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Edição de arte Oeste

Vamos parar de fingir?

A CPI da Covid é uma trapaça histórica que se manterá distante da principal questão: a inépcia e a malversação de dinheiro do Erário por parte dos que foram encarregados de tratar da covid

A aglomeração que o Senado Federal inventou com o título de “C.P.I.” e a função, no papel, de investigar atos de imperícia, de imprudência e de negligência — mais os de má-fé — cometidos em volta do governo federal em um ano de combate à covid é um conto do vigário gigante. “Comissões parlamentares de inquérito”, sejam as montadas na Câmara dos Deputados ou as do Senado, são, há mais de 100 anos, um dos golpes preferidos dos políticos brasileiros. Não se destinam a fazer inquérito nenhum, nunca, nem apurar responsabilidade de ninguém, nem, muito menos, punir algum culpado. Servem, ao exato contrário, para proteger os criminosos de verdade com o imutável grito de “pega ladrão” que a bandidagem usa quando se vê ameaçada; além disso são empregadas para promover os interesses pessoais mais grosseiros da politicalha. Este golpe de agora, o da covid, está com todo o jeito de ser um marco histórico em matéria de safadeza, hipocrisia, desperdício de dinheiro público e inutilidade, pura e simples, por parte do Congresso Nacional.

É um fato de conhecimento comum até nos jardins de infância que nunca se roubou tanto neste país, desde os incomparáveis governos Lula-Dilma, quanto se roubou agora por conta da covid. A roubalheira do PT, na verdade, foi distribuída ao longo dos treze anos e meio de dois governos; a de agora está toda concentrada em pouco mais de um ano de atividade intensa. Como poderia ser diferente? As “autoridades locais”, ou seja, os 27 governadores e 5.500 prefeitos do Brasil, ganharam do STF a tarefa — e plena autonomia — para administrar como melhor entendessem o combate à epidemia. Como ficou claro desde o primeiro dia, nenhuma decisão “local” poderia ser modificada, nem muito menos vetada, pelo governo federal; ao contrário, por ordem do STF, a União foi legalmente proibida de mexer uma palha em qualquer coisa que os governadores e prefeitos fizessem. Só estava obrigada a soltar verba — e pagar o “auxílio de emergência” a quem perdeu trabalho e renda por causa da repressão ao trabalho, à produção e à atividade econômica imposta pelas “autoridades locais”. É óbvio o que iria acontecer com todo esse poder distribuído — sem nenhum controle — a tão pouca gente: surtos de incompetência, desperdício em massa de dinheiro público e ladroagem explícita. Depois do “Mensalão” e do “Petrolão”, chegou a vez do “Covidão”.

Que tal parar de fingir por uns minutos? Todo mundo sabe desde criança que político brasileiro rouba; nem todos, é claro, mas a maioria mete a mão com o desespero de um homem-bomba muçulmano ou, então, se faz de bobo e deixa que roubem o que quiserem em volta de si. Por que diabo, então, seria diferente nesse caso? Só por que é uma doença? Não seja por isso; no governo Lula, por sinal, roubaram até sangue dos hospitais, naquele notável escândalo da máfia dos vampiros que deixou lembranças até hoje. Dinheiro é dinheiro. Se vem com a covid ou com as empreiteiras de obra, com o vírus ou com o pré-sal, tanto faz — o que interessa é a “verba liberada” e o dinheiro depositado no banco. O resto é conversa de CPI e para analista de telejornal do horário nobre.

Governadores, prefeitos, seus familiares, os amigos e os amigos dos amigos não contaram apenas com essa decisão sagrada do STF, e com o apoio quase integral das “instituições”, do Brasil “que pensa” e dos meios de comunicação. Mais que isso, tiveram a bênção do “estado de emergência”, um pé de cabra legal que permitiu aos gestores locais gastarem dinheiro público sem controle nenhum: sem concorrência pública, sem licitação, sem necessidade de prestar conta. Se já é uma dificuldade extrema segurar a roubalheira com todas as regras e contrarregras que existem por aí, imagine-se, então, o que acontece quando praticamente não há controle algum. Mais: ninguém aqui está falando de uns trocados. As “autoridades locais” receberam ao longo do último ano, em verbas federais, cerca de R$ 60 bilhões para cuidar da epidemia — dinheiro que o Tesouro Nacional não tem, mas que sempre é fácil tirar dos impostos que a população paga todos os dias, a cada vez que acende a luz ou põe um litro de combustível no tanque. Hoje em dia, com essa história de dizer 1 bilhão aqui, 1 bilhão ali, pode parecer banal, mas 60 bi é uma imensidão em termos de dinheiro. Para se ter um começo de ideia: o total dos gastos federais com a educação, em um ano, ficou em R$ 40 bilhões. A covid comeu uma vez e meia isso aí.

