A formação que deforma

O ensino está de ponta-cabeça e o pensamento anticapitalista infecta as salas de aula no país

A maioria dos estudantes brasileiros aprende coisas deste tipo nas salas de aula:

Sobre o agronegócio

“A luta pela preservação ambiental em todo o planeta — e, em especial, no Brasil — sempre enfrentou dois interesses distintos e contraditórios: de um lado, existe a necessidade de preservar os ambientes naturais para que as gerações futuras não sejam limitadas em suas formas de existência […]; de outro lado, há o interesse na exploração de áreas de agricultura, pecuária ou mineração, prática que transformou o Brasil no maior exportador de inúmeros bens agrícolas, carnes e matérias-primas.” (Poliedro Sistema de Ensino, 9º ano, livro de Geografia II)

“Foi dessa maneira que a produção e a expansão da agropecuária brasileira foram construídas, baseadas em dois processos questionáveis do ponto de vista social e ambiental: o desmatamento generalizado e a utilização de insumos químicos.” (Poliedro Sistema de Ensino, 9º ano, livro de Geografia II)

“Na agricultura comercial patronal, o cultivo não é feito pelo proprietário da terra. Ele contrata trabalhadores para plantar e colher. […] Ali geralmente se planta um único produto — como café, soja, algodão, cana-de-açúcar ou laranja — , que é exportado ou se destina a fornecer matéria-prima às indústrias do país.” (Anglo, 3º ano, Ensino fundamental)

“Como consequência dessa rápida ocupação, em toda a região Centro-Oeste a população indígena tem sido expulsa de suas terras ou se vê cercada por grandes plantações. Sem ter onde caçar, pescar e coletar, os indígenas sofrem com a desnutrição, e é alta a taxa de mortalidade infantil.” (Anglo, 5º ano, Ensino fundamental)

“O avanço da agricultura patronal, principalmente de soja e cana-de-açúcar, no alto curso dos rios que irrigam o Pantanal. À medida que esse tipo de agricultura avança do Cerrado em direção ao alto curso dos rios da bacia do rio Paraguai, aumentam os riscos de contaminação do bioma porque, no período das chuvas, as águas carregam os agrotóxicos rio abaixo, levando-os para a área alagada.” (Anglo, 5º ano, Ensino fundamental)

Sobre o governo FHC

“Durante os dois mandatos, Fernando Henrique enfrentou várias crises internacionais. Logo no início do segundo mandato, uma séria crise econômica mundial repercutiu no Brasil, provocando aumento da inflação, desemprego e valorização do real — e isso fez com que crescesse também o número de trabalhadores informais. Entre as críticas ao governo FHC são enumerados a crise do apagão de energia, o aumento das dívidas interna e externa, o crescimento do desemprego, a distribuição de renda desigual, as denúncias de corrupção relacionadas à reeleição e ao favorecimento de grupos financeiros.” (Projeto Coopera, História, 5º ano)

Sobre o governo Lula

“Um dos grandes desafios do primeiro mandato do governo Lula (2003-2006) foi o combate à miséria e ao desemprego. […] Alguns escândalos políticos prejudicaram a imagem do governo, no entanto os bons resultados obtidos possibilitaram que, em 2006, Lula fosse reeleito para seu segundo mandato. […] O governo Lula teve como principais marcas a retomada do crescimento do país, a redução da pobreza e da desigualdade social, a estabilidade econômica, o fortalecimento do país nas relações internacionais.” (Projeto Coopera, História, 5º ano)

Sobre o governo Dilma

“Dilma foi eleita e se tornou a primeira mulher presidente do país. Os pontos negativos do governo Dilma foram a situação econômica agravada pela crise mundial, as sucessivas demissões de ministros com denúncias de corrupção, o crescimento desacelerado do país em alguns momentos de seu governo. […] Os pontos positivos do governo foram a continuação de programas sociais como bolsa família e o acréscimo de outros; o aumento dos empregos e do salário mínimo; a queda no desmatamento da Amazônia; a redução da pobreza e das desigualdades sociais.” (Projeto Coopera, História, 5º ano)

 

