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Hidroxicloroquina: Entidade defende autonomia de médicos

Associação alerta para legado sombrio, caso os profissionais sejam proibidos de prescreverem o remédio: "Isso é um crime contra os pacientes"

Associação alerta para legado sombrio, caso os profissionais sejam proibidos de prescreverem o remédio: “Isso é um crime contra os pacientes”

hidroxicloroquina
Pacientes com a covid-19 ouvidos por Oeste confirmam que melhoraram depois de usar a hidroxicloroquina
Foto: MARCELO CASAL/AGÊNCIA BRASIL

A Associação Médica Brasileira (AMB) defendeu ontem a autonomia de profissionais da saúde para receitarem, ou não, a hidroxicloroquina a pacientes com covid-19. Em nota, a entidade enxerga motivação política nas críticas ao medicamento. Além disso, menciona o “legado sombrio para a medicina brasileira, caso a autonomia do médico seja restringida, como querem os que pregam a proibição” do remédio. Conforme a AMB, é importante lembrar que o uso off label (não previsto na bula) de medicamentos é consagrado na medicina, desde que haja clara concordância do paciente.

Leia também: “A solução que venceu a ideologia”, reportagem publicada na edição n° 3 de Oeste

Ainda segundo a entidade, é bastante provável que se chegue ao final da pandemia sem evidências consistentes sobre tratamentos. Mas muitos sairão apequenados, principalmente médicos e entidades médicas, que escolherem manipular a ciência para usá-la como arma no campo político-partidário. “Não podemos permitir que ideologias e vaidades, alimentadas por holofotes, nos façam regredir em práticas já tão respeitadas. Não se pode clamar por ciência e adotar posicionamentos embasados em ideologia ou partidarismo. Isso é um crime contra a medicina e contra os pacientes”, conclui.

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