Aparecem agora os heróis da mídia no papel de resistentes ao “fascismo”

Para completar o seu sonho de consumo, as “autoridades locais” contaram com a ajuda vital do Ministério Público, da Polícia Federal e da mídia em geral, que estão de olhos praticamente fechados há mais de um ano, quando se trata de corrupção na covid. Há exceções, claro: o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi posto para fora do palácio em agosto do ano passado, destituído e até preso, no meio de uma tempestade de acusações de roubo na gestão da epidemia. Mas Witzel, claramente, é um caso fora da curva. Num Estado que já teve um colosso na história da corrupção universal como o ex-governador Sérgio Cabral, com mais de 200 anos de cadeia nas costas por roubar de tudo (para não falar de Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha), conseguir ser demitido do governo, como ele foi, é realmente qualquer coisa de paranormal. Na vida mais normal, a governadorzada e a prefeitada deitaram e rolaram, sem que as denúncias apresentadas contra eles tenham atraído a real atenção do MP, da PF ou da imprensa; saiu alguma coisinha aqui, outra ali, mas absolutamente nada que lembrasse, nem de longe, a fúria moral de todos quando os acusados fazem parte da sua lista negra.

Diante de mais essa calamidade — uma epidemia que ultrapassou os 400 mil mortos, incompetência maciça de governos estaduais e prefeituras e corrupção especialmente perversa —, o Senado faz o quê? Faz exatamente o que as “instituições democráticas” do Brasil sempre fizeram: enterra o problema real, salva os culpados e dá às piores figuras, mais uma vez, a oportunidade de virarem heróis da mídia no papel de resistentes ao “fascismo”, à “direita” e ao “genocídio”. A questão, se querem mesmo investigar alguém, é a inépcia e a malversação de dinheiro do Erário por parte dos que foram encarregados de tratar da covid — as “autoridades locais.” Em vez disso, investigam o governo federal — que não tem quem o defenda, dentro e fora do mundo político, e vai ficar apanhando quieto até os arquiduques da “Resistência” tirarem tudo o que podem da CPI e partirem para outra. É desastre com perda total.

Como acontece quase sempre na vida pública brasileira, a trapaça das “investigações” se repete como farsa, ou como espetáculo de humor macabro. Nada revela tão bem o deboche de tudo isso quanto a lista de membros da CPI. O presidente é um senador do Amazonas envolvido até o talo na confusão: sua própria mulher, além de irmãos, já foram presos por ladroagem na área da saúde — da saúde, justamente, dentro de um escândalo que se arrasta há cinco anos no Estado e na capital, Manaus, e é objeto das operações Maus Caminhos e Cash Back, da Polícia Federal. O representante titular do PT é o senador Humberto Costa — ninguém menos que o “Drácula” da lista de políticos comprados pela construtora Odebrecht, codinome que recebeu por seu envolvimento junto à máfia que roubava sangue da rede pública de hospitais quando ele era ministro da Saúde de Lula. Há outra estrela da relação de salteadores da Odebrecht: o “Whiskey”, apelido do senador Jader Barbalho, do Pará. (Deu para entender a presença de Amazonas e Pará na CPI? Pois então: são exatamente os dois Estados, fora o Rio, onde mais se roubou neste ano de covid.)

O ponto alto do show, entretanto, é o senador Renan Calheiros no papel de relator da CPI, nada menos que isso. Renan é um dos membros mais enrolados com o Código Penal que dão expediente nesse espantoso Senado brasileiro — não deve haver, aliás, caso igual ao dele em nenhum Senado do mundo. Ou seja: os políticos não apenas insultam a população com a sua CPI; também fizeram questão de pisar em cima, com a nomeação de Renan. É como se estivessem dizendo: “Isso aqui é o Senado Federal. Polícia, promotor e juiz, aqui dentro, são o Renan e a sua turma”. Não é nenhuma surpresa, por sinal, que o senador que foge da lei há 30 anos tenha se tornado um grande estadista aos olhos da mídia brasileira de hoje; é claro, ele se reinventou como marechal de campo da esquerda nacional, líder da oposição ao presidente da República e apóstolo intransigente da guerra ao “negacionismo”. É tratado, em consequência, como um gigante da nossa política. Suas declarações aparecem em todas as primeiras páginas, nos telejornais e nos programas de rádio. Seu passado, que está presente nos autos, foi “cancelado” do noticiário, como se diz hoje. Ele não fez nada de errado, nunca. É a estrela da CPI, dos editoriais e do “campo progressista”. Aboliu-se uma realidade; foi construída outra em seu lugar. Eis aí a política do Brasil, mais uma vez. É assim que funciona.