Um mundo dividido entre bons e maus, nos quais os malvados são o agronegócio, o capitalismo, o liberalismo e as privatizações, até há pouco tempo personificados na figura de Fernando Henrique Cardoso. Na outra ponta, os bons: movimentos sociais, ativistas de direitos humanos, Cuba e o programa Bolsa Família, apresentados como sinônimos do ex-presidente Lula. Mensalão? Petrolão? Corrupção institucionalizada — ou “malfeitos”, como dizia Dilma Rousseff? Crimes de responsabilidade? Nada disso existiu — ou foi tão grave. Pelo menos segundo a grande maioria dos livros didáticos em circulação pelas mais de 180 mil escolas espalhadas pelo país.

Aprovada em dezembro de 2017, a própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) evidencia em seu texto os aspectos ideológicos que contaminam as salas de aula. Um trecho do capítulo 5.4, “A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas”, explica que “a sociedade capitalista, por exemplo, ao mesmo tempo em que propõe a centralidade de sujeitos iguais, constrói relações econômicas que produzem e reproduzem desigualdades no corpo social”.

O cientista político Fernando Schüler, professor do Insper, conta o que descobriu em 2016 ao se debruçar nos principais livros didáticos do Brasil com o objetivo de responder à pergunta: há ou não doutrinação ideológica nesse material? “Dos dez livros que analisei, 100% tinham um claro viés ideológico”, conta. “Não encontrei, infelizmente, nenhum livro ‘pluralista’ ou particularmente cuidadoso ao tratar de temas de natureza política ou econômica. São todos livros mancos. E sempre para o mesmo lado.”

Num artigo publicado na revista Época, ele detalhou o que vêm aprendendo os alunos orientados pelo livro Estudos de História (Editora FTD). Sobre FHC: era neoliberal (apesar de “tentar negar”) e seguiu a cartilha de Collor de Melo. Na sua época, havia “denúncias de escândalos, subornos, favorecimentos e corrupção”, mas “pouca coisa se investigou”. As privatizações produziram desemprego e o país assistia ao aumento da violência urbana e da concentração de renda. São poucas as linhas dedicadas ao fim da inflação, que proporcionou de cara um aumento real de 30% na renda dos brasileiros.

“É curioso o tratamento dado ao caso do Mensalão no livro História para o Ensino Médio da Atual Editora”, escreveu Schüler. “Alguma menção ao julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal? Não. Nossos alunos saberão apenas que houve ‘denúncias de corrupção’ contra o governo Lula, incluindo-se um caso conhecido como Mensalão, ‘amplamente explorado pela imprensa liberal de oposição ao petismo’.”

Entrelinhas

O viés ideológico nos livros didáticos nem sempre aparece explicitamente. Como observa Schüler, ele surge no recorte dos fatos, na seleção das imagens, nas indicações de leitura, na recomendação de filmes e links culturais e na escolha de determinadas palavras. Há um excesso de “dominantes e dominados”, “classes sociais”, “divisão social do trabalho” e “movimentos sociais”, e o sumiço ou subestimação de conceitos como liberdade, ética, direitos individuais e mercado.

Autor do blog De Olho no Livro Didático, o professor Orley José da Silva, mestre em letras e linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG), descreve como essa doutrinação acontece. Para ilustrar um capítulo sobre expressão oral num livro de língua portuguesa do 6º ano, por exemplo, aparece a foto de Lula discursando em cima de um palanque. O objetivo é convencer o aluno a usar estratégias de progressão textual, fortalecer seus argumentos num debate, imprimir estilo próprio de fala e firmar o tom das palavras. Segundo Silva, Lula é transformado em exemplo de como dominar estratégias argumentativas.

Em outra publicação (coleção Eu Gosto, para alunos do 4º ano), a personagem escolhida para aparecer num capítulo sobre reivindicações de crianças e adolescentes indígenas é a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). “Numa mesma página, o nome da então ministra dos Direitos Humanos aparece três vezes”, enumera Silva. “Uma pergunta que deve ser feita é o porquê da escolha desse texto e não de outro que apresentasse a questão indígena sem personificar nenhuma figura do governo.”

