Sociedade esperta, população estúpida - Revista Oeste

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Sociedade esperta, população estúpida
Os lockdowns deram uma marretada no conhecimento acumulado, que foi substituído pelas ordens burocráticas de um Estado policial
10 jul 2020, 08:31

Vivemos a experiência mais bizarra de estupidez humana da minha vida, e talvez de gerações. Entre os aspectos mais estranhos disso está o fracasso quase universal por parte das pessoas comuns, e até dos ditos “especialistas” (os que o governo emprega, pelo menos), de internalizar qualquer coisa sobre as questões básicas dos vírus que minha mãe compreende, graças à mãe dela, que teve uma formação sólida nesse tema depois da 2ª Guerra Mundial.

Assim, por exemplo, todos os governos estão prontos para impor novos lockdowns caso os dados de infecção tomem a “direção errada”. Seguindo essa teoria, isso deveria ajudar a situação, certo? Como a reimposição das ordens de que as pessoas fiquem em casa ou a exigência de fechamento de academias vão misteriosamente intimidar o vírus a ir embora? “Fuja e se esconda” parece ter substituído qualquer coisa parecida com uma compreensão sofisticada do vírus.

Então decidi baixar Molecular and Cell Biology for Dummies (Biologia celular e molecular para principiantes, em tradução livre) só para checar se estou louco. Fiquei satisfeito ao constatar que o livro diz claramente que existem apenas duas maneiras de derrotar um vírus: imunização natural ou vacinas.

Um vírus é algo a ser combatido por um sistema imunológico por vez

O livro deixou totalmente de fora a opção que quase o mundo todo adotou em março: destruir negócios, forçar as pessoas a se esconder em casa e certificar-se de que ninguém chegue perto de ninguém. O motivo pelo qual o texto deixa isso de fora é que a ideia é essencialmente ridícula, tanto que foi divulgada de início como uma estratégia para preservar vagas em hospitais e apenas posteriormente modificada e transformada no princípio de que a maneira de vencer o vírus é evitar pessoas e usar quase um traje antirradiação.

Segue um trecho:

Durante toda a história registrada, os seres humanos fizeram uma dança mortal com os vírus. Os vírus do sarampo, da varíola, da poliomielite e da gripe mudaram o curso da história humana: o sarampo e a varíola mataram centenas de milhares de indígenas americanos; a poliomielite matou e paralisou pessoas, incluindo o presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt; e na epidemia de gripe de 1918 mais pessoas foram mortas que durante toda a 1ª Guerra Mundial.

Como a maior parte dos vírus ataca humanos, suas únicas defesas são a prevenção e o próprio sistema imunológico. Antibióticos não matam vírus, e cientistas não descobriram muitos medicamentos antivirais eficazes.

Vacinas são pequenas quantidades de vírus ou bactérias injetadas no corpo para educar o sistema imunológico. Elas funcionam aumentando as próprias defesas, de modo que você esteja pronto para combater a bactéria ou o vírus ao primeiro contato, sem que fique doente antes. No entanto, para algumas doenças virais não existem vacinas, e a única opção é esperar desconfortavelmente que seu sistema imunológico vença a batalha.

Um vírus não é um miasma, uma pereba nem uma gosma vermelha, como no livro infantil O Gato de Chapéu. Não existe um caminho para travar, quanto mais vencer, uma guerra nacional contra um vírus. Ele não liga para fronteiras, ordens executivas nem títulos. Um vírus é algo a ser combatido por um sistema imunológico por vez, e nosso corpo evoluiu para poder fazer exatamente isso. As vacinas podem proporcionar uma vantagem ao sistema, por meio de um truque esperto. Mesmo assim, vai sempre haver outro vírus e outra batalha, e é assim faz centenas de milhares de anos.

Em vez de medo, uma calma administração

Se você leu o trecho acima com atenção, sabe mais do que saberia assistindo a cinquenta TED Talks do Bill Gates sobre vírus. Apesar de ter investido centenas de milhões de dólares para improvisar um plano global para combater micróbios, a própria compreensão dele parece não ter ido além de uma teoria de perebas, de fugir e esconder-se.

Existe outro nível de compreensão dos vírus que passou a ser observado nos anos 1950 e depois foi codificado nos 1970. Em muitos casos, nem todos precisam pegá-los para se tornar imunes, e nem todos precisam de vacina, se ela existir. A imunidade é obtida quando certa porcentagem da população contraiu alguma forma do vírus, com ou sem sintomas, e então o vírus efetivamente morre.

