Réu da máfia da merenda é contratado por Doria por R$ 24 milhões

JV Alimentos foi uma das empresas vencedoras da licitação da Secretaria de Desenvolvimento Social de SP para fornecimento de cestas básicas durante a pandemia de coronavírus.
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Doria: contrato de R$ 24 milhões com empresa da máfia da merenda | Foto: Governo do Estado de São Paulo
Doria: contrato de R$ 24 milhões com empresa da máfia da merenda | Foto: Governo do Estado de São Paulo

JV Alimentos foi uma das empresas vencedoras da licitação da Secretaria de Desenvolvimento Social de SP para fornecimento de cestas básicas durante a pandemia de coronavírus

Doria: contrato de R$ 24 milhões com empresa da máfia da merenda | Foto: Governo do Estado de São Paulo
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A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paul, do governo Doria, contratou para fornecer cestas básicas durante a pandemia de coronavírus a JV Alimentos. Tudo estaria normal se a vencedora da licitação já não tivesse sido condenada como integrante da máfia da merenda, em 2015.

O governo comprou R$ 110 milhões de alimentos divididos em 30 lotes para a Ação Alimento Solidário. Seis deles ficaram com a JV, que, com seus donos, é ré em processo do Ministério Público Federal. Inclusive, parte dos bens da companhia permanece sob confisco da Justiça Federal, segundo informações da Crusoé.

O esquema de que os proprietários são acusados de participar lesou a cidade de Vinhedo, no interior do Estado, em R$ 8,7 milhões e utilizava verba do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do governo federal.

Nele, nomes de parentes dos acusados eram utilizados para fraudar licitações. Os lotes eram divididos, então, entre os concorrentes. Só a parte da JV ALimentos foi de R$ 3,1 milhões.

Segundo a Controladoria-Geral da União, os sobrepreços médios ficavam em 105% nos contratos, mas em alguns produtos o superfaturamento chegava a 406%.

O dono da JV Alimentos, Pedro Cláudio da Silva, alega inocência: “Vendemos achocolatado em pó por quilo. A CGU pegou o achocolatado no mercado por 400 gramas e comparou. Nunca fomos ouvidos para apresentar nossa defesa na fase de inquérito”.

Mesmo com os bens bloqueados, Silva garante que tem conseguido entregar o que o novo contrato com o governo estadual exige. “Não estamos impedidos pela Justiça de fornecer ao poder público”, conta. “Isso teria acabado com a minha vida.”

A secretaria afirma que a licitação correu de forma legal e que “os contratos firmados estão sendo executados e, conforme previsão contratual, os pagamentos apenas serão efetuados após a efetiva entrega e conferência dos produtos nas quantidades e especificações contratadas”.

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