Twitter recebe ofício do MPF cobrando canal contra ‘fake news’

Órgão também interpelou quais são os critérios utilizados pela plataforma para conceder o 'selinho' de verificação
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Segundo o MPF, empresas podem ser responsabilizadas
Segundo o MPF, empresas podem ser responsabilizadas | Foto: Brett Jordan/Unsplash

Na quinta-feira 6, o Ministério Público Federal (MPF) enviou um ofício ao Twitter cobrando explicações da big tech sobre a ausência de um canal de denúncias de fake news sobre a pandemia do novo coronavírus.

A solicitação foi feita no âmbito de um inquérito aberto pelo MPF. O objetivo do procedimento investigativo do órgão é a atuação de redes sociais no “enfrentamento da desinformação”.

“Por oportuno, indica-se que as informações ora requisitadas constituem dados técnicos indispensáveis para a instrução do Inquérito Civil Público”, informou o MPF. O documento é assinado pelo procurador Yuri Corrêa da Luz.

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Selo de verificação

O órgão pediu ainda para o Twitter explicar quais os critérios utilizados para conferir o selo de perfil verificado a usuários que veiculam conteúdo considerado “desinformativo” sobre temas de saúde pública.

Isso porque internautas de esquerda levantaram hashtags contra a rede social questionando por que “perfis de fake news” conseguiram o selinho azul. Entre os alvos dos extremistas está a influenciadora Bárbara Destefani.

Em entrevista a Oeste, a influenciadora disse que o procurador Yuri Corrêa da Luz promoveu um show político. “O Twitter não atendeu aos pedidos de linchamento, tanto que meu selo de verificação ainda está lá”, afirmou. “É incrível pensar que os maiores veículos de comunicação ficaram aterrorizados com o fato de alguém de fora do ‘clubinho’ ter recebido o selo.”

Investigação de supostas fake news

O inquérito que investiga a atuação das redes sociais para “combater desinformação” foi instaurado pelo MPF em novembro de 2021. A primeira medida adotada pelo órgão foi encaminhar ofícios às plataformas.

Além das medidas de combate às fake news, as empresas devem apresentar informações sobre disparos de mensagens em massa e uso de “robôs e perfis fictícios” em ações coordenadas.

O MPF ressalta que as empresas podem ser responsabilizadas, caso não garantam um ambiente digital seguro. As plataformas podem ser submetidas a sanções, como pagamento de multas ou proibição de realizar atividades.

Leia também: “A cepa invisível da covardia”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 94 da Revista Oeste

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8 comentários Ver comentários

  1. Os nazi-facista perseguindo a Bárbara??? Isto mesmo? Processe-o Bárbara! Ele que explique na justiça onde você fez fake news, pois até agora o STF não apontou pelo simples fato: NÃO existe! O seu conteúdo é retirado da própria imprensa,então, eles que processem a imprensa… O seu erro foi ter tirado foto com Bolsonaro… a perseguição vai continuar e se o Bolso vencer, aí ela vai até 2026!!!

  2. Isso é vergonhoso. A instituição está perdendo seu rumo e finalidade autoconstituindo-se tutor da verdade única com selinho de aprovação do bom comportamento, como se todos fôssemos prisioneiros à espera da boa vontade de um grupo para o livramento condicional. Será que vão estabelecer também sem leis alguma remissão? Indulto? Comutação? Saidinha do Carnaval? Anistia? Ou o velho, maravilhoso e insubstituível contraditório, que está na raiz do progresso humano? Onde estaria a ciência sem a discussão? Onde estaria o Direito? Onde estaria a razão?

  3. Lamenta-se a atitude desse promotor em perseguir uma mulher, simplesmente por defender ideologia de direita.
    Bárbara está sendo acusada injustamente. A verdade é que estão com inveja devido ao seu crescimento meteórico nas mídias sociais, colocando muitos jornalistas no bolso.

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