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Covid-19: homem é contaminado após receber doses da vacina da Pfizer

Caso ocorreu em Israel; infectado é rabino e tem 83 anos de idade
O rabino Yisrael Meir Lau : infectado mesmo após vacinação contra o novo coronavírus
O rabino Yisrael Meir Lau : infectado mesmo após vacinação contra o novo coronavírus | Foto: Reprodução/YouTube

O ex-rabino-chefe de Tel Aviv, segunda maior cidade de Israel, Yisrael Meir Lau entrou neste fim de semana para as estatísticas de infectados pelo novo coronavírus. Detalhe: o líder religioso recebeu duas doses da vacina produzida pela Pfizer e que há semanas é aplicada em solo israelense. O país tem o maior número per capita de vacinados do mundo

Leia mais: “Sputnik V: farmacêutica pede uso emergencial de vacina russa à Anvisa”

A contaminação de Meir Lau foi anunciada no Twitter por um de seus netos. Segundo a postagem, o rabino contraiu a covid-19 a partir da esposa, que teve contato com uma pessoa anteriormente exposta ao vírus. A infecção de Meir Lau após a aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer foi confirmada pelos sites dos jornais locais The Times of Israel e The Jerusarem Post.

De acordo com as informações divulgadas por seu neto, o rabino não apresenta sintomas, “sente-se excelente” e começou a cumprir isolamento social em casa. O ministro da Imigração de Israel, Zeev Elkin desejou melhoras ao líder religioso. “Recuperação completa para o rabino”, escreveu o aliado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Imunidade após vacinação

Especialistas explicam que depois de tomar uma vacina — seja contra a covid-19 ou qualquer outra doença —, a pessoa precisa aguardar algumas semanas para que o corpo possa produzir a resposta imune capaz de protegê-la contra o vírus. Não há informação sobre quanto tempo depois da aplicação da segunda dose do imunizante da Pfizer, Meir Lau foi contaminado.

É possível que, devido ao curto intervalo de tempo, o sistema imunológico do rabino ainda não tenha fornecido a imunidade necessária para evitar a contaminação. Segundo a médica infectologista e mestre em Ciências pela Unifesp Patrícia Rady Muller, depende da vacina que será aplicada mas, em média, demora de três a quatro semanas para o organismo desenvolver a imunidade, tanto por meio de anticorpos quanto a resposta celular.

Além disso, os testes da vacina da Pfizer mostraram que a eficácia de 95% do produto é atingida depois da segunda injeção, aplicada após 21 dias da primeira dose. Ou seja, ainda há 5% de chance de infecção mesmo depois das duas aplicações.

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Promotor da campanha de imunização

Yisrael Meir Lau foi um dos promotores da vacinação no início da campanha. O The Times of Israel lembra que ele tomou a primeira dose do imunizante logo no primeiro dia de vacinação do país e incentivou toda a população a fazer o mesmo. “Você não deve ter medo”, afirmou na ocasião. “A vacinação é uma obrigação para todos nós”, complementou o rabino.

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