Todo mundo de que não gosto é fascista - Revista Oeste

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Todo mundo de que não gosto é fascista
Ao tornar-se um agente político de influência, Felipe Neto tem todo o direito de falar o que bem entender. O bom jornalismo, no entanto, precisa ser responsável e confrontá-lo com a História
22 Maio 2020, 10:41

Bruno Garschagen, consagrado cientista político e autor de dois best-sellers, Pare de Acreditar no Governo e Direitos ximos, Deveres Mínimos, define o fascismo pela máxima de seu líder, Benito Mussolini (1883-1945), criador do movimento autoritário que deu origem ao Partido Nacional Fascista: “Tudo no Estado, nada fora do Estado e nada contra o Estado”. Garschagen, colunista aqui na Revista Oeste, explica que o fascismo, assim como o comunismo e o nazismo, também impôs um modelo autoritário e totalitário de partido único, tendo em seus pilares ideológicos o desprezo pela democracia e pela liberdade, devendo o Estado estender-se a todos os âmbitos da vida dos indivíduos.

Quando, em 1919, Benito Mussolini inaugurou o Fasci Italiani di Combattimento, o precursor de seu partido fascista, ele não estava inventando a ideia de autoritarismo violento, mas dando um nome a mais um terrível tentáculo dos movimentos tirânicos da História. Sob sua liderança, esquadrões de militantes atacavam, espancavam e matavam outros italianos e, mais tarde, depois de se tornar o governante autoritário da Itália, ele se aliou a Hitler e à perseguição da população judaica local, entre outros crimes.

Nesta semana, o criador de vídeos para crianças e adolescentes Felipe Neto, hoje ferrenho opositor do atual governo, foi o entrevistado de um programa que já foi referência jornalística no passado. Até aí, tudo normal, gosto não se discute. Com enorme influência nas redes sociais, o rapaz tem, como qualquer outro cidadão, o direito de expressar opinião sobre suas escolhas políticas. O problema, no entanto, está quando um influenciador digital, com milhões de seguidores em suas plataformas, obviamente inteligente e capacitado em sua área de atuação, resolve opinar sobre temas sérios e verbaliza, por exemplo, que todos os que apoiam o atual governo são fascistas. Estupefatos, assistimos, sem nenhum questionamento por parte da bancada de jornalistas que o entrevistou, a 58 milhões de brasileiros serem chamados de fascistas em rede nacional — repito, sem nenhuma indagação por parte dos profissionais da imprensa presentes.

Felipe Neto também repetiu uma das falácias mais adoradas pela esquerda, a de que a meritocracia é uma ficção liberal.

Foi um mantra marxista reiterado também sem nenhum contra-argumento pelos entrevistadores. Quando o youtuber foi convidado a comentar o espectro político a que pertenceria, o novo ídolo da esquerda e de militantes travestidos de jornalistas explicou que ele se posiciona “entre Ciro Gomes e Amoêdo”. Ou seja, Felipe Neto, o novo representante da intelectualidade política que não gosta de Jair Bolsonaro e de seu governo, gosta mesmo é da mão pesada do intervencionismo estatal e do Estado conduzindo todas as manifestações econômicas, mas também do liberalismo econômico com um Estado mínimo, enxuto e com políticas de mercado aberto. Creio que, se pudéssemos comparar a declaração da posição do rapaz no espectro político a uma posição geográfica no mapa, ele estaria tipo entre o Alasca e a Patagônia. E, se rir, você é um fascista.

Todo e qualquer governo, sem exceção, precisa de nossa vigília constante. Fato. E não é porque a atual administração se aproxima mais do liberalismo econômico com a brilhante equipe de Paulo Guedes que devemos ignorar suas falhas e erros de rota em qualquer pasta. No entanto, fechar os olhos para boa parte do atual jornalismo que insiste em um terceiro turno para as eleições de 2018 é fechar os olhos para o próprio sistema democrático que Felipe Neto e suas cheerleaders da imprensa tanto insistem em dizer que está sendo atacado.

