#TwitterCensura: perfis conservadores denunciam ‘sumiço’ repentino de seguidores

De ontem para hoje, dezenas de usuários relataram o problema; assunto é um dos mais comentados da plataforma
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Seguidores de usuários do Twitter 'desapareceram' entre ontem e hoje; conservadores denunciam perseguição político-ideológica
Seguidores de usuários do Twitter 'desapareceram' entre ontem e hoje; conservadores denunciam perseguição político-ideológica | Foto: Reprodução/Twitter

Dezenas de usuários do Twitter vêm reclamando nesta segunda-feira, 14, por terem sofrido uma queda abrupta e expressiva no número de seguidores de seus perfis pessoais na plataforma. O que chama atenção é que a imensa maioria dos relatos é feita por detentores de contas com viés conservador — cidadãos politicamente identificados com a direita no espectro ideológico. Entre os usuários prejudicados, aparecem jornalistas, políticos, professores, cineastas, influenciadores digitais e anônimos.

Editor-executivo de Oeste e autor do best-seller “Celso Daniel: Política, Corrupção e Morte no Coração do PT”, o jornalista Silvio Navarro é um dos que perderam um grande contingente de seguidores de ontem para hoje (cerca de 7 mil até o início da tarde). Diretor do documentário “O Jardim das Aflições”, sobre Olavo de Carvalho, Josias Teófilo havia perdido 5 mil no mesmo período. “O Twitter está passando a faca nas contas do pessoal da direita”, escreveu.

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Líderes políticos e parlamentares alinhados ao governo do presidente Jair Bolsonaro também viram o número de seguidores despencar em seus perfis oficiais. “Tinha perdido 3 mil seguidores há pouco. Fui reclamar, agora já são 9 mil”, escreveu o deputado José Medeiros (Podemos-MT). Carlos Jordy (RJ), deputado federal pelo PSL, viu mais de 13 mil seguidores desaparecerem em algumas horas. “Twitter está retirando meus seguidores ou excluindo contas em massa?”, indagou. A deputada Carol de Toni (PSL-SC) também protestou: “Twitter retirou 11 mil seguidores do meu perfil. Para registro: de 420 mil, agora está com 409 mil”.

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Ministros, auxiliares diretos e ex-ministros de Bolsonaro também estão entre os que sofreram uma baixa significativa no Twitter. O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub relatou o “sumiço” de 10 mil seguidores no início da tarde — algumas horas depois, escreveu que “já voltaram uns 2,5 mil”. Seu irmão, Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência, afirmou ter perdido 13 mil seguidores em poucas horas. “Segunda vez que o Twitter proporciona esse tipo de demonstração de pluralidade. Plataforma bolivariana”, criticou. Filipe G. Martins, assessor especial de Bolsonaro para assuntos internacionais, viu uma suposta “debandada” de 15 mil seguidores. “Conservadores mais uma vez perdendo milhares de seguidores no Twitter sem nenhuma explicação plausível”, tuitou. Mario Frias, secretário especial da Cultura, relatou o mesmo problema e escreveu: “Isso só mostra a necessidade de regras públicas de controle, que garantam a liberdade e os direitos dos nossos cidadãos. No Brasil, existe uma Constituição, ela não se dobrará para os interesses de grandes empresas”.

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A posição do Twitter

Em nota encaminhada a Oeste, o Twitter afirmou que “regularmente solicita que contas com comportamentos suspeitos em todo o mundo confirmem detalhes como senha ou número de celular, comprovando que existe uma pessoa por trás delas”. Segundo a empresa, o objetivo da medida é “proteger a integridade e a legitimidade de conversas em seu serviço”.

“Até que cumpram essa etapa de confirmação, as contas ficam temporariamente desabilitadas, com funcionalidades limitadas, e deixam de entrar no cálculo para contagem de seguidores. Isso significa que esse número pode oscilar quando fazemos essas checagens regulares globalmente”, justifica a plataforma.

Em 2018, em um episódio semelhante, a empresa já havia alegado que suspendeu contas falsas, bots (os chamados “robôs”) e perfis considerados suspeitos de práticas que feriam as regras da plataforma, como propagação de fake news e spam. Na ocasião, a “limpeza” foi uma medida necessária para aumentar a “transparência” e a “credibilidade” da plataforma, justificou o Twitter.

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Até as 17h45 desta segunda-feira, a hashtag #TwitterCensura ocupava a terceira colocação entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil, com quase 4,8 mil postagens.

Veja alguns relatos de usuários sobre o ‘sumiço’ de seus seguidores no Twitter:

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6 comentários

  1. e ainda por cima acusa de que são seguidores fakes… quer dizer que na esquerdalha nada é fake ou mentira? que cretinice e vigarice desse pessoal !

  2. Larguem esse lixo. Vão para o Parler ou criem grupos no Telegram ou Signal. Twitter, Facebook e Google são meios globalistas que censuram e perseguem os conservadores. Não deem Ibope para eles.

  3. Simples! Que o twitter seja expurgado do país se continuar assim. Já passou da hora do governo tomar uma atitude mais enérgica contra esses tech-ditadores.

  4. Plataformas nitidamente parciais, que se alinham para diminuir a força de Bolsonaro para 2022. São financiadas pela esquerda globalista e usam censura fascista para seus fins.
    Todos sabem que os dois e meio bilhões, dos desviados na era PT, continuam em paraísos fiscais, e estão sendo usados para comprar tudo. Veja essa nossa imprensa marrom.

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