Empresa de Abu Dhabi inicia produção de máquina de água potável

Tecnologia não é inédita, porém é a primeira vez que uma companhia torna as máquinas de água acessíveis ao consumidor final
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A máquina altera a temperatura do ar coletado, até que atinja o ponto de orvalho
A máquina altera a temperatura do ar coletado, até que atinja o ponto de orvalho

Os Emirados Árabes Unidos já são conhecidos por fazer chover no deserto, literalmente. Para tornarem melhor o clima na região — que chega a registrar 52 graus no verão —, aviões “semeiam” cloreto de sódio nas raras nuvens que se formam no Golfo Pérsico, estimulando a precipitação. Agora, o país quer ficar conhecido também por produzir água potável a partir do ar.

Não se trata de um sistema de purificação, mas de extração da água contida na atmosfera. A variação da umidade no deserto é extrema: de 1% no inverno, chega a 90% entre os meses de junho e setembro, diariamente. Em São Paulo, por exemplo, os índices de umidade não passam de 77%, mesmo no verão.

O que a empresa responsável pelo desenvolvimento das máquinas, Eshara Water, fez  foi tirar proveito de uma adversidade climática e suprir o recurso natural mais escasso no deserto. Basta energia elétrica para os geradores de água atmosférica funcionarem.

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Como funciona

Segundo o fabricante, a máquina monitora a umidade relativa e a temperatura do ar. Em seguida, calcula qual a variação de calor necessária para que o ar coletado atinja o ponto de orvalho.

Para tornar o líquido potável, o sistema possui um circuito de filtração e mineralização, para remover partículas poluentes e a própria areia, tão presente na atmosfera urbana dos Emirados Árabes Unidos. A água, então, passa por luz ultravioleta, é resfriada e liberada para consumo. Neste momento, a empresa responsável está fabricando quatro equipamentos: de 5 litros (para residências e quartos de hotel), de 30 litros, de 100 litros e de 1.000 litros.

Impacto ambiental

A tecnologia não é inédita, porém é a primeira vez que uma empresa torna as máquinas de água acessíveis ao consumidor final.

A preocupação com o impacto ambiental está presente no projeto; afinal, de nada adianta produzir um recurso natural à custa de outro. A máquina de 30 litros tem consumo semelhante ao de um condicionador de ar doméstico, e todas produzem a respectiva quantidade de água a cada 24 horas. Ainda assim, a meta do fabricante é que os equipamentos funcionem com base em energia solar.

 

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4 comentários

    1. Bom dia.
      A tecnologia já existe e será questionada, pois é patente das forças Armadas dos USA. Em Minas Gerais um empresário fez a mesma coisa e foi questionado judicialmente. Desenvolvido na guerra do Golfo.

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