A crítica aqui, e isso deve fazer parte de nossa vigilância, não é apenas ao rapaz que ganha milhões de reais imitando bichinhos e quer falar bobagens sobre política.

Ele tem esse direito. Convém destacar, todavia, os absurdos ditos e a vulgarização da história que deveriam ser questionados por qualquer jornalista com um mínimo de honestidade. O rapaz, voz da razão quando o assunto é videogame, é agora também uma variável política porque repete o sofisma preferido dos inimigos do atual governo de que o atual presidente e seus eleitores são fascistas. Isso é grave.

Além de usar insultos históricos com sua rasa ideologia, Felipe Neto, sagaz para monetizar com um público jovem, é mais uma peça na criação do tipo de histeria que leva a um clima de resistência violenta. A chamada “intolerância do bem”. A doentia comparação com o fascismo funciona em dois sentidos: eleva os oponentes políticos a criminosos homicidas que merecem punição extrema — e, de quebra, pode pavimentar o caminho para “justas” quebras institucionais antidemocráticas; afinal, “precisamos tirar o fascista do poder” — enquanto reduz monstros históricos reais a pouco mais do que pequenos fanáticos partidários.

Os agentes da política torpe e irresponsável que usam exatamente incautos como Felipe Neto, alguém que apenas aprendeu a repetir as platitudes da demonização de seus opositores nesse jogo, não querem democracia. Desejam apenas enfraquecer o potencial de seus oponentes. A relação com a política para essa gente é mera apreciação do poder. Nada mais.

Atestar que oponentes políticos e seus apoiadores são fascistas não é retórica nova.

Felipe Neto é bem grandinho e deveria saber que aqueles que abusam da ausência de senso de proporção, ou do desprezo histórico pelas palavras, desprezam também as reais vítimas dos verdadeiros fascistas. Precisamos ter coragem para quebrar a espiral do silêncio e apontar as consequências desse jornalismo doente, que amplifica invencionices vis, colabora com a infantilização da sociedade e estimula discursos vazios e nocivos. E mais: solidifica os danos do uso irresponsável das palavras.

Diante desses novos agentes políticos que serão alçados a bastiões da intelectualidade moderna pela esquerda, fica mais evidente que o espectro político-ideológico a que pertencem não está interessado na real democracia ou nas justas críticas. Suas teorias não param de pé e não deram certo em lugar algum do mundo, e a relação que desenvolvem com essas influentes figuras é apenas de poder e exploração. Os que, por oposição ou birra política, aplaudem declarações como as de Felipe Neto apenas nos mostram o total afastamento da realidade, inacessível para quem, numa abstração mental, não oferece nada no campo das ideias e se agarra apenas ao ataque ad hominem.

O que assusta não é apenas um jovem e inexperiente rapaz falar bobagens sem pensar nos distúrbios que elas possam gerar, mas constatar o silêncio por parte da imprensa.

O programa que já recebeu ex-presidentes, chefes de Estado, embaixadores, pensadores e juristas consagrados não questionou a banalização da história nem declarações sem fundamento.

A liberdade, palavra sagrada no pilar da fundação da Revista Oeste, é vital também na comunicação e no direito de nos expressarmos. No jornalismo, no entanto, ela precisa estar atrelada à verdade. Por aqui, na Oeste, tenho certeza de que seguiremos o brilhante pensador contemporâneo Thomas Sowell, um norte na honestidade intelectual. Sowell diz: “Jornalistas não podem servir a dois mestres. Se assumem a tarefa de suprimir informações ou morder a língua em nome de alguma agenda política, estão traindo a confiança do público e corrompendo a própria profissão”.

Não questionar o uso do termo “fascista” ou “nazista” para designar qualquer um que não reze cinco vezes ao dia ajoelhado em direção a uma foto de Lula ou Ciro Gomes, nem seja contra o atual governo, é criminalizar todos aqueles que ajudaram a construir os valores de liberdade da civilização ocidental. Liberdade, inclusive, para falar bobagens.

Leia também o artigo “O que será do Ocidente após a pandemia”, de Bruno Garschagen.