Schüler também chama a atenção para o tratamento dado à América Latina. “Nos casos da Argentina, do Uruguai e do Chile, as ditaduras que existiram são corretamente criticadas e seus horrores, detalhados”, conta. Quanto a Cuba e Venezuela, os regimes autoritários de esquerda que dominam esses países, além de poupados da qualificação ditadura, são louvados. “Em vez de filmes como Antes do Anoitecer, sobre a repressão cubana ao escritor e homossexual Reinaldo Arenas, nossos estudantes são orientados a assistir a Diários de Motocicleta, Che e Personal Che.” Não há uma linha sobre a falta de liberdade de expressão, de pensamento e de imprensa que perdura na ilha dos irmãos Castro desde 1º de janeiro de 1959.

A vez do agro

Depois de FHC, das privatizações e do liberalismo, o judas dos livros didáticos é o agronegócio. Em outubro deste ano, o engenheiro-agrônomo e ambientalista Xico Graziano publicou um vídeo em que reprova a forma como o setor está sendo retratado para os estudantes. “Está claro que o que acontece não é um lapso, mas uma doutrinação ideológica”, critica. “São erros crassos, que focam o passado da agricultura. O ranço ideológico é típico de quem estuda geografia na USP.”

Para Graziano, essa espécie de miopia se tornou epidêmica há cerca de 20 anos, quando o PT separou a agricultura familiar do agronegócio. Uma é o “bem”; o outro, “o mal”. A primeira é ligada aos alimentos orgânicos; o segundo, aos agrotóxicos. “Existe uma incompreensão da moderna produção rural, em boa parte por culpa do agro, que não soube se defender”, acredita.

Incomodado com essa demonização, um grupo de mães agricultoras criou uma página no Instagram chamada “De olho no material escolar”. Na descrição: “Plantando verdades e colhendo conhecimento — pais e mães dedicados a trazer o agro de verdade para o material escolar das nossas crianças”. Além de serem publicados vídeos e depoimentos, organizam-se lives para debater o setor.

Nas apostilas escolares do Sistema Poliedro de Ensino, o agro é apresentado como uma atividade incompatível com a preservação do meio ambiente. Nos livros do Anglo, retrata-se o dono de grandes propriedades rurais como alguém que explora o trabalhador e é responsável pelo aniquilamento de povos indígenas.

Ao comentar um trecho da apostila que ataca a contaminação “no alto curso dos rios que irrigam o Pantanal” por causa do uso de agrotóxicos nas plantações de soja e cana-de-açúcar, Graziano diz, peremptório: “Nunca ouvi falar de cana-de-açúcar naquela região”. Em nenhum momento o agro é mostrado como um dos maiores motores da economia brasileira, capaz de gerar uma infinidade de empregos e alavancar grande parte do desenvolvimento científico e tecnológico do país.

Em nota, o Anglo informou que “todo o material didático utilizado nas salas de aula atende às orientações curriculares do Ministério da Educação (Base Nacional Comum Curricular e Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental), com todo o rigor técnico-pedagógico”. O colégio também escreveu que, “nos seus mais de 70 anos de história, sempre se pautou pela pluralidade de ideias”. Instigado a apontar algum exemplo dessa pluralidade com relação ao agronegócio, a empresa não se manifestou até o fechamento desta edição da Revista Oeste. Contudo, o Anglo avisou que, a partir de 2021, “promoverá uma série de seminários e workshops para autores e educadores sobre temas da Atualidade, Político-econômicos, incluindo o Agronegócio, com o intuito de fomentar a discussão sobre os assuntos”.

Passado, presente e futuro

Especialista em educação, Claudia Costin explica que a doutrinação não é exclusividade de um governo. Ela sempre existiu, seja com viés ideológico, religioso ou político. “Minha mãe, que é húngara, contava que sua professora explicava, como sendo um fato histórico, que os generais romenos usavam calcinhas de mulher nos campos de batalha”, diverte-se.

