YouTube decepciona nas receitas, e ações da Alphabet, dona do Google, caem

Plataforma de vídeos desacelera, à medida em que as pessoas voltam à rotina normal, sobretudo com trabalho presencial
-Publicidade-
Página do YouTube | Foto: Christian Wiediger/Unsplash
Página do YouTube | Foto: Christian Wiediger/Unsplash

Na semana em que o mundo repercute e processa a ideia de que o homem mais rico do planeta, o sul-africano Elon Musk, comprou o Twitter, o Google apresentou na noite desta terça-feira, 26, os resultados dos primeiros três meses de 2022. E o lucro veio abaixo do esperado.

A Alphabet, controladora do gigante de buscas, lucrou US$ 16,4 bilhões em três meses, ganhos menores que os do mesmo período do ano anterior, quando a companhia norte-americana registrou lucros de US$ 17,9 bilhões. Após o resultado, as ações caíram 6,6% no mercado na bolsa norte-americana.

-Publicidade-

O motivo maior da ducha de água fria para os investidores foi o YouTube. As receitas da plataforma de vídeos ficaram em US$ 6,870 bilhões, enquanto os investidores esperavam US$ 7,5 bilhões. A razão, de acordo com quem acompanha as ações do Google, é que o YouTube desacelera, e deve desacelerar mais, à medida em que as pessoas voltam à rotina normal, sobretudo com trabalho presencial, o que faz com que sobre menos tempo para assistir a vídeos. Na pandemia, com as pessoas confinadas, o consumo de streaming e YouTube explodiu.

Quatro braços de negócios da Alphabet, no entanto, se destacaram positivamente: o crescimento do serviço de buscas, o de nuvem e a publicidade, três joias da coroa da companhia. Vale aqui um outro ponto que surpreendeu: o segmento de Outras Apostas, como a montadora de carros autônomos Waymo, da Alphabet, que viu a receita quadruplicar. Essa divisão de Outras Apostas é tida como o futuro da Alphabet, que deseja diversificar o gigante para além do negócio do site de busca e publicidade.

-Publicidade-
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.