 

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56 Comentários

  1. Irretocável artigo, Ana Paula !!

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    • Excelente texto. Para a esquerdalha, democracia é apenas quando ela está no poder. Qualquer outra opção é fascista.

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      • .A impressão que tenho, é de que aqueles que vivem dizendo que o PR é fascista, nunca abriram nem mesmo um dicionário para ver o que esta palavra significa.

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      • Muito bom. Amei a citação.

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      • Texto excelente, Ana. Parabéns pela lucidez e pela contextualização do tema. Realmente vivemos tempos sombrios, assolados pela falta de principios e valores básicos que deveriam nortear o rumo de uma sociedade, em especial no que diz respeito ao nível de educação que deveria ser o carro chefe de civilidade numa sociedade.

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    • Mais um excelente artigo seu! Só acho que os nomes dos jornalistas participantes do programa deveriam ter sido mencionados.
      Parabéns Ana, parabéns Oeste!

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    • BRAVO ANA PAULA! UMA DAS JOVENS MENTES MAIS BRILHANTES QUE TEMOS. AH! QUE ALÍVIO PODER DESFRUTAR DE SEUS TEXTOS. AINDA MAIS NESTES TEMPOS ÁRIDOS DE VIRTUDES. ONDE, CADA VEZ MAIS TESTEMUNHAMOS “COISAS” BIZARRAS COMO ESSE INFELIZ “PERSONAGEM” QUE ANA PAULA TEVE DE FOCAR (COITADA) . PIOR DO QUE O SILÊNCIO DOS ENTREVISTADORES DELE É A PROXIMIDADE QUE TEM DO PÚBLICO ADOLESCENTE E JOVEM QUE – ESPERTAMENTE – ESCOLHEU PARA “MONETIZAR” E INFLUENCIAR – MELHOR SERIA DIZER-SE, INFECTAR.

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      • Excelente, pior que o programa sai do nosso bolso.

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    • Parabéns! Brilhante!

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    • Excelente texto. Parabéns pelo posicionamento

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  2. Sim belo texto. Não vi esse tal Neto dia nenhum. Só me pergunto, se todos que o viram não pensaram sobre o assunto e suas palavras. Tenho como regra, parar logo no início se detecto qualquer sinal de ignorância, arrogância e inverdades. Só para deixar registrado , li com atenção o texto do inicio ao fim.

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    • Ja fui muito fã e entusiasta do Roda Viva ultimamente é impossível assistir devido a qualidade dos ditos jornalistas e suas palavras e atitudes ideológicas que não obedecem a mais importante face do jornalista: neutralidade e
      Honestidade em suas falas e opiniões. Parabéns pelo artigo. Em tempo: acho que esse rapaz não tem. vida longa. Igual ao vírus: vai passar

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    • Quando ele ler esse seu artigo a única coisa que vai entender é que se trata de uma crítica, o resto não vai compreender por insuficiência cerebral provocada por idiotia em alto grau.

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  3. Palmas para a Ana, sempre irretocável. A esquerda brasileira miou e se tranformou em foca.

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  4. Muito bom, Ana Paula. E, o mais assustador, é que esse sujeito tem uma influência gigante nas novas gerações através do seu canal. Com este tipo de “intelectualidade” imagina o estrago que ele está fazendo na cabeça deles.

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  5. Acho que estou meio desatualizado ou continuo muito seletivo em minhas escolhas, mas ouvi falar deste babaca esta semana após este programa, que também não assisto mais.

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    • 👏👏👏👏 Ana!
      Como é bom poder contar com seus textos!

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  6. Parabéns pelo texto. Esse moço é um exemplo perfeito dessa geração que aceita as mentiras da esquerda, sem nunca questionar. Pobre Brasil, seu futuro na mão de gente assim será um pesadelo.

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    • Esse jovem é idiotizado.

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  7. Parabéns!!

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  8. Genial Ana Paula, como sempre!