Isso tem implicações importantes porque significa que grupos mais vulneráveis podem se isolar pelos dias ativos do vírus e voltar à vida normal quando a “imunização coletiva” for realizada, com a infecção dentro de alguma parte da população não vulnerável. É por isso que todo conselho médico para os idosos tem sido evitar grandes aglomerações durante a temporada de gripe e é por isso que pegar e se recuperar para grupos não vulneráveis é uma coisa boa.

O que você obtém desse conselho sobre vírus não é medo, mas calma administração. Essa sabedoria — não ignorância, mas sabedoria — estava por trás da abordagem de “não causar dano” para a epidemia de poliomielite de 1949-52, a gripe asiática 1957-58 e a gripe de Hong Kong de 1968-69. Donald Henderson resumiu essa velha sabedoria lindamente: “Comunidades confrontadas com epidemias ou outros eventos adversos reagem melhor e com menos ansiedade quando o funcionamento social normal da comunidade é menos perturbado”.

“Só se aglomere se for para protestar contra o Trump!”

E foi o que fizemos pelos cem anos depois da catastrófica gripe espanhola de 1918. Nunca mais tentamos fechamentos nem lockdowns amplos exatamente porque eles deram errado nos poucos lugares onde foram aplicados.

A teoria das perebas tentou fazer um retorno com a gripe suína de 2009 (H1N1), mas o mundo estava ocupado demais lidando com a crise financeira; então a estratégia do pós-guerra de controle e mitigação do vírus prevaleceu mais uma vez, por sorte. Mas a tempestade perfeita veio em 2020, e uma nova geração de mitigadores de vírus teve sua chance de realizar um grande experimento social baseado em previsão e modelagem de computador.

De repente, temos esse novo vocabulário enfiado garganta abaixo, e todos temos de obedecer a exortações estranhamente arbitrárias. “Fique em casa! Não, espere, não entre!”, “Cuide-se, mas feche as academias!”, “Fuja do vírus, mas não viaje!”, “Não use máscara, espere, use máscara, sim!” (Agora podemos acrescentar: “Só se aglomere se for para protestar contra o Trump!”)

As pessoas começaram a acreditar em coisas loucas, como se fôssemos camponeses medievais. Por exemplo: se houver um grupo de pessoas ou se você ficar perto demais de alguém, o vírus malvado vai espontaneamente aparecer, e você será infectado. Ou que você pode ser um superespalhador secreto, mesmo que não tenha sintomas, e também que pode pegar o vírus encostando em quase qualquer coisa.

Em fevereiro parecíamos espertos. De repente, a estupidez tomou conta

Meu Deus, a quantidade de bobagens não científicas que foram espalhadas nesses três meses terríveis é espantosa. Mas é isso que acontece com qualquer pânico.

Agora, algo tem me incomodado de verdade nesses meses enquanto eu observava o incrível colapso da maior parte das liberdades que há muito menosprezamos. As pessoas foram impedidas de frequentar igrejas e escolas, comércios foram interditados, mercados foram fechados, governadores forçaram pessoas a se abrigar, emitindo ordens não de controle de doenças, mas de bombardeios aéreos, e máscaras se tornaram obrigatórias — tudo isso enquanto cidadãos que sempre pareceram espertos saltitavam ao redor uns dos outros como gafanhotos.

Meu maior choque foi descobrir quanta estupidez existe na população, em especial na classe política.

Peço desculpa pela defesa do uso de termo “estúpido”, mas está tecnicamente correto. Faço uso dele a partir de Albert Camus e de seu brilhante livro A Peste (1947). “Quando estoura uma guerra, as pessoas dizem: ‘Não vai durar muito, seria idiota’. E sem dúvida uma guerra é uma tolice, o que não a impede de durar. A tolice insiste sempre.”

É verdade.

Em fevereiro ainda parecíamos espertos. Tínhamos uma tecnologia incrível, filmes on demand, um smartphone no bolso para nos comunicar com quem desejássemos e revelar todo o conhecimento do mundo. Havia paz, mais ou menos. Havia prosperidade. Havia progresso. Nossos sistemas de saúde funcionavam. Parece que, apenas alguns meses atrás, estava tudo funcionando. Parecíamos inteligentes. Até, de repente, a estupidez tomar conta, ou é o que parece.

É um erro creditar as conquistas civilizacionais à inteligência individual ou à ação de bons governos

Na verdade, não éramos inteligentes como indivíduos. Nossos políticos eram burros como sempre, e uma ignorância em massa permeava a população — como sempre foi. O que era esperto em fevereiro era a sociedade e os processos que faziam a sociedade funcionar do bom e velho jeito.

“Por favor, explique.”

Farei isso.

Vamos considerar as análises sociais do economista e filósofo austríaco Friedrich August von Hayek (1899-1992). Seu tema principal é que o funcionamento da ordem social requer conhecimento e inteligência, mas nada desse conhecimento essencial subsiste dentro de qualquer mente individual, quanto mais de um líder político. O conhecimento e a inteligência necessários para que a sociedade se desenvolva estão, na verdade, descentralizados pela sociedade e se tornam inseridos e exemplificados em instituições e processos que gradualmente evoluem a partir de escolhas e ações livres de indivíduos.

Quais são essas instituições? Preços de mercado, cadeias de abastecimento, observações que fazemos de escolhas bem-sucedidas ou não de outros que nos dão informações para nossos hábitos e movimentos, nossas maneiras e convenções morais que funcionam como sinais sociais, taxas de juros que cuidadosamente coordenam o fluxo de dinheiro com nossas preferências temporais e tolerância a risco, e até à moral que governa nosso tratamento uns dos outros. Tudo isso se junta para criar uma forma de inteligência social que reside não em mentes, mas no próprio processo de evolução social.

O problema é que uma sociedade em bom funcionamento pode criar uma ilusão de que tudo acontece não por causa do processo, mas porque somos tão espertos ou talvez tenhamos líderes sábios com um bom plano. Parece ser assim; caso contrário, de que outra maneira teríamos nos tornado tão bons no que fazemos? O argumento principal de Hayek é que é um erro creditar à inteligência ou ao conhecimento individual, quanto mais a bons governos com líderes brilhantes, as conquistas civilizacionais; em vez disso, o verdadeiro crédito pertence a instituições e processos que ninguém em especial controla.

O que emergiu para assumir o lugar do conhecimento acumulado? A ignorância disseminada

“Para entender nossa civilização”, diz Hayek, “é preciso compreender que a ordem expandida resultou não da concepção ou intenção humanas, e sim espontaneamente: ela surgiu de maneira não intencional, conformando-se com certas práticas tradicionais e em grande parte morais, muitas delas de que os homens tendem a desgostar, cuja importância eles em geral não conseguem entender, cuja validade não podem provar, e que mesmo assim se espalharam bem rapidamente por meio de uma seleção evolutiva — o aumento comparativo da população e da riqueza — daqueles grupos que por acaso as seguiram.”

Os lockdowns deram uma marretada nesses processos, práticas e instituições. Eles os substituíram, quase do dia para a noite, por novas ordens burocráticas, de um Estado policial, que nos arrebanhou em casa e atribuiu arbitrariamente novas categorias designadas: procedimentos médicos opcionais versus não opcionais, serviços essenciais versus não essenciais, formas de associação admissíveis versus inadmissíveis, a ponto de medir o distanciamento que precisamos guardar uns dos outros. E, de uma hora para a outra, por ordem executiva, muitas das instituições e dos processos foram destruídos sob a bota da classe política.

O que emergiu para assumir seu lugar? É triste dizer, mas a resposta é a ignorância disseminada. Apesar de todo o conhecimento do mundo em nossos bolsos, vasto número de políticos e pessoas comuns regrediu a uma cognição pré-moderna de doença. As pessoas fizeram isso por medo e se tornaram súbita e estranhamente dóceis aos desígnios políticos. Tenho amigos que me contaram que são culpados disso lá atrás, acreditando que a morte em massa era iminente, então a única coisa a fazer era abrigar-se num lugar e obedecer aos éditos.

A aparente inteligência que tínhamos ainda em fevereiro de repente pareceu se dissolver. Uma forma melhor de entender isso é que todas as nossas instituições e práticas mais inteligentes foram destruídas, deixando apenas a completa idiotice em seu lugar.

A verdade é que nós, como indivíduos, provavelmente não somos muito mais espertos que nossos antepassados; a razão por que fizemos tanto progresso é a crescente sofisticação das ordens expandidas de Haeyk de associação, sinalização, acúmulo de capital e conhecimento tecnológico, e nada disso se deve a líderes sábios no governo e na indústria. É atribuível à sabedoria das instituições que construímos gradualmente ao longo das décadas, dos séculos e dos milênios.

Se tirarmos isso, vamos revelar aquilo que não queremos de fato ver.

Olhando em retrospecto, fico muito impressionado com o conhecimento e a percepção que a geração do pós-guerra tinha sobre mitigação de doenças. Isso foi ensinado nas escolas, passado por várias gerações e praticado no jornalismo e em questões de interesse público. Foi esperto. Alguma coisa aconteceu no século 21 que causou uma espécie de ruptura nessa cadeia de conhecimento médico, e, assim, sociedades ao redor do mundo se tornaram vulneráveis à presença de um novo vírus para ser  governadas por charlatães, embusteiros, polemistas de mídia e aspirantes a ditador.

Com o lockdown finalmente sendo flexibilizado, vamos ver o retorno do que parecem ser sociedades inteligentes, e a perda gradual de influência da estupidez. Mas não nos enganemos. Pode ser que não tenhamos aprendido nada com o fiasco que se descortinou diante de nossos olhos. Se as economias forem restauradas, finalmente, a suas versões anteriores, não vai ser porque nossos líderes de alguma forma derrotaram o vírus. O vírus foi mais esperto que todo mundo. O que vai consertar o que a classe política quebrou é a volta da liberdade para juntar as instituições e os processos que criaram a ordem expandida que faz com que todos nós nos sintamos mais inteligentes do que de fato somos.


Jeffrey Tucker é economista norte-americano, defensor da Escola Austríaca e do libertarianismo, associado do Action Institute e autor do livro Coletivismo de Direita (2017), publicado no Brasil pela LVM Editora.

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21 Comentários

  1. Sinto-me em plena era da inquisição. Tento “convencer” meus amigos que o lockdown é inócuo e que as máscaras são marcações bovinas, mas não consigo. Sou vencido pelos gritos:”fique em casa”! Não concordam, me ignoram e me isolam, como se o que digo é insensato ou delirante. Pobre país, pobre povo, adeus bom senso..

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    • Medo, palavrinha mágica que a mídia mancomunada com políticos conseguiu incutir na cabecinha dos bobos e provocar uma depressão mundial em pleno séc XXI

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      • Quando essa doideira começou, meu marido, eu, do grupo de risco, nos reunimos com filha, netos e genro e decidimos que iríamos viver. Com cuidados, e agora máscara só perto de outras pessoas, estamos bem, mas conscientes de que podemos pegar. Não porque não seguimos as instruções e sim, porque é um virus.

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    • O mesmo acontece comigo. Que dureza!

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  2. É, Caro Alexandre. Console-se comigo. No meu caso, tenho a “desvantagem” segundo meus amigos e parentes de pertencer aos chamados grupos de risco – para mim, apenas vulnerável, porque tenho 76 anos – e, segundo eles, se o corona me pegar, não terei chances (?). Depois de tentar argumentar, inclusive, contei-lhes que já vivi duas pandemias (a gripe asiática e uma outra que não lembrei o nome nem dois dias depois do fim dela), e que morreram muito mais pessoas do que agora. Meu avô, um ótimo médico e único num raio de 20 km em torno de nossa cidade, apenas nos disse para ter dois ou três cuidados. Nada demais, tanto que só lembro de um, não usar copos nem talheres na escola, porque poderiam ter sido usados por professores. Esse foi o que me pareceu o pior (eu tinha 13 anos, acho). Morávamos numa chácara, eu e mais cinco irmãos, com meu pai, mãe e mais 14 tios e tias, alguns eram casados e uma penca de primos. Ninguém teve nenhum sintoma. E eu me lembro que um colega da escola e dois vizinhos adultos, não muito próximos de nós, morreram e foi tudo daquela pandemia da gripe asiática (aliás, de onde vem a imensa maioria delas todas. Naquela época meu avô já dizia que essa origem tinha a ver com hábitos alimentares dos povos de lá. Pois saiba meu caro, que eu fui e tenho sido taxado de velho relapso e “kamikaze”, apenas por ir a um mercado ao lado da minha casa e todo paramentado, como um astronauta (claro para não torrarem a minha paciência). Ninguém se toca de que a imensa maioria não tem como sobreviver se parar de trabalhar. Isso que estamos chamando de estupidez me parece ser UM PRETEXTO (CRIADO) PARA NEUTRALIZAR O POVO, TIRANDO-O DA CENA POLÍTICA MUNDIAL, enquanto mentes psicopatas conspiram contra as liberdades individuais e nacionais soberanas e seus vassalos políticos aproveitam para executar suas tenebrosas transações, neste período de abstinência forçada pelo novo Presidente.

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    • Obrigada pelo seu depoimento!
      A outra recomendação do seu avô, certamente, era “lave as mãos frequentemente”. Simples assim.

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    • É verdade eu peguei a gripe asiática. Lembro bem . E sobrevivi, graças a Deus. Mas, era só uma gripe muito forte, aliás.

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  3. Tenho horror, nojo, raiva, verdadeira ojeriza do “fique em casa”!

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    • Eu também, Altair. Fico irritada com esse “fique em casa”.

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  4. lockdown é de uma estupidez sem precedentes!

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  5. Muito bom artigo. Profere várias frases semelhantes às que estão entaladas em minha garganta. O medo corta o raciocínio lógico do ser humano, que prefere se encastelar em casa até que a próxima crise esteja perfeitamente gestada e, dessa, menos pessoas escaparão.

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  6. Texto repleto de informação, sensatez, sabedoria e lógica argumentativa – tudo o que não se viu nem se vê nesses poucos meses nos quais o bom senso e a razão foram sequestrados em nome de interesses políticos cultivados em cima da ignorância e do medo mais primitivo, que sabidamente levam ao pânico, cujo efeito de manada passa por cima de quem se colocar na frente.

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  7. “Sem fé não existe manipulação, sem manipulação não existe medo e sem medo não existe poder “. Poder ditatorial, bem entendido.

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  8. É verdade, Jeffrey. Paira sobre a humanidade uma estupidez sem precedentes. Perdemos a inteligência e não sentimos a menor falta. Me impressiona a subserviência da maioria ao controle estatal. Parecemos prontos a acatar pacificamente as ordens de um governo global. Bem vindo ao comunismo…

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  9. Um excelente artigo que, finalmente, me fez ver a razão pela qual adotamos uma medida sanitária da idade média, bem como, porque estamos vendo que a maioria da pessoas não se manifesta contra o Estado de Exceção Jurídico que está se estabelecendo no país. A explicação através da estrutura de pensamento de Hayek é de fato, perfeita!

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    • Seria muito bom a Oeste permitir disponibilizar na integra esse artigo.

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  10. Caro, Tucker! Seus textos me trazem uma sensação de conforto que acredito seja partilhada por outros leitores. Acho uma escrita leve e despretensiosa, mas 100% convincente. Até o mais distraído dos leitores percebe. É como se estivesse passando um ramo bento em nossa fronte e dizendo: “Fica calmo aí, estão te enganando, mas tudo vai passar”.

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  11. Hoje tenho certeza que governantes inescrupulosos no fizeram de idiotas úteis. Hoje somos prisioneiros do medo por eles disseminados com o auxílio da grande mídia igualmente criminosa.

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  12. Finalmente um artigo expondo a verdade sobre o vírus chinês. Queria tê-lo escrito!

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  13. Lavando a alma, lendo seu artigo. Abaixo a estupidez imposta!

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  14. Parabéns pelo artigo Jeffrey. Colocou em palavras quase todos os meus sentimentos e pensamentos sobre o assunto. As explicações do Hayek do funcionamento da sociedade deixam tudo muito claro. Fiquei tão decepcionado com as pessoas próximas as quais tinha muita consideração e julgava inteligentes e merecedoras do meu respeito por verificar a total incapacidade delas em perceber a realidade. O medo as transformou em seres incapazes de executar um raciocínio lógico. Passaram a encarar os demais seres humanos como uma ameaça a si mesmos e seus familiares mais próximos sem perceber que seus familiares mais próximos poderiam ser a própria ameaça. Eram incapazes de ter essa percepção. O hábito de receber informação ( de fato desinformação) através das mídias tradicionais se transformou em veneno letal. Percebi a imensa estupidez dos seres humanos e sua predisposição a obedecer ordens por mais estupidas que possam ser. Deixou em mim um sentimento de desconforto e uma tristeza bem grande. A percepção da capacidade de manipulação da sociedade por uma elite mundial organizada para destruição dos valores da sociedade ocidental para a criação de um Império global e a anuência bovina da maioria é assustadora.

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