Leia também “O Atleta é mais veloz que a Justiça”

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44 comentários

  1. A esquerda funciona assim mesmo ,derruba o mundo real e constrói outro ,fruto de suas necessidades e interesses.Nao se pode falar que o vírus veio da China,mas tranquilo falar da variante brasileira e que o presidente é um genocida….

    1. Só que o vírus vir da China é uma coisa e o vírus ser chamado de “chinês” é outra. Vírus não tem nacionalidade. O discurso da Direita hoje é muito semelhante ao da Esquerda. Só que antes não havia polarização. Achar que a salvação pro Brasil é uma intervenção militar é ideia de pessoa atrasada, que ficou lá atrás na Guerra Fria. Por que voto impresso, se Bolsonaro foi votado por voto eletrônico e nunca havia reclamado? Quando JR Guzzo escrevia n’a Veja contra o Lulopetismo eu o via como um dos maiores jornalistas do Brasil (não porque ele escrevia contra o PT, mas por seus argumentos serem super ajustados e bem concatenados: inteligentes mesmo. Brilhantes), mas não sabia que ele era bolsonarista. Fiquei decepcionado, pois político nenhum merece nosso escarro!

      1. Pouco importa seu comentário a respeito do JR Guzzo. Suas colocações já definem sua ignorância. Cala-te rssss

      2. Está no lugar errado, vá para o Brasil 247 ou DCM, lugar de lixos iguais a vc.

      3. O vírus é chinês porque nasceu na China. A lógica ensina que “vir da China” pode ser qualquer coisa: “alguém” que visitou a China ou “alguém” que nasceu na China.
        O discurso da Direita não é semelhante ao da Esquerda, seu “isentão”! Os discursos dos extremistas (de esquerda ou de direita) é que são.
        Idéia atrasada é achar que há solução para qualquer problema, fora do ordenamento jurídico. O Artigo 142 da C.F. simplesmente garante a “intervenção Militar”. O que é bem diferente de “gopi” militar!
        O voto impresso não é para satisfazer vontades. É para cumprir a lei. Votar é um ato político, mas apurar uma eleição é um ato administrativo e público. E como tal, é lógico que seja transparente e auditável. Portanto tem que ser materializado e isso só é possível se for impresso. Simples assim!
        Quanto ao jornalista J.R.Guzzo, não cometa injustiça! Ele representa, juntamente com todos os demais desta brilhante revista, o que há de inteligência e competência no jornalismo sem militância. Não se classifica de “bolsonarista” simplesmente porque uma análise está em consonância com as ações e idéias do presidente do Brasil.

      4. O Bolsonaro se preocupou com fraude na urna antes da sua eleição, sim. Ela não ocorreu – agora sabemos – porque PSDB + MBL + Centrão et caterva queriam tirar o PR do poder e apostavam na falta de retaguarda parlamentar de Bolsonaro para ir tomando o poder na prática , depois que ele estivesse no cargo.
        O PR, com 29 anos de vida parlamentar, enxergou e barrou a manobra, enquanto as redes sociais furavam a bolha “progressista. Resultado: o plano “deu ruim”.
        Agora, ainda mais com o exemplo vindo das eleições nos EUA, a fraude eleitoral virou uma alternativa ímpar e concretíssima para essa turma

  2. Parabéns Guzzo, você sempre nos oferecendo vasta informação que nos faltava conhecer de toda a extensão dos malfeitores que hoje se encontram em 3 importantes poderes, Legislativo, Judiciário e Imprensa.
    Imprensa logicamente não bolsonarista e conservadora, mas aquela que se destaca no Estadão em seus editoriais como o de hoje “Os carnavalescos da CPI”, que para bombardear o governo enaltece Renan, Lewandowsky e condena as milícias digitais bolsonaristas acionadas para “difamar” nas redes sociais os senadores críticos do governo.
    Posso entender que para o Estadão, com este artigo você faz parte dessas milícias?
    Portanto Guzzo, diante de tamanho conluio desses Poderes temo as eleições de 2022 sem que as URNAS ELETRÔNICAS sejam auditáveis, com o VOTO IMPRESSO, que esta sendo atacado até por ex presidente do STF dr. Carlos Velloso, que recentemente escreveu revoltado artigo publicado no Estadão de 23/04 “Urnas eletrônicas, garantia de respeito ao voto do eleitor”, e nele constatamos que não leu a Lei e entende que o VOTO IMPRESSO é levado para casa pelo eleitor para comprovar fidelidade ao malfeitor politico, ou intencionalmente transmite FAKE eleitoral. Prefiro que seja má interpretação da Lei, mas editorial recente do Estadão também tinha a mesma interpretação.
    Caso fosse um cidadão Bolsonarista fazendo uma FAKE sobre as urnas eletrônicas, já estaria sendo investigado no inquérito do fim do mundo do STF?
    Mestre Guzzo, esta atrasada a manifestação da boa imprensa da revista oeste, jovem pan, gazeta do povo e outros idôneos meios, na divulgação do que é o VOTO IMPRESSO, e a necessária aprovação até Set/21 da PEC da deputada Bia Kicis que tramita no Congresso, para ser implantado nas eleições de 2022. VOTO IMPRESSO é a única forma de AUDITAR e se necessário RECONTAR as apurações das urnas eletrônicas.

  3. E uma pena que o pessoal do governo também não é muito inteligente nas defesas ao presidente. Assim, o povo fica sem informação, principalmente sobre a demora no fechamento de contrato com as empresas que produzem vacinas. No caso de Pfizer pouca gente sabe que a vacina depende de refrigeração em baixíssima temperatura. Com isto, se tivesse assinado o contrato antes da existência da vacina e com cláusulas leoninas, o governo teria que comprar (onde) refrigeradores caríssimos e remeter para 5 mil municípios pois eles só existem nas capitais ou em 5 ou 6 grandes cidades. Aliás, nesta semana veio a vacina e o governo só remeteu para as capitais justamente por esta falta de equipamento. Você já sabia disto?

  4. Brilhante artigo. Só esqueceu de dizer que esses fascínoras que vão comandar a CPI, estão ali por absoluta culpa do STF, que enrola para julgar os mal feitos desses elementos, até que ocorra a prescrição dos processos. Com esse Congresso e a atual composição do STF, o Brasil não precisa de inimigos externos.

    1. Desculpe, Marcos de La Penha. A culpa não é só do STF. Não esqueça dos eleitores brasileiros, especialmente os do estado das Alagoas. Compreende-se que há dezenas de anos não conseguem sair da condição de bois de rebanho, dominados por uma quadrilha de políticos, fazendeiros e outros mandões que os mantêm na completa ignorância. Assim, aliam-se a falta de escolaridade adequada, a ignorância política e um atávico costume de submissão. Só sabem votar em quem os patrões mandam. Só isso explica que um sujeito do tipo Renan Calheiros continue na política brasileira, sendo eleito, reeleito e reeleito a cada quatro anos, quando já deveria estar na lata de lixo há bastante tempo. Aliás, não só na lata de lixo, mas na CADEIA também.

      1. Tens absoluta razão Jose Francisco .Se este câncer não fosse eleito pelo povo , não estaria lá, e pior de tudo comandando uma CPI. Velho chavão popular. “Cada povo tem( e elege) o politico que merece. . Pessoas obrigadas , sem noção e com voto de cabresto produzem estas excrescências. Talvez se o voto não fosse obrigatório não passaríamos por isso. Triste.

  5. Indispensável, também, a leitura da entrevista concedida à Revista Isto É por senadora do Ceará, em junho de 2005, e relativa à CPI Mista cuja finalidade foi investigar Crimes de Pedofilia, com a referência a Omar Aziz, à época vice-governador do Amazonas.

    1. Marcelo, nem tudo é culpa do povo. Haja visto que dos 512 deputados federais cerca de apenas 30 foram eleitos com nosso voto. Os demais, foram eleitos com
      com o tal coeficiente eleitoral tal, desconhecido por quase todos os eleitores. Nem sempre são eleitos os que tiveram mais votos. Isso vale para dep. federal, dep. estadual, vereadores. Essa porcaria de sistema eleitoral precisa ser modificado sobre esse e outros aspectos. Mas os vagabundos que lá estão não permitem. Só
      Mesmo na base da força. Com eles não tem diálogo. Espero isso há muitos anos.

