8. Alexandre Viana
    Alexandre Viana

    Molusco, não sobe rampa!

  9. Rayssa Estevam Dos Reis
    Rayssa Estevam Dos Reis

    Eu não consigo compreender a diferença de uso para assinantes e não assinantes. Poderiam fazer um tutorial de como utilizar a plataforma, sou novata e estou meio perdida

    1. Assinaturas Oeste
      Assinaturas Oeste

      Olá, Rayssa, Oeste agradece por sua mensagem e sugestão.

      Mandaremos informações mais detalhadas por e-mail. Mas seguem algumas por aqui:

      Na parte de cima do nosso site você encontra a revista, publicada toda sexta-feira, de acesso exclusivo para assinantes, que traz análises e artigos dos melhores colunistas brasileiros e estrangeiros. O assinante tem o conteúdo completo à disposição, inclusive todas as edições anteriores de Oeste.

      Abaixo da revista você vai encontrar nosso site de notícias, constantemente atualizado, de acesso aberto. Neste site você pode saber o que está acontecendo no Brasil, no Mundo, na economia, no show business, na ciência, na tecnologia, no agro, etc.

      Atenciosamente,
      Revista Oeste

  10. Jose Carlos Rodrigues Da Silva
    Jose Carlos Rodrigues Da Silva

    Ele teria que abrir a cx preta no Brasil, antes da posse do ladrão.

  11. Fábio José de Souza
    Fábio José de Souza

    Eles usavam como máquina de propaganda da esquerda, manipulação e censura, semelhante ao que foi feito aqui por um conjunto de atores:
    – Propagandas de rádio não repassadas;
    – A censura aos apoiadores do PB;
    – A censura ilegal de deputados e senadores quem têm imunidade parlamentar;
    – A censura de vídeos onde o próprio Lula fala ou faz muitas bobagens;
    – A mudança das regras no meio do jogo pelo TSE, permitindo mais censura e mais poderes ao presidente do TSE;
    – A censura de propagandas do PB na campanha por serem “ofensivas” enquanto o outro lado falava o que queria, para não dizer que foram totalmente parciais, atenderam alguns poucos pedidos de censura do PB dos absurdos que eles falavam, mais a maioria dos casos foi censura ao PB por parte da esquerda;
    – A manipulação nas pesquisas foi desprezada enquanto apoiadores do presidente estão sendo multados em cem mil reais por caminhão e vinte mil por pessoa, é bom lembrar que nunca fizeram isso com o pessoal do MST que sempre foi baderneiro;
    – Como disse a Bárbara, se Lula foi solto por que o processo não respeitou o rito processual, por que pessoas estão sendo presas ou processadas por meio de processos que não respeitam o tal rito, a não ser a vontade de alguns?

    Provérbios 11:1  Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer. 

    – A permissão das mensagens com muitas mentiras nas campanhas do Lula como por exemplo de que o PB ia acabar com 13º e férias;
    – A invasão da competência da Câmara por meio de “manobras”, impedindo que o voto fosse também impresso, o que facilitaria a apuração;
    – As urnas velhas sem identificação única, sendo somente as de 2020, que seriam aproximadamente 40% das urnas, só nesses casos as urnas poderiam ser identificadas individualmente;
    – A censura prévia ao Documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?” do Brasil Paralelo, etc.

    Que Deus faça um milagre e nos dê um livramento. Amém!

    Parabéns Elon Musk!

    Parabéns Revista Oeste!

  12. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Um entre muitos que querem tolher a liberdade, será uma luta difícil, porém vale a pena. Haja vista o massacre do nosso atual presidente, vi a entrevista de uma senador de Minas no Sem filtro, que mostra claramente a debandada para voltar a mamar nas gordas tetas que o PT está voltando a oferecer. A situação de 64 comparada com hoje foi muito menos contundente, pois basicamente o que desencadeou a intervenção foi o discurso do Jango na Central do Brasil, muito mais inócuo do que o ativismo judicial que vivemos hoje. Até quando?????????

  13. Olinto Santos Cardoso
    Olinto Santos Cardoso

    Parabéns 🇧🇷

  14. Dalva da Silva Prado
    Dalva da Silva Prado

    Que sirva de exemplo, para aqueles que valorizam LIBERDADE

  15. Carlos Oswaldo Bevilacqua
    Carlos Oswaldo Bevilacqua

    Together, we can help protect freedom for all true yellow green patriots.

  16. Carlos Oswaldo Bevilacqua
    Carlos Oswaldo Bevilacqua

    Há uma censura seletiva, parcial e rigorosa a usuários conservadores/liberais, no mundo todo, e, particularmente, aos republicanos nos USA, com alegações totalmente inconsistentes, genéricas, injustificáveis, difusas, dispersivas, a posts rotulados mentirosamente de “antidemocráticos”. São lacaios de totalitaristas, portanto antidemocráticos, que usam e abusam de narrativas falsas, simulações e dissimulações. Se mascaram de defensores do “estado democrático direito” para persuadir tolos, inocentes, crédulos, subservientes, vulneráveis e incautos levados a aprovar, aceitar e cumprir cegamente petições de certa ala de políticos, expedir mandados, ordens e determinações vergonhosamente inconstitucionais. Em suma: Usam e abusam de insinuações ou narrativas falsas, simulações, dissimulações, intrigas, para tomar e se manter no poder.

  17. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Viva a liberdade!!!

    1. Carlos Oswaldo Bevilacqua
      Carlos Oswaldo Bevilacqua

      Com certeza: Viva!

  18. Daniel BG
    Daniel BG

    O sonho da esquerda é maléfico! É como fazer a operação mais simples de matemática: um mais um é igual a dois, ou um menos um é igual a zero. O sonho da esquerda é um estado inchado, oligopólio político-estatal, controle do pensamento e da imprensa, privação da liberdade individual e do direito à propriedade.
    Enquanto a propaganda da esquerda nas escolas e meios de comunicação se mantiver, perderemos mais e mais a noção de liberdade que a direita nos proporciona e ficaremos mais pobres, pagando impostos ao governo.
    O Twitter é o exemplo atual de como a esquerda controla os meios sociais de comunicação. E ainda estamos sob sensura, sem sequer podermos duvidar do resultado das urnas para as eleições presidenciais.

    1. Carlos Oswaldo Bevilacqua
      Carlos Oswaldo Bevilacqua

      Exatamente! Ameaçam democracia todos os subservientes públicos e privados que se submetem aos que: 1. Desobedecem ao devido processo legal. 2. Cerceiam a liberdade de expressão. 3. Punem e prendem os que discordam dos ditadores de toga, dos políticos e partidos que provocam a juristocracia. 4. Geram multas ilegais impagáveis (nos dois sentidos do termo) mandadas por candidatos à camisa de força. 5. Geram ameaças, censuras e desmonetizações dos que se opõem à eleição de políticos de ficha suja e apoiam políticos de ficha limpa. 6. Bloqueiam acessos às mídias sociais. 7. Bloqueiam contas bancárias etc.

  19. Agnelo A. Borghi
    Agnelo A. Borghi

    Freedom for all true yellow green patriots

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