De acordo com Claudia, um dos problemas é a formação dos professores. “Além de se tratar de uma carreira pouco atrativa financeiramente, a formação que recebem na universidade não os prepara satisfatoriamente para a prática dessa profissão tão complexa”, diz. “O professor é jogado em sala e, para muitos, o livro didático é o plano de aula. Se o material já parte de um ponto de vista empobrecedor, que anula a subjetividade do processo histórico, é assim que ele vai ensinar.” O problema ganha complexidade ao constatar-se a existência de um círculo vicioso: os livros didáticos são escritos por profissionais formados em universidades que lhes transmitiram os mesmos ensinamentos enviesados que eles acabam reproduzindo nessas publicações.

O desafio está em não doutrinar. “Olhar o que está estabelecido como verdade histórica e ensinar o jovem a ser um pensador independente”, propõe Claudia. “É preciso mostrar a complexidade dos fatos e não apenas decorar a própria verdade e passar para a frente.” A solução, entretanto, passa longe de propostas como colar cartazes nas salas de aula, como sugere o movimento Escola sem Partido, ou pedir que alunos filmem os professores, como pretendem algumas correntes mais radicais. “É importante criar uma nova cultura dentro das escolas, conversar com as editoras e aperfeiçoar a avaliação do material didático”, acredita Claudia.

Schüler concorda, e acrescenta: “O primeiro passo é parar de fingir que não existe a doutrinação ideológica. Depois, adjetivar menos e diversificar as ideias. A palavra diversidade está tão na moda hoje, mas parece que só pode ser empregada para certas coisas”. O cientista político aproveita para enfatizar que o problema não está na questão de o conteúdo ser mais à esquerda ou à direita, mas na ausência de espírito crítico, “na impossibilidade de o jovem desenvolver as próprias ideias depois de ser apresentado à pluralidade”, afirma. “Doutrinação é a negação do conhecimento.”

Hoje, os autores escrevem os livros e as editoras encaminham suas coleções para avaliação do Ministério da Educação (MEC). Antes da aprovação e inclusão no guia digital do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), as obras são submetidas a comissões de avaliadores coordenadas pelo MEC, que têm como função verificar se o material está de acordo com a BNCC.

O mercado de didáticos no Brasil é gigantesco. Essas publicações representam quase 50% de todos os livros vendidos por ano no país. De 2017 a 2020, o governo federal gastou mais de R$ 5 bilhões com a aquisição e a distribuição de cerca de 604 milhões de exemplares. Segundo o Censo Escolar de 2019, existem no Brasil aproximadamente 50 milhões de alunos matriculados em escolas públicas e privadas de educação básica. A maior parte desses estudantes utilizará os livros do PNLD. Receberão uma formação que deforma.

Leia também o artigo “O culto à ignorância”, de Selma Santa Cruz

 

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

53 comentários Ver comentários

  1. Pingback: Professora incentiva alunos a comparar Trump e Bolsonaro a palhaços – Farol.News
    1. BNCC é o padrão condutor de toda essa doutrinação. Tem que ser revogada e banida. Pior, ela é composta por uma miríade de materiais e conteúdos repetitivos e inúteis na prática. Enquanto isso o ensino de português e matemática (ou simples aritmética) é absolutamente ineficazes. Forma alunos semi analfabetos, ignorantes e doutrinados.

  2. Triste fato, mas a doutrinação é ignorada e considerada “lenda urbana”!!! Tenho um filho de 8 anos e este ano fui ler o livro de história dele e tiver que explicar que zumbi não era necessariamente um herói…… .