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  9. Excelente Ana Paula. O que me preocupa de verdade, como pai de adolescente e de criança, é o alcance que este menino tem. A influência que ele exerce é nociva e, para não tirar a liberdade das minhas filhas, terei que atuar para colocar as verdades onde for necessário.
    Porém, não são todos os pais que se dedicarão a fazer isso, infelizmente.
    Abraço

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  10. Olha Ana, eu sempre fui e continuarei a ser um fã de carterinha seu. O texto é uma baita reflexão a essa classe “jornalistica” , porém, dar audiência a esse youtuber é complicado até mesmo pra você.
    Eu particularmente, odeio esse cara, ele é hoje tudo aquilo que mais combatia antes de ser famoso, ou seja, um hipócrita. E não pode ser levado a sério por ninguém, acredito que todos os assinantes da revista oeste que possuem filhos ou crianças em sua família vão ser os primeiros a serem uma espécie de “proerd” quando suas respectivas crianças começarem a dar ibope a esse “youtuber” em algum momento.
    Mas, é claro, pela liberdade de expressão, ele é livre para opinar qualquer boçalidade que for falar eventualmente – isso não seria possível de fato SE o governo fosse fascista como o descreve, assim como eu não teria acesso a estar comentando nesse artigo,e bem plausível que esse artigo também não existisse 🙂

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  11. Esse Felipe Neto é um coitado de um babaca – e é revelador que tenha tantos seguidores – que está sendo usado como cunha pela esquerdopatia doriana da TV Cultura para acicatar um Governo legitimamente constituído. Um boçalzinho miserável e boquirroto que agride 58 milhões de eleitores do Presidente. Chamar de jornalistas os sabujos comunistas que o “entrevistaram” é deferência por demais. Roda Viva virou um ninho de víboras desqualificadas e tendenciosas. Saudades de quando quem conduzia aquele Programa era Augusto Nunes, e não essa hiena chamada Vera Magalhães, com aquela postura falsa que a ninguém engana. Essa catrefa está perto de ver esse País pegar fogo, e é isso mesmo que eles querem.

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  12. Não conheço esse sujeito, nem quero conhecer. Mas perguntem a ele onde fica a Terra do Fogo. Se ele souber, é sinal de que talvez já tenha estudado em alguma escola. No mais, é como diz a Bíblia: “Vaidade das vaidades. Tudo é vaidade”.

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  13. Ana: lendo teu artigo pensei em duas coisas. A primeira é que se falhasse o modelito Huck e eles investissem nesse menino como candidato à Presidente. E ele fosse eleito. A segunda é sobre o impressionante fenômeno de histeria contagiante nas massas. É difícil imaginar o que é ter tantos milhões de adoradores. Abraço

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  14. ainda bem que consegui voltar a ler a revista; problemas técnicos me deixaram na mão nas duas últimas edições. Ótimo artigo. A vigilância é constante. Historicamente nossos políticos e jornalistas militantes não confiam e desprezam que não pensa e age como eles.

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  15. Relevância. Audiência do Roda Viva com Felipe Neto: 1,1 pontos. FSP, em 2018: ‘A edição que levou o juiz Sérgio Moro ao centro do “Roda Viva”, na última segunda-feira, rendeu 3,8 pontos de audiência média à TV Cultura, um patamar que o programa não via há pelo menos 18 anos. O pico alcançou 4,6 pontos.’

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  16. Ótimo.

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  17. Ana Paula, apenas para ficar restrito a esse programa televisivo e verificar o viés desses jornalistas militantes ideológicos da esquerda, verifique as entrevistas com Enéas Carneiro em 1994 e Cabo Anselmo em 2011. O tom e a malícia dos entrevistadores é algo CRIMINOSO, muito diferente desse IDIOTA ÚTIL infantilizado, que nem sabe conceitualizar o que é fascismo.

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  18. Texto certeiro, brilhante, iluminador.

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  19. Segundo soube Felipe Neto teria 32 anos. Que ironia chamá-lo de jovem inexperiente !!

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  20. São os BOSTRUMES esses que vivem caluniando o presidente e chamando-o de fascista.

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  21. Tenho um prazer imenso com seus textos; fundamentados e as melhores referências. Estou aplaudindo daqui….. parabéns novamente!!!

