Cientistas descobrem fósseis de réptil marinho gigante já extinto

O animal viveu há cerca de 200 milhões de anos e pode ter atingido mais de 20 metros de comprimento
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Os vestígios do ictiossauro foram descobertos na Suíça
Os vestígios do ictiossauro foram descobertos na Suíça | Foto: Reprodução/Canva

Foi nos Alpes Suíços que um grupo de cientistas encontrou os fósseis de três répteis marinhos gigantes que viveram na Terra há cerca de 200 milhões de anos. O resultado do trabalho foi publicado nesta quinta-feira, 28, na revista científica Journal of Vertebrate Paleontology.

Os vestígios de um dente, costelas e vértebras apontam para a hipótese de que o animal seja da ordem de répteis dos ictiossauros, um dos maiores animais que já existiram.

“Para nós, o dente é algo particularmente emocionante. Ele é enorme para os padrões dos ictiossauros. A raiz tinha 60 milímetros de diâmetro. O maior ictiossauro com um crânio completo já encontrado tinha 20 milímetros e ele já tinha quase 18 metros de comprimento”, afirmou Martin Sander, professor da Universidade de Bonn, na Alemanha, um dos autores do artigo.

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Essas antigas criaturas podiam atingir mais de 20 metros de comprimento e 80 toneladas de peso, tamanho equiparado ao de uma cachalote, considerada a maior baleia com dentes do mundo. Estima-se que os ictiossauros surgiram no início do Triássico, período de uma maior diversificação da fauna aquática.

O enorme dente, principal objeto de estudo, é o mais espesso já encontrado. O osso gigante, no entanto, marca uma exceção e não caracteriza um estilo de vida necessariamente predatório. Isso porque as outras arcadas dentárias já descobertas são menores, trazendo à tona a hipótese de que muitos ictiossauros poderiam sugar e engolir lulas e peixes de porte reduzido.

“Os predadores marinhos, portanto, provavelmente não podem ficar muito maiores do que uma cachalote, mas talvez haja mais restos de criaturas marinhas gigantes escondidas sob as geleiras”, disse o paleontólogo Martin Sander.

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1 comentário Ver comentários

  1. Medição de tempo por carbono 14 é questionável, principalmente para datas tão longínquas. Por carbono somente tem confiabilidade para datas menos longas.

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