      1. O sistema erleitoral pode ser mudado somente pela pressão dos eleitores. Estranho que os eleitores mais esclarecidos nunca fizeram pressão sobre os congressistas para que seja estabelecido o VOTO DISTRITAL. Somente com o voto distrital puro para todas as instâncias do legislativo (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) e também para os cargos executivos, a possibilidade de DESELEIÇÃO poderá o eleitor ter força real sobre todos os políticos. Só assim os eleitores são vistos como os verdadeiros patrões dos políticos e êles passarão a temer a possibilidade de ficarem na rua. Enquanto isso não é estabelecido, paciência. Não adianta reclamar da corrupção dos políticos.

    2. Nem sempre são eleitos os que tiveram mais votos. Isso vale para dep. federal, dep. estadual, vereadores. Essa porcaria de sistema eleitoral precisa ser modificado sobre esse e outros aspectos. Mas os vagabundos que lá estão não permitem. Só
      Mesmo na base da força. Com eles não tem diálogo. Espero isso há muitos anos.

  6. Esta na hora de um General ir no Senado e MANDAR o Presidente desengavetar os processos contra os ministros do STF. ou então aposentar todos eles, porque o mal que eles estão fazendo para o Povo Brasileiro não tem preço

    1. Caro Laudares, percebeu seu ato falho ? Vc. disse: “Esta na hora de um General ir no Senado e MANDAR…ou então aposentar todos eles”. Entendeu agora ? Aposentar canalhas dessa estirpe ? Vc e muitos brasileiros parecem estar adaptados ao estupro.
      A toda hora vemos Juizes “vendedores de Sentença” sendo pegos e “condenados” a uma aposentadoria, A SER PAGA POR NOS, OS CONTRIBUINTES. E vc. com naturalidade propõe estender aos canalhas do Senado ? Eis porque JÁ PASSOU DA HORA de esperar alguma coisa de onde nada existe para ser tirado – o principal já não está mais lá faz tempo. Vivemos num mundo de JUDAS…todos desesperados, em concorrência desvairada, não por vinte dinheiro. Mas, por qualquer dinheiro.
      Tenho resistido à tentação de ler notícias. Mas, descobrir até onde estou -INFELIZMENTE – certo, passou a ser a minha única ocupação que meu estado de saúde me possibilita. Sem dramas: sempre fui um amante da vida e apaixonado pelas emoções que a luta pela sobrevivência implica. Mas, tudo tem limites. Desde pouco tempo e muitas CANALHICES SEM LIMITES, PRATICADAS EM TODOS OS NIVEIS DO ESTADO BRASILEIRO – NUMA ESCROTIDÃO PROPORCIONAL AO CARGO QUE OS FDP EXERCEM – cheguei ao cúmulo de sentir-me protegido pelas doenças muito sérias contra as quais venho lutando há mais de dez anos e, agora, à medida que o caos vai se materializando, estou começando a concluir que esta minha luta – de fato – beneficia esta canalha, já que à medida que prolongo minha existência GERO MAIS IMPOSTOS PARA FINANCIAR a minha própria derrocada e a de todos os brasileiros. A meu favor (talvez se trate de um sofisma alentador que inventei) concluí que 100% dessa ESCÓRIA (FHC à frente) funciona como BACTÉRIAS, estão devorando os “hospedeiros” mas vão para o buraco, LOGO APÓS a última antropofagia.

  7. Só mesmo recorrendo ao 142 para que, as forças armadas, que tem a confiança do povo, restabeleça as LEIS e a ORDEM. Isso implica retirar da vida pública e punir exemplarmente corruptos, ministros do STF que descumpriram a constituição e todos que querem derrubar Bolsonaro que foi eleito democraticamente. Enfim, para darem um basta a estes malandros que tanto nos roubam e que tanto impendem o desenvolvimento do nosso país.

  8. Parabéns e obrigado, Guzzo, por mais um excelente artigo. Realmente é difícil de engolir a CPI, seu objeto declarado, sua composição e todo o aparato midiático que a suporta. Mas depois de ver o STF desrespeitar o juiz, a 2a e a 3a instâncias que julgaram Lula e condenar o juiz, procuradores e policiais federais que compunham a Lava Jato, nada mais nos surpreende, não é?