  3. Muito bom na minha idade (75) ler textos sobre a educação fundamental que nossos netos estão tendo na atualidade. No meu tempo na educação primária, ginasial e colegial, não havia essa “desinformação” na tentativa de politizar os jovens ao viés de seus educadores. Lembro que, somente na faculdade atravessamos aquele famoso período nos anos 70 da “guerra fria” entre dois imperialismos, no qual educadores tentavam conduzir os jovens universitários a entender que um imperialismo(EUA) nos sacrificava e o outro(URSS) nos salvaria, trazendo-nos melhor distribuição da riqueza e boas praticas sociais e outras promessas. Pior, grande parte do universitários acreditava.
    Difícil entender ainda hoje, encontrarmos defensores dessa fracassada experiência, mas voltemos ao texto.
    Curiosamente observei, Claudia Costin ex ministra de FHC com precisão comentar que doutrinação não é exclusividade de um governo, e que sempre existiu seja com viés ideológico, religioso ou político. Comenta ainda, que um dos problemas é a formação dos professores, que são jogados na sala de aula com o material disponível, normalmente preparado por professores mal preparados, que será seu plano de aula. Além dessas excelentes
    considerações não deixou de dar seu “pitaco” no governo Bolsonaro, quando comenta que a solução, entretanto, passa longe das propostas como “colar cartazes nas salas de aulas como sugere o movimento escola sem partido”. Entendo que não cabe a educadora Claudia Costin fazer tão frágil comentário, até porque recentemente (Maio/2020) assinou nota pública com outros notáveis ex ministros de vários governos defenderam o afastamento do cargo do presidente Bolsonaro por perda de todas as condições para o exercício da Presidência da República.
    Parabéns Branca Nunes, excelente e educativo artigo e desculpe o comentário que fiz sobre a entrevistada, por entender que transmitiu insinuações ideológicas para exemplificar algo que combatia.

  4. Disse tudo em poucas palavras. O único problema é que levaremos décadas para formar novos professores, com novas bases curriculares… para, posteriormente, termos resultados concretos no ensino-aprendizagem de nossos alunos. Este monitoramento da “doutrinação” precisa ser constante, mesmo quando conseguirmos reformular ou, pelo menos, melhorar um pouco a educação atual.

  5. Parabéns Branca Nunes, excelente artigo.
    A doutrinação é mais fácil. Aproveitam da lei do menor esforço do ser humano, pensar e ter espírito crítico e adquirir conhecimento gasta energia.

  6. Excelente abordagem! Vejo essa doutrinação não só por meio dos livros didáticos, mas, principalmente, praticada por professores. Sou professora de língua portuguesa e quando vou discutir a construção de um texto argumentativo,por exemplo, tenho que lidar, antes, com as discussões ideológicas não pertinentes ao meu trabalho. A educação e a sociedade só perdem

  7. Importantíssima reportagem! Nós mães e pais precisamos acompanhar muito de perto os livros escolares que são entregues aos nossos filhos. Um absurdo o ensino no Brasil ser polarizado dessa forma. Cabe a cada um de nós manifestarmos da forma mais abrangente possível indignação e não aceitação dessa forma de ensino.
    Parabéns por esse alerta Branca!

  8. Branca, você excluiu da matéria o maior batalhador pelo fim da doutrinação nas escolas: Miguel Nagib. Tudo começou com ele. Essa é a única falha da matéria.

    1. Reportagem de utilidade pública.
      Nossas universidades, com u minúsculo, são o caminho mais curto p a ignorância. Doutrinar é a forma mais cruel e covarde de “fazer a cabeça” de jovens. Gerações São intelectualmente comprometidas. E o país vai ficando cada vez mais atrasado e empobrecido. Educação desse tipo é ter esgoto a céu aberto, contaminado pela falta de pluralismo e diversidade de ideias.

  9. Maravilhosa reportagem !
    É isso mesmo: há uma doutrinação por parte da esquerda desde a escola primária, agravada ao chegar no Ensino Superior.
    Só uma completa reforma poderá , paulatinamente, ir mudando isso, fazendo com que professores bem formados instruam corretamente os estudantes desde a mais tenra idade, mostrando-lhes a verdade fática, independentemente da posição ideológica de cada um dos professores; a História do Brasil, principalmente, deve ser contada como realmente aconteceu, não se podendo omitir dos estudantes fatos ocorridos e como ocorreram, bem como suas consequências, quer tenham sido eles praticados por esquerdistas, direitistas ou isentões.
    Parabéns pela matéria, Branca !

