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Carta ao Leitor

O espetáculo do horror da CPI da Covid, o sequestro da bandeira ambiental pela esquerda e as áreas preservadas no interior das propriedades rurais brasileiras

Tom Jobim constatou que “o Brasil não é para principiantes”. A descoberta é agravada pela suspeita de que nem especialistas em assuntos brasileiros conseguem decifrar o país. Como levar a sério, por exemplo, uma CPI do Senado presidida por Omar Aziz e conduzida pelo relator Renan Calheiros, ambos protagonistas de casos de polícia? Ou qualificar de fracassada uma campanha de vacinação que aplicou quase 70 milhões de doses em menos de três meses? Ou, ainda, acreditar que o principal candidato da oposição é um corrupto condenado duas vezes, uma delas em terceira e última instância? “Só no Brasil”, como resume o título do artigo de J. R. Guzzo.

Também é só no Brasil que qualquer notícia positiva inclui um “mas” que introduz uma ressalva destinada a piorar o fato que realmente importa. “Sob Bolsonaro, crime cai e emprego cresce, mas área social piora”, noticiou um dos três principais jornais no começo de 2020. “PIB cresce 0,4% e surpreende, mas retomada é lenta”, avisou o segundo em agosto. Na semana passada, os “vigaristas da adversativa”, na definição de Augusto Nunes, entraram novamente em ação nas primeiras páginas para impedir que os leitores se animassem com a recuperação econômica. “PIB cresce mais que esperado, mas desemprego ainda resiste”, disse o terceiro.

Não é só no Brasil, contudo, que a bandeira ambiental foi sequestrada pela esquerda, informa a reportagem de capa desta edição, escrita pela jornalista Ana Brambilla. Quem conhece a história do Brasil sabe que esse estandarte sempre foi carregado por conservadores. No livro Filosofia Verde, o escritor inglês Roger Scruton, um dos grandes pensadores de direita, responsabiliza cada habitante do planeta pela preservação da natureza, “desde o recolhimento do lixo até o cuidado com outras espécies”.

Entre as desinformações difundidas por uma esquerda carente de causas relevantes figura a fantasia segundo a qual o agronegócio brasileiro é o grande predador ambiental. A farsa é desmontada no artigo de Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial. Ele prova com argumentos consistentes que o produtor rural é quem mais preserva a natureza. Evaristo lembra que “mais de um quarto do território nacional (26,7%) está dedicado a preservar a vegetação nativa no interior dos imóveis rurais”.

Também não é só no Brasil que feministas se recolhem à mudez — “um silêncio ensurdecedor”, afirma Rodrigo Constantino em seu artigo — quando as vítimas do ataque são “conservadoras” ou “de direita”. Na CPI da Covid, o tratamento a mulheres assim definidas por bandos esquerdistas gerou um espetáculo do horror que serviu de inspiração para a crônica “A médica e o monstro”, de Guilherme Fiuza.

Decididamente o Brasil não é para principiantes. Nem para profissionais.

Boa leitura.

Os Editores.

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10 comments

  1. O BRASIL não pode se transformar no Planeta dos Moluscos, onde a mentira, a cobiça, o falso testemunho e outras coisas mais as quais já tivemos oportunidade de testemunhar, são atividades essenciais.

  2. O Brasil não deu certo para os simples pagadores da escorchante carga tributária. A esses só cabe pagar, pagar, e nada receber em troca. O Brasil deu certo, e muito certo, para os políticos, o judiciário e a casta de funcionários públicos, nas três esferas do poder, que só tem direito e nenhum dever.

  3. Preciso ficar mais perto dos conservadores para não me sentir uma tola que enaltece bons costumes e moral sóbria. Já me preocupa meus sentimentos, antes tão calmos e cheio de “todos tem direito a uma opinião”, estarem caminhando para sonhos loucos de esfregar a cara de certas pessoas no chapisco. Eu juro que não era assim. Será que estou sendo doutrinada?

    1. “Para cada ação, existe uma reação de força igual e contrária”. A esquerda nos fustiga com sua hipocrisia abjeta e nossa tendência é reagir contra os absurdos. O que precisamos é não perder de vista nossos princípios e valores que são nossa arma mais poderosa contra a ausência de moral da parte deles.

  4. Lendo comentários Internet brasileira afora, consigo identificar claramente o cidadão honesto pagador de impostos, do cidadão lumper, bom vivand gastador do dinheiro dos avós ou dependente dos pais. Para esses últimos, Renan é um herói e Nise é a “senhora cloro quina”. Um dia a conta chega para eles também.

  5. Continuo muito satisfeita como leitora desta Revista. Os textos que leio, os colunistas que aqui escrevem, são bálsamos para o pensamento e para as emoções que são sempre tão perturbadas pela ação da esquerda.

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