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Cartórios têm aumento de 31% em registros de mortes por doenças cardiovasculares

Por outro lado, mortes por infarto e AVC registraram queda no período analisado
Cartórios registram aumento de 31% em mortes por doenças cardiovasculares durante a pandemia | Foto: Gert Altmann/Pixabay
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Por outro lado, mortes por infarto e AVC registraram queda no período analisado

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Cartórios registram aumento de 31% em mortes por doenças cardiovasculares durante a pandemia | Foto: Gert Altmann/Pixabay

Os cartórios brasileiros registraram um aumento de 31% no número de mortes por doenças cardiovasculares no país em meio à pandemia de covid-19.

Os dados são do novo painel do Portal da Transparência do Registro Civil, divulgados nesta sexta-feira.

O aumento foi registrado no período de 16 de março a 31 de maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, explica que é possível que haja casos de covid-19 dentro desses números.

“Sabe-se hoje que o coronavírus tem relação direta com problemas cardíacos. Porém, há outros motivos que podem explicar também essa alta, como o envelhecimento da população, fatores de risco impostos pela pandemia como estresse e tabagismo, e o receio de ir ao hospital quando aparecem sintomas de doenças cardíacas, por medo de contrair coronavírus”, afirma Queiroga.

Estados mais afetados

Entre os Estados que mais contabilizaram aumento no número de mortes por doenças cardiovasculares no período analisado está o Amazonas (com aumento de 94%) seguido por Pernambuco (85%) e São Paulo (70%).

Epidemiologista da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Fernando Bellíssimo Rodrigues, observa que alguns desses locais sofreram com a sobrecarga do sistema de saúde.

AVC e infarto

Na contramão de outras doenças cardíacas, mortes por infarto e AVC registraram queda no período analisado, de 14% e 5%, respectivamente.

Queiroga explica que provavelmente há um problema de registro dessas mortes. “É provável que esses números estejam escondidos em diagnósticos incorretos de óbitos em domicílios, que tiveram aumento”, afirma.

Os cartórios registraram também alta de mortes por causa indeterminada em meio à pandemia.

O cardiologista da Unicamp, Andrei Sposito enxerga outro problema de notificação neste ponto.

“As pessoas que morrem de covid-19 são as mesmas pessoas que têm doença cardiovasculares como infarto e AVC: são as mais vulneráveis. Elas podem ter tido o diagnóstico de coronavírus e não da doença cardiovascular – chamamos isso de competição de risco. É possível também que pela gravidade da manifestação e pelo medo de ir ao hospital, elas estejam morrendo em casa”, diz o especialista.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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