  10. Branca, parabéns por escrever um artigo com exemplos concretos, mostrando como a doutrinação se dá na prática. Sugiro analisar as apostilas do sistema UNO. Já no ensino fundamental (4º ano), há referências em História, Geografia, Português e Inglês: defesa da natureza versus agronegócio, invasão portuguesa e vitimização de povos indígenas, demonização do capitalismo, Nelson Mandela como herói, etc.
    Além disso, os professores abordam atualidades em sala de aula sem aguardar os fatos serem comprovados e analisados de forma mais prudente e realista. A pandemia foi usada em todas as disciplinas, referenciando informações apenas da grande mídia.
    Talvez a maior parte dos educadores não seja tão consciente da doutrinação que fazem, pois aprenderam dessa forma.
    Quando eu era criança, já havia doutrinação e fui fortemente influenciada por ideologia de esquerda até a idade adulta. Aos poucos, fui percebendo os interesses por trás dessa ideologia e hoje me empenho em estudar mais sobre o outro lado que outrora eu demonizava.
    Entendo ser muito difícil vencer esse movimento, mas cada um deve fazer a sua parte para mudar a cultura. Essa revista e esses jornalistas são bons exemplos de uma eficiente reação, por inspirar e produzir frutos.

  11. O mal tem que ser cortado pela raiz: o MEC, totalmente dominado por “elles”, tem que ser extinto, bem como a Base Curricular única: como pode ser aceitável a ditadura representada pela Base atual, que é a única a receber o “nihil obstat” da inquisição ideológica encastelada no MEC? De que adianta multiplicar escolas privadas – teoricamente independentes – se as mesmas serão obrigadas a seguir o evangelho marxista? Só mesmo tirando o setor de sob as patas do Estado (dominado que é pela esquerda) teremos alguma chance.

  12. É o Gramscismo atingindo o seu auge. Nada de foice e martelo, luta armada, guerrilha do Araguaia! Pra quê? A “tomada do poder” se dá pelas mentes. Esta é a verdadeira lavagem cerebral por que têm passado nossos filhos e netos. Quando todos estiverem devidamente doutrinados e “convertidos” o poder já estará tomado. É lamentável, mas esta é a nossa triste realidade.

    1. Um artigo como esse deveria ser estudado no primeiro dia de aula em classes que tenham condição de compreender que, todos os aspectos tem que ser analisados . Espero que os educadores tenham coragem de faze-lo.

  13. Por vezes beiro ataques de pânico ao ler matérias como essa e observar a dificuldade que tenho hoje para encontrar educação razoável para meu filho de 7 anos. Sou um cidadão comum, trabalho na iniciativa privada e recebo salário médio como grande parte da população. No entanto, ainda que dispusesse de fortuna, mesmo a educação mais cara do país consegue escapar da mediocridade exposta nessa matéria? Me parece que não.

    1. Branca parabéns.
      Você mostra que a socialização da burrice está na base do ensino brasileiro que dissemina ignorância e tese monocrática, monocórdica e que abjura diversidade que não seja sexual.
      Investimento em educação há. Mas como chega no aluno, quando chega, é o busílis.

      1. E agora? Alguém precisa iniciar um projeto para refazer tudo, reescrever, resgatar o que tivemos de bom no passado.
        Inclusive tanto a BNCC quanto a reforma do ensino médio precisam ser avaliadas. Será que são positivas ou precisam de ajustes?

  14. Parabéns. Texto esclarecedor sobre o problema da ideologização da educação brasileira. Nossa educação está muito mal. Além do despreparo dos professores, os livros-texto oficiais informam de forma tendenciosa em termos ideológicos.

  15. Parabéns, Branca. Excelente e corajoso artigo. Fiquei surpresa, e muito decepcionada, com a resposta do Anglo às denúncias contra alguns dos livros didáticos , escolhidos pelo critério da “diversidade de ideias”. Realizar “seminários e workshops”! Não, Anglo. É muito mais do que isso! É escolher material didático de qualidade, criterioso, e, por favor, bem escrito!

  16. Branca, meus parabéns. Acertou em cheio. Que a a Revista Oeste publique mais artigos sobre a educação. Nunca investimos tanto – com resultados tão péssimos.

  17. Reflexo do gramcismo que permeia a formação de professores e alunos no Brasil. Na minha faculdade dizemos que a situação atual pode ser resumida no segte;
    Há um enorme contingente de pseudo professores que fingem que ensinam..e um universo de beocios que fingem que aprendem

  18. Em vez de filmes como Antes do Anoitecer, sobre a repressão cubana ao escritor e homossexual Reinaldo Arenas, nossos estudantes são orientados a assistir a Diários de Motocicleta, Che e Personal Che.”
    Na escola, quando eu estava no 6º ano do Fundamental, uma professora colocou Diários de Motocicleta para todos assistirem.
    No Ensino Médio, um professor de história demonizava Pinochet e elogiava Lenin e Stalin.
    Graças a páginas como Mises Brasil, Instituto Liberal e a própria Revista Oeste pude descobrir a verdade.

    1. Só tenho a agradecer pela minha educação e formação.Me formei na UNESP,me formei em Psicologia Clínica e me especializei no Instituto SedesSapientiae.Sem qualquer ideologia em sala de aula.Fico triste com o nível da educação brasileira,parece um beco sem saida.Tive o grande privilégio de viver lde minha profissão.

  19. O pior é que essa doutrinação não é um privilégio do Brasil. Eu moro na Inglaterra e nem preciso falar o que a mídia daqui faz. Falando somente em escola, minha sobrinha de 10 anos que também mora na Inglaterra já assiste a programas como BBC (um verdadeiro lixo) em algumas aulas. Durante as eleições americanas eles conseguiram colocar na cabeça de todas as crianças que aquele senhor gagá com cara de bonzinho era o bom e o Trump o demônio encarnado. Ainda bem que meu cunhado é conservador e pode explicar a ela a realidade. Sobre o Brasil, os livros não mencionarem a prisão do sapo barbudo, o impeachment da Dilma e absolutamente nada sobre Lava Jato é um escárnio. Abraços e parabéns pela matéria.

  20. TODOS OS LIVROS DIDÁTICOS APROVADOS PELOS GOVERNOS DE FHC, LULA E DILMA DEVEM SER RETIRADOS DAS ESCOLAS, ANALISADOS, AVALIADOS, AUDITADOS SOB CRITÉRIOS TÉCNICOS E DIDÁTICOS.

  21. PS: dividi o comentário em 3 partes porque não passava pela censura do site. Difícil descobrir a palavra proibida… mas foi aquela com “xxxxxxxxx”

    1. Se ali o pensamento é único, será única a visão de professores, escritores de livros didáticos, “especialistas” e “palpiteiros” públicos nas diversas áreas de humanas (sociologia, história, geografia, pedagogia, ciências políticas, comunicação, etc.), editores, burocratas e demais planejadores estatais…

    2. Se ali o pensamento é único, será única a visão de professores, escritores de livros didáticos, “xxxxxxxxxx” e “palpiteiros” públicos nas diversas áreas de humanas (sociologia, história, geografia, pedagogia, ciências políticas, comunicação, etc.), editores, burocratas e demais planejadores estatais… Daí o ciclo vicioso se fecha…

    3. Única solução: abrir faculdades e institutos com viés “clássico”, “conservador”, “liberal”, pois “tirar” esse povo das existentes (ou, ao menos, diversificá-las) é o que não se vai conseguir..

      1. Excelente idéia. Paralelamente deixar as escolas de hoje entregues à própria sorte.

        .

    4. PS: dividi o comentário em 3 partes porque não passava pela censura do site. Difícil descobrir a palavra proibida… mas foi aquela com “xxxxxxxxx”

      1. Sou formando de licenciatura em pedagogia pela UEG, e posso ratificar essas contundentes e preocupantes verdades abordadas neste texto. Devemos divulgar essa revista. É uma excelente fonte de conteúdo que nos ajuda a entender o que está acontecendo, enquanto as mídias tradicionais desinformam. Parabéns!!

  22. O fulcro do problema está nas universidades. Se ali o pensamento é único, será única a visão de professores, escritores de livros didáticos, “especialistas” e “palpiteiros” públicos nas diversas áreas de humanas (sociologia, história, geografia, pedagogia, ciências políticas, comunicação, etc.), editores, burocratas e demais planejadores estatais… Daí o ciclo vicioso se fecha… Única solução: abrir faculdades e institutos com viés “clássico”, “conservador”, “liberal”, pois “tirar” esse povo das existentes (ou, ao menos, diversificá-las) é o que não se vai conseguir..

