Organização criminosa era liderada por Wilson Witzel, diz PGR

Edição da semana

Em 14 set 2020, 20:04

Wilson Witzel lança ‘desafio’ ao ser denunciado por organização criminosa

14 set 2020, 20:04

Governador afastado do Rio de Janeiro reclama de vazamento de “processo sigiloso” contra ele

witzel - denunciado pela pgr - organização criminosa

Witzel: líder de organização criminosa, segundo a PGR. Ele, no entanto, nega acusação
Foto: WILTON JÚNIOR/AGÊNCIA ESTADO

Afastado do governo do Estado do Rio de Janeiro desde o fim de agosto, Wilson Witzel (PSC) lançou um “desafio” na tarde desta segunda-feira, 14. Por meio de postagem no Twitter, ele quer que alguém comprove sua relação com atos ilícitos. A mensagem foi divulgada após notícia de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou por formação de organização criminosa.

Leia mais: “Fichas-sujas: Lista conta com mais de 7 mil políticos”

“Reafirmo minha idoneidade e desafio quem quer que seja a comprovar um centavo que não seja fruto do meu trabalho e compatível com a minha renda”, afirmou Witzel em texto divulgado na rede social. Ao afirmar que o único bem patrimonial que possui é uma casa no bairro carioca do Grajaú, ele lamentou que o entendimento da PGR tenha vazado na mídia, apesar de se tratar de “processo sigiloso”. “Objetivo de me atingir politicamente”, disse ele.

A denúncia

A lamentação de Witzel ocorre porque a PGR o acusou de ser líder de organização criminosa formada para desviar dinheiro público. O esquema contaria com a participação de outras 11 pessoas. Na lista, estão figuras como a esposa do governador afastado, a advogada Helena Witzel, o presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Pereira, e dois ex-secretários estaduais do Rio de Janeiro: Edmar Santos (Saúde) e Lucas Tristão (Desenvolvimento Econômico).

“Tinha por pretensão angariar quase R$ 400 milhões de valores ilícitos”

“Nesse diapasão, a organização criminosa, somente com esse esquema ilícito de contratação de organizações sociais na área de saúde, tinha por pretensão angariar quase R$ 400 milhões de valores ilícitos, ao final de quatro anos, na medida em que objetivava cobrar 5% de propina de todos os contratos”, afirma trecho da denúncia apresentada pela PGR ao Superior Tribunal de Justiça (STJ),  segundo informa o portal G1.

Dupla derrota

A denúncia que o aponta como chefe de organização criminosa é a segunda notícia negativa para Wilson Witzel neste início de semana. Isso porque mais cedo fora divulgado que o relatório a ser apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro será favorável a seu processo de impeachment.

Mais: “Witzel pede ao STF para ser reconduzido ao governo do RJ”

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2 Comentários

  1. Eu não sei se é a água ou o ar , mas o Rio consegue transformar todas as boas intenções em formação de quadrilha!

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  2. No Rio, quase todos os políticos roubaram, estão roubando ou vão roubar. Porém quase todos foram presos, estão presos ou vão ser presos. É uma das maiores usinas de corruptos do pais, porém aqui ninguém passa pano, vai todo mundo p cadeia.

    Responder

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