Austrália processa o Facebook por falsos anúncios com celebridades

Grupo Meta é acusado de permitir que anúncios segmentassem usuários com falsos endossos de personalidades australianas
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Facebook enfrenta contestação ética sobre anúncios na Austrália
Facebook enfrenta contestação ética sobre anúncios na Austrália | Foto: Reprodução/Flickr

O governo da Austrália anunciou nesta sexta-feira, 18, uma ação na Justiça do país contra a Meta, empresa controladora do Facebook, em razão de anúncios fraudulentos.

Segundo a Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores, a gigante da tecnologia se envolveu em “conduta falsa ou enganosa” ao permitir que anúncios segmentassem usuários com falsos endossos de celebridades.

As autoridades australianas alegam que os anúncios em questão usaram os algoritmos do Facebook para segmentar usuários suscetíveis e apresentaram citações falsas de celebridades australianas. As identidades usadas sem permissão incluem apresentadores de TV e políticos locais.

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No mês passado, o bilionário empresário australiano Andrew Forrest abriu um processo criminal contra a Meta por causa de anúncios falsos que usavam a sua imagem.

“A essência do nosso caso é que a Meta é responsável por esses anúncios que publica em sua plataforma”, disse o presidente da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores, Rod Sims, em comunicado.

“A Meta deveria estar fazendo mais para detectar e remover anúncios falsos ou enganosos no Facebook, para evitar que os consumidores sejam vítimas de golpistas implacáveis”, acrescentou o representante do órgão australiano.

A Meta não se pronunciou oficialmente sobre o caso e pode enfrentar penalidades financeiras em sua operação no país. O grupo, que também controla Instagram e Whatsapp, faturou US$ 115 bilhões em receita global de publicidade em 2021.

Punição na Europa

Não foi apenas na Austrália que o grupo Meta enfrentou problemas com autoridades durante esta semana. O regulador de dados da Irlanda informou na última terça-feira que está impondo uma multa de US$ 18,7 milhões (quase R$ 100 milhões) à empresa norte-americana, depois de uma investigação sobre 12 notificações de violação de dados recebidas em 2018.

O comissário de proteção de dados do país manifestou que descobriu que “a plataforma não conseguiu adotar medidas técnicas e organizacionais apropriadas que permitiriam demonstrar prontamente as medidas de segurança que implementou na prática para proteger os dados dos usuários da União Europeia (UE)”.

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