Com plano audacioso, Santa Catarina deve pôr fim ao confinamento radical

Informa o governo do Estado que o objetivo é promover a convivência dos catarinenses com a pandemia de coronavírus
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Florianópolis - Governador Moisés e da vice Daniela Reinehr tomam posse na Alesc.
Florianópolis - Governador Moisés e da vice Daniela Reinehr tomam posse na Alesc.

Informa o governo do Estado que o objetivo é promover a convivência dos catarinenses com a pandemia de coronavírus

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), anunciou ontem um plano estratégico para retomar a atividade produtiva do Estado. A decisão segue a linha proposta pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que defende o confinamento vertical, restrito ao grupo de risco, composto de pessoas com mais de 60 anos.

Conforme o documento, o objetivo da proposta é a convivência dos catarinenses com a pandemia de coronavírus, conciliando as vertentes do convívio social, da preservação da vida das pessoas e da atividade econômica.

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Entre as medidas consta a volta do funcionamento de shoppings centers, agências bancárias, lotéricas, restaurantes, bares e academias. No entanto, para evitar aglomerações, será determinado um limite de 50% da capacidade desses estabelecimentos.

Preocupado com a saúde dos idosos e das pessoas com morbidade, o governo informou que os trabalhadores do comércio continuam afastados, porém não terão descontos nos salários. Empregados do setor administrativo permanecem em regime de home office.

O transporte público também retoma as atividades, mas os veículos serão limitados a 50% dos assentos. Itinerários interestaduais permanecem parados. Voltam parcialmente as atividades do setor hoteleiro, da construção civil, os escritórios de prestação de serviços, os centros de distribuição e depósitos.

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A medida pode parecer loucura para alguns, mas é necessária para a retomada do desenvolvimento econômico. Segundo o governo federal, a União não conseguirá bancar por muito tempo a quarentena radical. “A gente consegue aguentar dois, três meses, com o plano que está aí”, afirmou o presidente Bolsonaro numa entrevista. “Não sei a quanto vai chegar a nossa despesa. Talvez centenas de bilhões de reais. Tem que voltar quase tudo (setores da economia)”.

Recentemente, vários governadores brasileiros decretaram medidas cada vez mais restritivas para combater o coronavírus, como o fechamento de shoppings centers e do comércio em geral. É interessante lembrar, contudo, que cedo ou tarde alguém terá de pagar essa conta. “O Estado não produz riqueza. Quem faz isso são pessoas”, constatou Margaret Thatcher, em 1994.

O governo Bolsonaro vem propondo a quarentena vertical como política de combate ao coronavírus, que é quando a população de risco (idosos, pessoas com problemas respiratórios, entre outros) permanece isolada, enquanto os demais, saudáveis, retomam paulatinamente suas atividades laborais.

“É fazer uma campanha do ‘fique em casa’. Não deixa o vovô sair de casa, deixa em um cantinho. Quando voltar toma banho, lava as mãos, passa álcool na orelha. É isso daí”, propôs Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada nesta semana.

Segundo um levantamento da Universidade Johns Hopkins, a contagem de pacientes curados da covid-19 no mundo passou de 100 mil na segunda-feira, 23. No Brasil, por exemplo, já há quem se encaixe nesse quadro. Portanto, é interessante que o governo permita a essas pessoas, que não contrairão o vírus novamente, que voltem ao trabalho.

Colunista da Oeste, Augusto Nunes escreveu no seu mais recente artigo publicado no R7, que quase todos os governadores parecem achar que os brasileiros moram em mansões habitadas por gente rica. Para vencer a pandemia, portanto, bastaria trancar-se em casa e esperar que o inimigo voltasse para a China.

Isso, é claro, não vai acontecer.

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2 comentários Ver comentários

  1. É um escarnio com o trabalhador, liberar o comercio e continuar com a proibiçāo de onibus……como chegar ao trabalho,UBER,VANS,TAXI com capacidade reduzida, quem vai pagar? O pobre trabalhador mal tem para o transporte coletivo

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