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  22. O programa Roda Viva é levado ao ar pela TV Cultura, que por sua vez pertence ao governo do estado de São Paulo, cujo chefe é um CANALHA chamado João Doria Jr.
    Todos os “jornalistas” que entrevistaram esse moleque – que certamente nunca levou umas chineladas dos pais, nem sequer foi colocado de castigo – se rendem às ordens do “governador”. Eles fazem parte da “imprensa” que foi doutrinada pelos professores esquerdopatas das USP e UNICAMPs da vida. Lá “aprenderam” que no tempo em que a maioria deles ainda usava calças curtas ou sequer havia nascido, houve uma “ditadura sanguinária” no Brasil, durante a qual 454 pessoas foram “assassinadas”. Em nenhum momento tomaram conhecimento que quase a totalidade do número acima citado era constituída por gente – entre elas uma que era pai do VERME que hoje “preside” a OAB – que em nome de uma luta cujo objetivo era a implantação de uma, ESSA SIM, DITADURA TOTALITÁRIA no Brasil, assaltaram, roubaram, sequestraram e mataram várias pessoas. Seus “professores” jamais lhes contaram sobre os MILHÕES exterminados por Stalin, Mao, Pohl Pot, Fidel Castro e outros.
    Esse é o Brasil onde um Presidente da República é impedido por um VELHACO -sabidamente envolvido com o PCC – de exercer o poder que a Constituição lhe confere, e onde um moleque imbecil pode livremente “fazer a cabeça” dos milhares de idiotas que o seguem.

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  23. Parabéns, Ana Paula. Acredito que estás te tornando o melhor articulista do país.

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  24. Belo artigo, como sempre , Ana . Parabéns !!!

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  25. Em primeiro lugar parabens pelo artigo .
    Não conhecendo este entertainer foi me documentar. Se por um lado daria para parabeniza-lo pelo sucesso, por outro – e como Vc justamente ressaltou – abusou da propria notoriedade para emitir juizos de valores inaceitaveis. Outra incongruencia , tipica de quem pertence ao Show Biz, e´a de não ter compromisso com a realidade ( o que e´perigoso para si e para seus seguidores). Ele recusou receber um Premio em 2019 porque´¨não queria compactuar com quem premia Deltan e Doria ¨¨ . Desde quando e´de dominio publico que o Sr.Doria dita as regras no programa Roda Viva , porque´o sr Neto nao se recusou a partecipar?

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  26. Perfeito artigo, Ana Paula !
    Maravilhosa a sua definição do programa em questão, rotulando-o como um que já foi referência.
    É isso mesmo: já foi referência, porque hoje é um chá das 5, ao qual comparecem os amiguinhos da apresentadora e do entrevistado.
    Só fazem pergunta chapa-branca.
    Parabéns, nossa eterna Musa do Vôlei e grande articulista na atualidade !

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    • Pela idade que tem, Felipe Neto já deveria saber o que é fascismo e que se trata de uma ideologia tão nefasta quanto o comunismo. Também pode ser que, apesar da idade, ele seja um idiota político. Mas me parece que ele gosta do autoritarismo estatal aliado à eficiência econômica liberal, como é o caso do comunismo chinês. Deste ponto de vista, faz todo sentido que a bancada do Roda-Viva não tenha questionado o entrevistado, pois sabe-se que Dória é um bajulador do regime genocida chinês. Creio que Felipe Neto é intelectualmente desonesto, do tipo que atribui aos outros aquilo que ele mesmo é.

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  27. Notei que Ana Paula imprimiu um humor maior que o usual em seus textos. Mas como falar de Felipe Neto , comentarista político, sem causar umas tantas risadas?

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  28. Ana, o Felipe Neto é um analfabeto político usado por “jornalistas” para dizer aquilo que não têm coragem de dizer. Os Felipes e as Veras passam, pois não farão História.

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  29. Aplaudindo de pé!!!👏👏👏
    Excelente artigo, Ana Paula!! Parabéns!!

