Vacina de Oxford contra covid-19 será testada no Brasil - Revista Oeste

Edição da semana

Em Em 3 jun 2020, 15:45

Vacina de Oxford contra covid-19 será testada no Brasil

3 jun 2020, 15:45

Aplicação deve começar ainda neste mês de junho

oxford

Universidade de Oxford, no Reino Unido | Foto: Reprodução/Flickr

A vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida na Universidade de Oxford, no Reino Unido, será testada também no Brasil, conforme publicação na noite desta terça-feira, 2, no Diário Oficial da União.

Considerado um dos mais promissores, o imunizante já está na terceira fase, em que dez mil pessoas serão testadas para se avaliar a eficácia do produto.

Dois mil brasileiros participarão dos testes em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Das mais de 70 vacinas em desenvolvimento em todo o mundo, é a que se encontra em estágio mais avançado.

O Brasil será o primeiro país fora do Reino Unido a começar a testar a eficácia da imunização contra a covid-19.

Os testes contam com o apoio do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A articulação para a vinda dos testes ao Brasil contou com a liderança da professora doutora Sue Ann Costa Clemens, diretora do Instituto para a Saúde Global da Universidade de Siena e pesquisadora brasileira especialista em doenças infecciosas e prevenção por vacinas, investigadora do estudo.

vacina

Foto: Divulgação/PMI

Em São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE )da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e contaram com a viabilização financeira da Fundação Lemann.

A Unifesp irá recrutar mil voluntários que estejam na linha de frente do combate à covid-19, uma vez que estão mais expostos à contaminação. Eles precisam ser soronegativo, ou seja, pessoas que não tenham contraído a doença anteriormente.

“O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos”, afirma a Dra. Lily Yin Weckx, investigadora principal do estudo e coordenadora do CRIE-Unifesp.

Há outros países cuja participação está em processo de análise e aprovação.

Os resultados desses testes serão primordiais para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para final deste ano. Entretanto, o registro formal deve acontecer apenas após a conclusão dos estudos realizados em todos os países participantes.

* Com informações do Estadão Conteúdo

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

O império dos sem-voto

Há cada vez mais pessoas que nunca receberam um único voto na vida, e não têm mandato nenhum, dizendo o que o cidadão deve ou não deve fazer

O mal de roupa nova

O Partido Democrata não esconde as intenções: quer mais coletivismo, menos autonomia dos Estados, maior controle exercido pelo Executivo central e intervenção na economia

A nova Torre de Babel

Ao contrário do mito bíblico, a torre atual está sendo edificada com base na confusão proposital das palavras por indivíduos desprovidos de inteligência e coragem

Segundo turno nupcial

“Ué, você tá torcendo pra mim?” / “Não sei. Estou indeciso”

A imprensa morre no escuro

A atividade que já foi chamada de “quarto poder” escorrega perigosamente para a irrelevância

O resgate de Tocqueville

O desprezo pelo cristianismo, tão comum em meios “progressistas”, representa um perigoso afastamento dos pilares norte-americanos

A coerção e o coronavírus

A necessidade de restrições ocasionais não deve abalar os fundamentos do verdadeiro liberalismo, sustentado no “inovismo” e no “adultismo”

Uma nova doença: o vício em desculpas

Poucas figuras públicas têm a força de caráter para se recusar a pedir desculpas aos identitaristas, que gostam de desempenhar o papel de vítimas permanentes

Você não pode perder

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês