Após ‘limpeza’, usuários do Twitter relatam ter começado a recuperar seguidores

Dezenas de contas sofreram queda expressiva no número de seguidores nos últimos dias; YouTube apaga vídeo de Guilherme Fiuza
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Usuários do Twitter denunciaram suposta perseguição política contra perfis conservadores; plataforma nega
Usuários do Twitter denunciaram suposta perseguição política contra perfis conservadores; plataforma nega | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um dia depois de dezenas de usuários do Twitter terem sofrido uma queda expressiva e abrupta no número de seguidores de seus perfis pessoais na plataforma, começam a aparecer relatos de que a situação estaria se normalizando. Como Oeste noticiou na segunda-feira 14, o problema foi detectado, em sua grande maioria, em contas de cidadãos politicamente identificados com a direita no espectro ideológico. Entre os usuários prejudicados, estão jornalistas, políticos, professores, cineastas, influenciadores digitais e anônimos.

Nesta terça-feira, 15, alguns dos usuários que perceberam queda brusca de interações em seus perfis informaram que começaram a recuperar parte dos seguidores perdidos. A procuradora e professora de Processo Penal Thaméa Danelon, ex-integrante da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, recuperou cerca de mil dos 3 mil seguidores desaparecidos no dia anterior. “Alguém sabe o que aconteceu?”, indagou.

O cineasta Josias Teófilo, diretor do documentário “O Jardim das Aflições”, sobre Olavo de Carvalho, ironizou o reaparecimento de 3,5 mil seguidores de sua conta — ele havia perdido 5 mil.

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que havia perdido 10 mil seguidores, anunciou ter recuperado 25% do prejuízo (2,5 mil).

Em nota encaminhada a Oeste, o Twitter afirmou que “regularmente solicita que contas com comportamentos suspeitos em todo o mundo confirmem detalhes como senha ou número de celular, comprovando que existe uma pessoa por trás delas”. Segundo a empresa, o objetivo da medida é “proteger a integridade e a legitimidade de conversas em seu serviço”.

Leia mais: “#TwitterCensura: perfis conservadores denunciam ‘sumiço’ repentino de seguidores”

“Até que cumpram essa etapa de confirmação, as contas ficam temporariamente desabilitadas, com funcionalidades limitadas, e deixam de entrar no cálculo para contagem de seguidores. Isso significa que esse número pode oscilar quando fazemos essas checagens regulares globalmente”, justificou a plataforma.

Entre as hashtags mais utilizadas por usuários que se autodeclaram conservadores e se sentiram prejudicados com o “sumiço” de seguidores, estão #TwitterCensura — que chegou a ficar entre os três assuntos mais comentados do Twitter no Brasil — e #RedBird (“pássaro vermelho”), em contraponto ao tradicional símbolo do pássaro azul utilizado pela plataforma.

YouTube apaga vídeo

Em meio à controvérsia nas redes em torno de uma suposta interferência política do Twitter, outra plataforma digital de grande alcance foi alvo de críticas. O YouTube também informou os usuários que os números de inscritos em alguns canais sofreria redução nos próximos dias. A alegação é semelhante à adotada pelo Twitter: suspender contas falsas, bots (os chamados “robôs”) e perfis considerados suspeitos de práticas como propagação de fake news e spam.

“Nos próximos dias, sua contagem de inscritos poderá diminuir. Isso acontecerá porque estamos removendo contas de inscrito spam do seu canal”, anunciou a empresa em comunicado enviado diretamente aos usuários.

Leia também: “Os novos senhores do mundo”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 43 da Revista Oeste

O colunista de Oeste Guilherme Fiuza denunciou, por meio do Twitter, que teve seu canal censurado no YouTube após criticar o chamado “passaporte sanitário” aprovado pelo Senado e que será analisado pela Câmara dos Deputados.

Liberdade ameaçada

Apesar de negarem qualquer tentativa de censura, os gigantes das redes sociais parecem estar na berlinda, cada vez mais questionados diante de respostas evasivas que não convencem grande parte dos próprios usuários das plataformas digitais.

Ao comentar o episódio do “sumiço” de seguidores no Twitter, o cientista político e professor do Insper Fernando Schüler chamou atenção para a ameaça à liberdade de expressão nas redes.

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1 comentário

  1. Canais como Hipócritas e Gustavo Gayer eu passei a assistir na COS.TV. Sei que o YouTube é um gigante, mas se as pessoas começarem a usar outras plataformas para ver os vídeos, logo vai impactar. Já uso mais o Telegram do que o WhatsApp, por exemplo. Concorrência é bem vinda, menos para os gananciosos.

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