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Anvisa rebate Doria e fala em ‘proteção dos brasileiros’

Governador de SP ameaça aplicar CoronaVac mesmo sem o devido registro
Coronavac está sendo desenvolvida em São Paulo | Foto: Divulgação/Instituto Butantan
Coronavac está sendo desenvolvida em São Paulo | Foto: Divulgação/Instituto Butantan | coronavac X anthony wong - anvisa - China

Governador de SP ameaça aplicar CoronaVac mesmo sem o devido registro

coronavac X anthony wong - anvisa
Coronavac está sendo desenvolvida em São Paulo | Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Uma “nota de esclarecimento” para rebater afirmações feitas pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Assim pode ser definido o teor do comunicado divulgado no fim da tarde desta quinta-feira, 26, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão criticou a possibilidade de o tucano impor a aplicação da CoronaVac mesmo sem a aprovação legal.

Na nota, a Anvisa desmentiu o governador paulista. A agência destacou que eventuais aprovações por parte de instituições internacionais não significam liberação automática no Brasil de um medicamento ou de uma vacina, por exemplo. Conforme Oeste registrou, o órgão destacou outro equívoco por parte de Doria: de que a CoronaVac estaria com testes válidos na Europa e nos Estados Unidos. “A vacina CoronaVac está sendo testada na China, na Turquia, na Indonésia e no Brasil”, pontuou.

“A verdade sobre a Coronavac”

Além disso, a Anvisa divulgou fato que põe em xeque o real estágio da CoronaVac no Brasil. Isso porque a agência garante não ter recebido “nenhuma fase de pesquisa clínica com seres humanos”. Esse trabalho caberia ao Instituto Butantan, órgão vinculado ao governo paulista e responsável por produzir a vacina promovida por Doria em parceria com o laboratório Sinovac Biotech, da China.

Trabalho técnico

A agência listou série de fatores necessários para se aprovar a aplicação de uma vacina no Brasil. Informou realizar trabalho meramente técnico — nesse sentido, podendo futuramente aprovar o registro da CoroVac. Porém, qualquer projeto com falhas de eficácia e que possam “representar risco à população” serão rejeitados. Afinal, a Anvisa destaca trabalhar em prol da “proteção dos brasileiros”.

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