  23. Ótima iniciativa de começar a DESMASCARAR essa doutrinação dos jovens!! PARABÉNS!
    SUGIRO, diariamente publicar pequenas notas desvendando o assunto incansavelmente! Tenho contato com jovens universitários, e constato, a maioria esmagadora não consegue entender o raciocínio!

  24. Desanimador.
    Ensinar crianças e jovens de que o agronegócio é a degeneração ambiental e social. Sem a agricultura simplesmente não haverá alimentos, não haverá progresso para o país no comércio com outros países e não haverá geração de renda e riqueza. De quê esses autores venais acha que o Brasil vive? E os jovens e crianças corrompidos por essas ideias mentirosas irão comer. Estas são coisas simples de pensar, nada elaborado. Os autores não conseguem nem ter um pensamento bem simples?

  25. Perfeito! Lerei novamente e novamente e novamente esta reportagem, hábito bastante incomum entre os colegas “letrados” das pedagogias e das licenciaturas, que, por uma questão de comodismo e/ou ignorância das diversas facetas dos fatos, insistem em leituras únicas e opiniáticas, antes de fundamentar seus pontos de vista ou suas “verdades absolutas” (ou seriam absolutistas?).

    Claudia Costin está completamente correta ao referir à formação de professores. Este deveria ser (eu esperava que fosse) o primeiro passo do atual governo, quando assumiu ~ atacar esse aspecto do Sistema Educacional brasileiro. Não há sistema que se sustente com alicerces tão frágeis em termos de capacidade crítica ou, minimamente, em termos de compreensão, interpretação e expressão textual, por exemplo.

    Este assunto deveria encabeçar TODAS as discussões e as tomadas de decisões de um Governo. De que adiantará “salvar” uma população inteira de uma pandemia, se, em um futuro muito próximo, nossas crianças e nossos jovens não terão aprendido a pensar ou mesmo a valorizar os bancos e as interações escolares? Qual a mensagem governos e “gestores” estão deixando para os envolvidos nas nossas comunidades escolares e para as nossas crianças e jovens?!?

    Obrigada, Oeste. Por mais reportagens como esta. Precisamos urgentemente de um debate sério (seríssimo!) sobre Educação.

    D.

      1. Excelente reportagem, merece ser lido muitas vezes e guardado para sempre Consultar, tbm recomendo a série de 3 episódios sobre o tema do Brasil Paralelo.

    1. Os problemas relacionados aos livros didáticos já seria suficientemente grave por conduzir seus tópicos e temas de forma tão tendenciosa, é verdade. É verdade também que esse aspecto precisa ser cuidadosamente tratado quando da elaboração de novos materiais, que correm o risco de terem seus vieses levados para o lado oposto, negligenciando FATOS e CONTEXTOS, por exemplo. No entanto, as questões relacionadas ao livro didático tornam-se particularmente sérias quando o investimento humano, técnico, logístico, de impressão, etc. têm por destino depósitos escuros das escolas, às pilhas, ou as picotadoras de papel, ou as lixeiras clandestinas, ou simplesmente o percurso destes materiais, que muitas vezes “se perdem” entre sua origem e seus destinos.

      A explicação sobre a origem destes manuais pode ser explorada didaticamente desde as suas primeiras páginas, o que sempre utilizei para deixar claro aos meus alunos dos anos fundamentais de onde estavam vindo aqueles materiais que chegavam às suas mãos. Da mesma forma, nos cursos de formação de professores, muitos não sabiam os percursos ou mesmo o que siglas como FNDE, PNLD significam. Muitas das informações dos livros didáticos, assim, não só desinformam, mas também ignoram o que muitos alunos, do ensino fundamental às turmas de formação de professores precisariam saber, ou seja, QUEM PAGA POR TUDO ISSO!

      1. Eu fico abismado com esses donos desses colégios. Pelo que sei são capitalistas, pois investem seu dinheiro nas escolas. Mas formam alunos que dentro em pouco estarão no comando do país e serão contra o capitalismo, contra a empresa privada. Como ficarão esses senhores quando a cria se insurgir contra o criador?

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.