Musk afirma que compra do Twitter está temporariamente suspensa

Bilionário diz esperar confirmação de que contas falsas estão abaixo de 5% do total. Ações da empresa despencam
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Musk espera receber garantias sobre perfis falsos antes de prosseguir com a compra
Musk espera receber garantias sobre perfis falsos antes de prosseguir com a compra | Foto: Divulgação

O bilionário Elon Musk afirmou nesta sexta-feira, 13, que o acordo para a compra do Twitter está temporariamente suspenso. Em publicação usando a própria plataforma, o empresário manifestou que detalhes sobre contas falsas ainda estão em discussão.

Musk entende que a aquisição depende da confirmação de que o número de usuários com contas de spam ou falsas na rede está abaixo de 5%. O empresário usou em sua publicação uma reportagem da agência Reuters, publicada em 2 de maio, sobre a quantidade de perfis falsos.

“O acordo do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários”, escreveu Elon Musk.

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“Ainda estou comprometido com a aquisição”, complementou o empresário.

Logo depois da mensagem, as ações do Twitter caíram quase 20% na bolsa norte-americana, na abertura do pregão de sexta-feira. Os papéis chegaram a US$ 37,10, menor patamar desde o anúncio da venda da plataforma, em abril.

Considerado a pessoa mais rica do mundo, Elon Musk acertou no fim de abril a compra do Twitter por US$ 44 bilhões, cerca de R$ 215 bilhões. A plataforma criada em 2006 tem mais de 200 milhões de usuários atualmente.

Desde o anúncio da compra, o acordo entre Musk e a direção do Twitter tem sido alvo de contestações burocráticas por parte de acionistas minoritários.

Musk pode reduzir oferta

A Hindenburg Research, consultoria norte-americana de investimentos, afirmou que Elon Musk tem a chance de pagar menos pelo Twitter. De acordo com a empresa de análise, o mercado está propício para que o valor de US$ 44 bilhões seja rebaixado, caso o empresário queira.

As ações da companhia estão em queda, e a oferta foi feita com base na cotação da época, que estava em US$ 54,20. Se Musk desistir da compra, esses papéis ainda poderiam cair 50% em relação aos níveis atuais, segundo as projeções da Hindenburg. Com isso, o preço iria para algo em torno de US$ 31, quase 40% abaixo do atual valor.

Leia mais: “O voo da liberdade”, reportagem de Cristyan Costa e Dagomir Marquezi publicada na Edição 110 da Revista Oeste

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