  9. Será que as forças armadas são essa reserva moral toda e certeza de incorruptibilidade? Claro que nunca se pode generalizar, porém existem militares e militares. Intendência, compras… o ser humano fraco, o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente… No Brasil não se vê a luz no fim do túnel.

  10. Chamar as forças armadas é inócuo sob aspectos políticos e econômicos. Seria um erro monumental e um reforço para a mídia de esquerda. Cada um aqui que comenta tem que fazer sua parte e trabalhar por votos nas próximas eleições. Não dá pra ser indignado com dedinho rápido de tanto teclar comentários nas matérias. Vamos trabalhar pra que essa turma não volte mais.

  11. Guzzo, texto simples, claro, preciso, conciso. Parabéns! Não sei quando, tampouco onde (perdido nas brumas do tempo), soube que as nações tem ciclo histórico com três momentos – sucedendo um ao outro – na sequência DEMOCRACIA (liberdades) – ANARQUIA – DITADURA (liberdade relativa). Qual momento vive o Brasil? Que fazer?

  12. A pergunta que não quer calar: até quando isso? Até quando o STF vai ditar as regras? Até quando a Constituição vai ser desrespeitada na cara de todo mundo? Até quando os Governadores vão ter o poder supremo diante desta pseudo-pandemia? Até quando a China vai entrar aqui comprando terras e industrias?
    E mais, quem é que vai dar um basta nesse cenário revoltante? O presidente parece querer empurrar com a barriga até as eleições. As forças armadas se mostram divididas e pouco convincentes, ou seja, não assustam nem o Paraguai. Estamos fadados ao calabouço vermelho?

  13. Começou a infiltração esquerdista nos comentários da Oeste. Discreta, mas presente. A esquerda se infiltra até no jardim da infância, porque aqui seria diferente?. Haja paciência…

  14. A consequência visível é o STF, mas a CAUSA é a falta de representação real. VOTO DISTRITAL e possibilidade de RECALL (votos negativos podem retirar o deputado ou senador que não corresponder ao seu eleitor, antes do prazo final previsto).

  15. Perfeito, como sempre o comentário de J.R.Guzzo. O povo na rua deu a sua “autorização” ao PR no dia 1o. de Maio. Vejamos se o STF terá a assepsia que todos pedem. Dividindo os membros apenas entre incompetentes e safados, teríamos uns 7 ou 8 para retirar. E os argumentos eles mesmo fornecem, basta ler seus acórdãos, suas entrevistas, suas decisões monocráticas. E são muitas, basta pegar os pedidos de impeachment pendentes ou arquivados pelo Senador Alcolumbre e pronto. Em consequência o Legislativo também irá entrar nos eixos, rapidinho.

  16. Mestre Guzzo muito obrigado por escrever aquilo que infelizmente penso mas não tenho como fazê-lo. Esses membros do nosso país do “faz de contas” não apenas vão na contramão da democracia, da seriedade, da honestidade e ou retidão, eles querem nos mostrar o quão sujos são e como são capazes de vilipendiar em cima de nós cidadãos. Fizeram uma verdadeira quadrilha para fiscalizar, ajuizar, e punir o governo federal, já estando com suas teses preconcebidas. Tenho nojo dessa classe, perdi meu orgulho de ser brasileiro e vislumbro um futuro tenebroso para nossa nação. Ou o Presidente acaba com esses ratos ou eles acabarão com o Presidente e com a nossa nação!

  17. Incrível como o equilibrio acabou neste país … um jornalista respeitado bajula um ex-presidiário em nome da correção da justiça, outro conceituado defende ardentemente um governo atabalhoado e um presidente que mais parece dono de botequim que decidiu que sabe como vai curar a população de um país, expondo todo mundo à um virus novo e que tá todo mundo apanhando pra entender … e justificando este incompetência porque temos um STF realmente ruim e que o próprio presidente contribui com a lambança escalando pro time um “cumpre tarefas” … e assim o país vai tropeçando de buraco em buraco. O buraco que eu fiz não tem problema, porque tem aquele outro ali que não fui eu que fiz … e como todo mundo tá fazendo buracos, então tudo bem … agora uma revista pra se dizer independente acha que precisa dizer tudo ao contrário do que um veículo grande falou … surreal ….

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