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  30. “Quando o youtuber foi convidado a comentar o espectro político a que pertenceria, o novo ídolo da esquerda e de militantes travestidos de jornalistas explicou que ele se posiciona ‘entre Ciro Gomes e Amoêdo'”.

    Na verdade, ele limitou seu espectro político entre Ciro e Amoêdo devido a uma constatação até óbvia: ambos são de esquerda, apesar de este último estar camuflado num partido liberal (Novo), mas que não defende os valores conservadores e, portanto, é apenas um agente para minar as opções de direita e retornar a política nacional à Estratégia das Tesouras.

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  31. Muito bom o texto. Parabéns!

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  32. Ótimo texto
    Quanto ao teenager YouTuber será que ele sabe o
    que significa Fascismo ?
    Eu tenho quase certeza que não, e impressionante que uma percentagem de jovens hoje tem absolutamente nada na cabeça

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  33. Excelente artigo, eterna musa! Foi certeiro como uma chutada pelo meio que você costumava atacar na seleção com precisão mortal.

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    • Parabéns Ana Paula!
      Foi uma voadora bem nos peitos desses jornalistas a serviço de uma agenda política . Acredito que além da agenda política e mau caratismo, tem também a ignorância, não o de ser bruto, mas a falta de conhecimento mesmo, alguns não tem nem o conhecimento básico, não sabem nem os países que fazem fronteira com o Brasil. Você acha que eles vão ter coragem de conceituar ou discutir qualquer sistema de governo ou ideologia em um programa? Vão passar mais vergonha ainda.A maioria tem um conhecimento raso e olhe lá.

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  34. O silêncio da esmagadora maioria da imprensa e, no caso, dos entrevistadores desse rapaz é apenas a comprovação de que não passam de bonecos (de)formados em nosso sistema educacional durante décadas, em especial nossas universidades, eternamente monopolizadas pelo que há de pior na esquerda.

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  35. Parabéns pelo artigo!
    Palavras sensatas e bem colocadas.

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  36. Texto irretocável. Chute certeiro. Parabéns Ana!!!

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  37. Muito bom! Comentaristas da sua envergadura fazem a assinatura da revista OESTE valer cada centavo pago.

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  38. *Colunistas

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  39. Coragem! Vá em frente! O bem acabará vencendo

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  40. Benito Mussolini resumiu a doutrina fascista numa regra concisa: “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.” No Brasil, se você é contra essa ideia, se você é a favor da iniciativa particular e das liberdades individuais, logo aparece um chimpanzé acadêmico que tira daí a esplêndida conclusão de que você é Benito Mussolini em pessoa. E não caia na imprudência de imaginar que essa conversa é demasiado pueril para enganar o resto da macacada. Quando você menos espera, guinchados de ódio cívico se erguem da plateia, e uma frota de micos, lêmures, babuínos, orangotangos e macacos-pregos se precipita sobre você, às dentadas, piamente convicta de estar destruindo, para o bem da humanidade símia, um perigoso fascista. Cuidado, portanto, com o que diz por aí. Você não faz ideia da autoridade intelectual dos chimpanzés na terra do mico-leão.

    Na verdade, a idéia oficial de “fascismo” que se transmite nas nossas escolas não tem nada a ver com o fenômeno que em ciência histórica leva esse nome. É uma repetição fiel, devota e literal das fórmulas de propaganda concebidas por Stálin no fim da década de 30 para apagar às pressas a raiz comum dos dois grandes movimentos revolucionários do século e atirar ao esquecimento a universal má impressão deixada pelo pacto germano-soviético. Nessa versão, o fascismo e o nazismo surgiam como movimentos “de extrema-direita”, criados pelo “grande capital” para salvar “in extremis” o capitalismo agonizante. É lindo imaginar aqueles banqueiros judeus de Berlim, reunidos em comissão médica em torno do leito do regime moribundo, até que a um deles ocorre a solução genial: “É moleza, turma. A gente inventa a extrema-direita, ela nos manda para o campo de concentração, e pronto: está salvo o capitalismo.”

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  41. Excelente!

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